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Ministro sob ataque

Partido Novo e aliados protocolam pedido de impeachment contra Moraes

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Justiça

Legenda alega uso político de estrutura do STF e cita casos de Bolsonaro, Filipe Martins e Flávia Magalhães como exemplos de abuso de autoridade

Por Vanilson Oliveira* – Brasília / DF

A bancada do partido Novo, com apoio de parlamentares de diferentes legendas, protocolou nesta quarta-feira (15/10) um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito durante coletiva no Salão Azul do Senado Federal, em Brasília, com a presença de deputados e senadores de partidos como PL, Republicanos e Novo. O documento, segundo os organizadores, conta com 90 assinaturas de deputados federais.

De acordo com a bancada, o pedido tem como base as mensagens atribuídas a assessores do ministro, conhecidas como “Vaza Toga”, que indicariam o uso da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) para perseguir opositores, suspender perfis em redes sociais e interferir em investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. O grupo afirma que as práticas reveladas configuram abuso de autoridade e violação de prerrogativas constitucionais.

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O documento também acrescenta três novos casos à denúncia: o do ex-assessor presidencial Filipe Martins, o da brasileira naturalizada americana Flávia Magalhães e o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os parlamentares alegam que o ministro manteve medidas cautelares indevidas, determinou prisões irregulares e agiu fora dos limites de competência legal, inclusive em território estrangeiro.

Durante a coletiva, o líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem (RS), afirmou que o pedido busca restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e responsabilizar o ministro por excessos. “Esse pedido de impeachment que protocolamos agora nesta tarde tem a assinatura de 90 deputados federais em virtude da Vaza Toga, o escândalo que revelou, por meio das mensagens de telefone publicizadas por Eduardo Tagliaferro e outros documentos, como os processos de Alexandre de Moraes são nulos de pleno direito e absolutamente viciados”, declarou.

O pedido será analisado pela Mesa Diretora do Senado, responsável por decidir sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo. Até o momento, nenhum dos pedidos anteriores foi admitido para deliberação. Minutos antes da coletiva dos deputados, os senadores também apresentaram um pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino.

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* Correio Braziliense – Conteúdo

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Justiça

Juiz aposentado acusado de assediar estagiárias recebe condenação do TJES

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Carlos Madeira Abad foi denunciado pelo Ministério Público (MPES) por assediar sexualmente mulheres, em sua maioria estagiárias

Por Maria Clara leitão*

O juiz aposentado Carlos Madeira Abad foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pelos crimes de importunação sexual e assédio sexual. As penas são de três anos e nove meses de reclusão, além de dois anos, um mês e 15 dias de detenção.

Titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Linhares, Abad foi denunciado pelo Ministério Público (MPES) por assediar sexualmente mulheres, em sua maioria estagiárias, que trabalhavam no Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo da Grande Vitória (Ciase).

O julgamento ocorreu majoritariamente sob sigilo e teve desfecho nesta quinta-feira (11), durante a 10ª Sessão Ordinária do Egrégio. Prevaleceu o voto da relatora, desembargadora Marianne Júdice de Mattos.

Magistrado foi afastado em abril de 2023

Durante o mês de abril de 2023, o magistrado já havia sido afastado das funções por determinação da Corte.

Na ocasião, além da denúncia acolhida pelo TJES no último dia 1º, ele também respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no próprio Tribunal, pelos mesmos fatos apurados na ação do Ministério Público.

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O que diz a advogada de defesa do juiz

A advogada Beatriz Aoun, que faz a defesa do magistrado aposentado, afirmou que respeita a decisão do tribunal, mas que irá recorrer, uma vez que há diversos aspectos fáticos e jurídicos que demandam reanálise. Destacou que parte das acusações já foram afastadas e que trabalhará para que as demais também sejam.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Fotos destaque: Reprodução /TJES

 

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