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Caso de Polícia

Advogada envolvida em roubo milionário é presa em sítio no ES

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POLÌCIA

O assalto aconteceu em julho de 2024, em apartamento em Vila Velha, e a advogada já havia sido presa. Segundo a polícia, ela atuava como intermediária

Por Leiri Santana* – Vitória/ES

Acusada de envolvimento em um roubo milionário em um apartamento em Vila Velha, uma advogada foi presa nesta segunda-feira (8) em um sítio na zona rural de Nova Venécia, no interior do Espírito Santo.

Após ser beneficiada com liberdade provisória, ela descumpriu medidas judiciais e passou a ser considerada foragida da Justiça.

Segundo a acusação, ela usava o fato de ser advogada para servir como intermediária entre o líder do grupo, que está preso, e os demais membros da organização. A prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/ES), em parceria com o serviço de inteligência da Polícia Militar.

A advogada já havia sido presa anteriormente, em outubro de 2024, por envolvimento no roubo milionário, registrado no dia 17 de julho do mesmo ano.

Na época, a diarista do local afirmou que estava trabalhando, quando uma mulher armada apareceu no apartamento. Ao render a vítima, ela levou uma coronhada e desmaiou. Os criminosos levaram dois cofres, que, segundo a proprietária, tinham cerca de R$ 1 milhão em dinheiro e joias. A funcionária foi presa dias depois.

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Após ser detida, a advogada chegou a ganhar liberdade provisória, mas não cumpriu as medidas cautelares impostas pela Justiça, tornando-se foragida. Desde então, ela era procurada pelas forças de segurança, que conseguiram localizá-la escondida no sítio.

De acordo com os investigadores, mesmo durante o período de fuga, ela continuava mantendo contato com outros membros da quadrilha e participava ativamente da rede criminosa.

Segundo a polícia, a advogada violou a ética da advocacia ao utilizar o sigilo profissional para facilitar atividades criminosas, prestando suporte direto ao comando da organização de dentro da cadeia.

Justiça aceita denúncia

A prisão da advogada marca o fim da fase de cumprimento dos mandados da operação Selati. A Justiça do Espírito Santo já aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público contra os envolvidos na organização. Agora, ela e outros réus vão responder pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada
  • Tráfico de drogas
  • Posse ilegal de arma de fogo
  • Lavagem de dinheiro
  • Violação da legislação da segurança privada

Segundo a investigação da Polícia Federal, a quadrilha era organizada em núcleos. A advogada fazia parte do chamado núcleo técnico, composto por profissionais que, cientes da ilegalidade, repassavam ordens do líder preso aos demais membros da facção.

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Além disso, o grupo contava com um núcleo gerencial, responsável pela logística do tráfico, e um núcleo financeiro, que cuidava da movimentação e disfarce do dinheiro ilícito.

Operação Selati

A operação Selati foi deflagrada em maio de 2025, após a prisão de um dos membros da quadrilha por posse ilegal de armas. Ao todo, a operação executou sete mandados de prisão temporária, sete de busca e apreensão, e sequestrou bens avaliados em cerca de R$ 2,6 milhões, incluindo carros de luxo e um jet-ski.

A Polícia Federal e o Ministério Público ressaltam que a responsabilização penal de todos os envolvidos independe de sua posição social ou profissional. A advogada, agora detida novamente, deverá responder por sua atuação dentro do esquema criminoso.

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* Folha Vitória – Conteúdo

* Foto/Destaque: Reprodução / TV Vitória – FV

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POLÌCIA

Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário

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Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.

As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.

Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.

Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário – ES Brasil

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil

Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.

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As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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  • Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
  • Foto destaque: Reprodução / AG
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