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Condenado após 23 anos!

Juiz aposentado Antônio Leopoldo foi condenado há 24 anos de prisão por mandar matar o juiz Alexandre Martins

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Justiça

Finalmente, para quem esperava por justiça, ela aconteceu com a condenação do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira, há 24 anos, em julgamento acontecido nesta quinta-feira (12), por ser o mandante de matar o juiz Alexandre Martins.

Justiça manda marcar julgamento de envolvido na morte do juiz Alexandre  Martins | Tribuna Online | Seu portal de Notícias

O assassinato aconteceu há 23 anos, quando o jovem juiz, que investigava ações do crime organizado, chegava à uma academia de ginástica em Itapuã, Vila Velha. Foi assassinado por três disparo assassinado por três disparos de arma de fogo, no dia 24 de maio de 2003. Na data, ele havia dispensado segurança. Alexandre foi surpreendido por dois criminosos.

Os acusados de serem executores do crime — Odessi Martins da Silva e Giliard Ferreira de Souza — foram presos, julgados e condenados a mais de 24 anos de prisão. 

Também foram condenados, como intermediadores do crime, os sargentos Heber Valêncio e Ranilson Alves da Silva; Fernandes de Oliveira Reis, o “Cabeção”; André Luiz Barbosa Tavares, o “Yoxito”; e Leandro Celestino dos Santos, o “Pardal”.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira é apontado como autor intelectual do homicídio. Na época do crime, ele havia sido acusado, em denúncia apresentada por Alexandre Martins, de vender sentenças.

Acusados fazem reconstituição do assassinato Alexandre Martins, juiz

Acusados fazem reconstituição do assassinato do juiz Alexandre Martins.

Além do magistrado aposentado, o coronel da reserva da Polícia Militar Walter Gomes Ferreira e o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista também foram apontados como mandantes. Ferreira foi condenado, já Cláudio Luiz foi absolvido em 2015.

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O processo se arrastou nos tribunais porque, além dos inúmeros recursos apresentados pela defesa dos acusados de serem os mandantes do crime, nove juízes foram considerados impedidos de julgar o caso. Eles alegaram ter algum tipo de relação com uma das partes — réu ou vítima — e, por esse motivo, o julgamento poderia ser considerado sem validade.

Fiz meu papel de pai: persegui os culpados por 23 anos', diz Alexandre  Martins de Castro | A Gazeta

O pai, Alexandre Castro, lembrou que a perda do filho continua presente no cotidiano da família, especialmente em datas simbólicas.

“São 23 anos em que eu não tenho a companhia dele. Natal, Semana Santa, Dia dos Pais, aniversário… essas datas de família trazem uma saudade. Não um sofrimento, mas uma saudade”.

Quem foi o juiz Alexandre Martins?

Alexandre Martins Filho se destacou por investigar o crime organizado no Espírito Santo. O juiz formou-se em Direito em 1991, quando tinha 21 anos.

Em 2002, ele integrou a missão especial federal de investigações contra o crime organizado. Em um documento consta que os magistrados Alexandre Martins de Castro Filho e Carlos Eduardo Ribeiro Lemos passaram a ser ameaçados de morte logo após comunicarem ao Tribunal de Justiça as anomalias existentes na Vara de Execuções Penais.

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  • Com informações Folha Vitória  / A Gazeta
  • Foto Destaque: Reprodução / Internet
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Justiça

Mendonça autoriza PF a abrir inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha no governo

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Ministro do STF havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula (leia mais no fim do texto).

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

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O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo “Careca do INSS” para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao “Careca do INSS”. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Como revelou o Estadão, a PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

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O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”. “Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou.

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  • Matéria reproduzida do Estadão
  • Foto destaque: Crédito – Gustavo Moreno / STF
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