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Trecho da BR-101 na Serra é um dos mais perigosos do Brasil

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Acidente / Trânsito

Levantamento indica trecho entre os mais perigosos do país; celular ao volante é apontado como principal vilão

Por Nathália Munhão*

Um trecho da BR-101 que corta o município da Serra aparece entre os mais perigosos do Brasil, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O segmento entre os quilômetros 260 e 270 (atualmente municipalizado e chamado de Avenida Mestre Álvaro) ocupa a sexta posição no ranking nacional de trechos mais perigosos. Apenas em 2025, os 10 quilômetros monitorados registraram 297 acidentes de trânsito.

A BR-101 é a rodovia federal com maior número de acidentes e mortes no Espírito Santo. Em 2025, foram registrados 2.642 acidentes nas rodovias federais que cortam o Estado, com 161 mortes, segundo dados da CNT.

Uso do celular entre os motivos

Especialistas apontam que a falta de atenção dos motoristas, principalmente pelo uso de celular ao volante, está entre as principais causas dos acidentes registrados na via, que acumula alto número de ocorrências e mortes.

Segundo o policial rodoviário federal Maurício Belshoff, um dos fatores que contribuem para os índices elevados é o fato de a rodovia federal atravessar uma área urbana com intenso fluxo de veículos de grande porte e trânsito local.

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“Esse alto número de acidentes é justamente porque é um trecho urbano dentro da rodovia federal, com circulação de carretas e ônibus somada ao fluxo dos bairros da Serra”, explicou.

Acidente devastou família e reforça debate sobre segurança

Os riscos da rodovia se refletem em histórias como a da família Rolim, que teve a rotina interrompida por um acidente ocorrido em 24 de dezembro. Quase dois meses após a tragédia, parentes ainda lidam com o impacto da perda.

Denis Rolim, Valdenice Rolim e as duas filhas do casal, de 10 e 7 anos, estavam em um carro de passeio que se envolveu em uma batida com uma caminhonete na BR-101, na altura de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo. Os quatro ocupantes morreram.

A Polícia Civil informou que o motorista do outro veículo está em liberdade e colabora com as investigações. O nome dele não foi divulgado, e a defesa não foi identificada.

Mudanças para ampliar segurança na via

O trecho entre os quilômetros 260 e 270 citado no levantamento foi municipalizado e passou a se chamar Avenida Mestre Álvaro. Em nota, a Prefeitura da Serra informou que iniciou ações para ampliar a segurança viária em toda a extensão da pista.

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A concessionária Ecovias Capixaba, responsável pela BR-101 no Estado, declarou que realiza investimentos contínuos na melhoria da infraestrutura da rodovia.

Já a Polícia Civil afirmou que analisa os elementos reunidos sobre o acidente envolvendo a família Rolim para concluir o inquérito.

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  • TV Vitória / Record – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / FV
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Acidente / Trânsito

Alice Ribeiro, repórter da ‘Band Minas’, tem morte encefálica confirmada

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em

Belo Horizonte / MG
A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, teve morte encefálica confirmada na noite desta quinta-feira (16/4) pela “TV Band Minas”, onde trabalhava. Ela estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, após sofrer um grave acidente de carro na BR-381, na altura de Ravena, distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (15/4).

Morre Alice Ribeiro, repórter da Band vítima de acidente grave em MG

Por meio de uma postagem nas redes sociais, a “TV Band Minas” informou que o protocolo para confirmar a morte encefálica, condição na qual há perda irreversível das funções cerebrais, “foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico”. A emissora pontuou ainda que, “em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter”. 

A “TV Band Minas” informou ainda que Alice integrava o quadro de jornalistas da empresa desde agosto de 2024. Antes disso, ela trabalhou na “TV Band” em Brasília, em uma afiliada da “TV Globo” em Feira de Santana (BA) e também na TV Alterosa, como estagiária. A emissora também destacou que a profissional era “querida pela equipe”.

De acordo com informações prestadas ao Estado de Minas por um familiar, Alice sofreu traumatismo craniano e fraturas pelo corpo no acidente. A repórter deixa os pais, o irmão, o marido e um filho, de apenas 9 meses.

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Duas mortes

Além de Alice, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, também morreu em decorrência do acidente. Ele deixou a esposa e a filha, de 7 anos. O funeral ocorreu na tarde desta quinta-feira (16/4), no Cemitério do Bonfim, no Bairro Bonfim, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Rodrigo estava na segunda passagem pela “TV Band Minas”: ele retornou em dezembro de 2025, após ter trabalhado na emissora entre 2022 e 2024. A empresa o classificou como um “profissional dedicado”. Fora do ambiente jornalístico, ele se apresentava como palhaço para crianças hospitalizadas. 

Acidente

Alice e Rodrigo retornavam de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução de acidentes quando o carro em que eles estavam, um Volkswagen Voyage, se envolveu em uma colisão frontal com um caminhão. 

Logo após a ocorrência, a repórter chegou a ser transportada da rodovia para o João XXIII pelo helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Já o cinegrafista teve a morte confirmada ainda no local do acidente.

BR-381 concentra alto número de acidentes e mortes

Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, terá órgãos doados após ...

Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, terá órgãos doados / Foto: Reprodução – Internet

O acidente reacende o debate sobre a segurança da BR-381, especialmente no trecho mineiro, conhecido pelo grande volume de tráfego e pelas condições consideradas perigosas.

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A duplicação da rodovia é uma demanda antiga e apontada por especialistas e autoridades como medida essencial para reduzir o número de acidentes e mortes.

Íntegra da nota oficial da Band Minas

“O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico.

Alice estava internada desde a tarde da última quarta-feira, depois de sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH. O carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local e foi enterrado nesta quinta-feira, na capital.

Alice tinha 35 anos e estava na TV Band Minas desde agosto de 2024. Antes, passou pela TV Band em Brasília e por uma afiliada da TV Globo em Feira de Santana, na Bahia. Profissional querida pela equipe, deixa os pais, o irmão, o marido e um filho de nove meses.

A Band Minas, em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter.”


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  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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