Prefeitura em Ação
Obras da nova Beira-Mar: maior requalificação da orla central de Vitória tem início na segunda (14)
CIDADES
Por Marcus Monteiro* | Vitória (ES)
A Prefeitura de Vitória inicia, na segunda-feira (14), as obras de reurbanização da Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, a Beira-Mar, uma das mais importantes intervenções urbanas em andamento na capital. O início dos trabalhos ocorrerá nas proximidades da Praça Pio XII, onde fica o Banco do Brasil, marcando o começo da transformação de um dos principais cartões-postais da cidade.
Com investimento contratado de R$ 97,8 milhões e prazo de execução de 24 meses, a obra prevê a requalificação de 4,2 quilômetros da avenida, no trecho compreendido entre o Porto de Vitória, no Centro, até o Hortomercado, na Enseada do Suá.
O projeto integra o programa Vitória de Frente para o Mar e tem como objetivo aproximar a população da baía, ampliar os espaços de convivência e qualificar a infraestrutura urbana da região.
A proposta vai além de uma simples revitalização viária. O projeto foi concebido para transformar a Beira-Mar em um espaço de convivência, lazer, esporte, contemplação da paisagem e mobilidade ativa, valorizando a relação histórica de Vitória com o mar e fortalecendo o potencial turístico e urbanístico da região.
Estrutura do Projeto
Para viabilizar a execução da obra, o projeto foi estruturado em quatro segmentos:
Segmento 1 – Ampliação
Trecho entre o Porto de Vitória e o Clube de Regatas Saldanha da Gama, com extensão aproximada de 1,13 quilômetro.
Segmento 2 – Urbanização
Área que atualmente possui ciclovia consolidada, com extensão aproximada de 820 metros.
Segmento 3 – Requalificação
Trecho localizado entre o DER-ES e o Clube Álvares Cabral, com cerca de 690 metros de extensão.
Segmento 4 – Geometria Viária
Área compreendida entre o Clube Álvares Cabral e o Hortomercado, totalizando aproximadamente 1,56 quilômetro.
O que será feito?
Entre as principais intervenções previstas estão:
Requalificação e ampliação das calçadas ao longo da avenida;
Construção de novos deques voltados para contemplação da Baía de Vitória;
Implantação de áreas de permanência com bancos, mesas, espreguiçadeiras e mobiliário urbano;
Instalação de playgrounds e academias populares;
Reforma, ampliação e conexão dos trechos existentes de ciclovias;
Construção de novas baias de ônibus;
Implantação de um novo mirante à beira-mar;
Construção de uma nova edificação para o Serviço de Orientação ao Esporte (SOE);
Ampliação das áreas destinadas aos pedestres em pontos estratégicos, por meio do avanço da plataforma urbana sobre a margem d’água, criando novos espaços de convivência e contemplação.
O projeto também prioriza a acessibilidade, com percursos mais seguros e confortáveis para pedestres, além do fortalecimento da mobilidade cicloviária e da utilização dos espaços públicos ao longo de toda a orla.
Novo marco para a relação da cidade com o mar
A requalificação da Beira-Mar integra uma estratégia mais ampla de valorização da frente marítima de Vitória. A intervenção pretende ampliar a oferta de áreas públicas de lazer, qualificar os deslocamentos a pé e de bicicleta, fortalecer a atividade turística e criar novos espaços para convivência, esporte e contemplação da paisagem da Baía de Vitória.
Ao final das obras, a capital ganhará uma nova orla urbana, mais acessível, moderna e integrada ao cotidiano dos moradores e visitantes, consolidando a Avenida Beira-Mar como um dos principais espaços públicos da cidade.
———————————————————————————————-
- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
- Foto Destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
CIDADES
Mostra virtual revela a Vitória de 100 anos atrás preservada em raros negativos de vidro
Por Edlamara Conti* | Vitória (ES)
Como era Vitória antes dos grandes aterros, da expansão urbana e das grandes transformações que configuram a cidade contemporânea? A partir deste 8 de setembro, moradores e visitantes poderão conhecer parte dessa história por meio da mostra virtual “Vitória em Negativos de Vidro”, que reúne 50 imagens produzidas nas primeiras décadas do século XX, preservadas em placas de vidro – uma das coleções mais raras do Arquivo Público Municipal, que poderá ser acessada ao final desta matéria.

Foto: Arquivo Público Municipal – Prefeitura de Vitória
“Vitória em Negativos de Vidro” integra a programação especial pelo aniversário da cidade e celebra os ‘200 Anos da Fotografia no Mundo’ – marcada pela obra “Vista da Janela em Le Gras”, de Joseph Niépce em 1826.
Para trazer ao público as fotografias capturadas há mais de um século, os fotógrafos Carlos Antolini e Elizabeth Nader utilizaram os recursos tecnológicos disponíveis atualmente. Primeiro, eles fotografaram cada negativo de vidro, utilizando mesa de luz. Essa etapa incluiu a recuperação de imagens de placas quebradas ou trincadas, reunindo peça por peça, como um quebra-cabeça. Depois, fizeram o tratamento digital de cada fotografia, revelando detalhes que ficaram desconhecidos por décadas.

As fotografias da exposição revelam cenários já extintos na cidade, como o antigo Teatro Melpômene, demolido para a abertura da Rua 7 de Setembro; a entrada do antigo orquidário do Parque Moscoso; a Praia Comprida (parte da atual Enseada do Suá) e a Ilha do Príncipe, quando ainda era cercada de mar por todos os lados.
Também há registros de obras públicas, como a construção da adutora para abastecimento de Vitória no Reservatório de Duas Bocas, em Cariacica; casarios que foram derrubados em processos de desapropriação; e o cotidiano da cidade, como velório e sepultamento no Cemitério de Santo Antônio e a movimentação do Mercado da Vila Rubim. São documentos que ultrapassaram sua função original para se tornarem importantes testemunhos históricos.
O que são os negativos de vidro?

Os negativos de vidro em placa seca (dry plate) surgiram em 1871 e representaram uma inovação para a fotografia. As tecnologias anteriores, como o daguerreótipo e a placa úmida (wet plate), exigiam a manipulação química imediatamente antes e depois da captura da imagem, ou seja, exigiam um laboratório móvel, mais tempo, planejamento e muitas limitações. Já as placas secas eram pré-emulsionadas, industrializadas e vendidas prontas para o uso. Isso facilitou o manuseio, permitiu a produção em escala industrial e tornou a fotografia mais acessível e rápida.

“A conservação dos negativos de vidro é bem complexa. Elas precisam ser armazenadas de pé, apoiadas pela borda mais longa; são colocadas em envelopes de quatro abas com pH neutro ou alcalino; exigem controle de umidade, temperatura e luz. Por serem revestidas com uma emulsão química de halogeneto de prata sensível à luz — principalmente brometo de prata suspenso em gelatina ou colódio -, elas podem se degradar diante de poeira, fungos, descamação da emulsão, luz e umidade, além de serem sujeitas a quebras por manuseio inadequado”, explica Vadilson Malaquias, servidor do Arquivo.

São 117 placas secas de diferentes tamanhos: 84 peças de 24x18cm; 26 de 12x9cm; e 7 de 9x6cm. O processo de reprodução das imagens feito pelos fotógrafos Carlos Antolini e Elizabeth Nader garantiu fotografias mais fidedignas e de maior qualidade, além de uma maior durabilidade para todo o acervo.
“Durante muitos anos, o acesso às imagens contidas nos negativos de vidro foi muito reduzido, devido à fragilidade da química sobre as placas. Com a realização desta exposição, estamos corrigindo essa lacuna de anos na história e na memória capixaba”, diz Ewerton Nicolau, responsável técnico pelo Arquivo Municipal.
Núcleo de Memória de Vitória
A mostra é a primeira ação que chega ao público realizada pelo Núcleo de Memória de Vitória. Formado por profissionais do Arquivo Público Municipal e da Subsecretaria de Comunicação, o Núcleo foi criado com o propósito de ampliar o acesso da população ao patrimônio histórico da cidade, divulgar os acervos públicos e fortalecer a memória coletiva como instrumento de cidadania.

Mais do que apresentar imagens antigas, o Núcleo de Memória busca transformar registros em conhecimento e história em sentimento de pertencimento, aproximando cidadãos, poder público e cidade. Para isso, já estão em andamento ações como a publicação de um livro, a realização de exposições temáticas, produções audiovisuais e projetos digitais, que poderão circular pela Prefeitura, equipamentos culturais e escolas da rede municipal.
Carlos Antolini comemora a criação do Núcleo de Memória: “Trabalhar no resgate de documentos históricos de Vitória é um desafio novo para mim, completamente diferente do trabalho que venho fazendo nesses 36 anos como fotógrafo da Prefeitura”. O que não é novidade é a parceria com Elizabeth Nader: eles já fizeram juntos várias exposições e outros projetos especiais ao longo desses anos.

“O Núcleo de Memória vai conectar o passado e o presente, dando acesso e visibilidade ao acervo histórico. Essa parceria entre a Comunicação e o Arquivo Público representa a consolidação de uma política de memória, preservação e divulgação da história de Vitória”, explica Elizabeth Nader, que também atua há mais de 30 anos como fotógrafa na Comunicação da PMV.
O centenário Arquivo Público de Vitória
O Arquivo Público Municipal foi criado pela Lei n.4 de 1909 – a mesma que criou a Prefeitura de Vitória – e foi regulamentado em 1941. O acervo histórico reúne aproximadamente 3,2 milhões de páginas de documentos produzidos desde o século XVII, além de coleções cartográficas, jornais, revistas, fotografias e peças museológicas. Somente a coleção fotográfica reúne cerca de 65 mil imagens originais e mais de 175 mil negativos, incluindo as raras placas de vidro que dão origem à exposição.
Serviço
Mostra virtual “Vitória em Negativos de Vidro”
Acesso: Portal da Prefeitura de Vitória
Realização: Núcleo de Memória de Vitória
————————————————————-
- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Arquivo Público Municipal / PMV
-
OPINIÃO5 dias atrásProdutividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
-
OPINIÃO7 dias atrásEntrelinhas da Política | Setembro – 1ª. edição
-
POLÍTICA & GOVERNO6 dias atrásSão Mateus vai receber bilhões em investimentos privados
-
ESPORTES5 dias atrásArca é motivo de celebração para o Judô e Desporto do Espírito Santo
-
CIDADES7 dias atrásDesfile de 7 de Setembro: confira as mudanças no trânsito na capital para o evento
-
BRASIL6 dias atrásDelegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório
-
BRASIL6 dias atrásFachin promete fim do inquérito das fake news em meio à crise no STF
-
BRASIL3 dias atrásGilmar pede vista, mas STF já tem maioria para afastar Andrei Rodrigues da PF
