Mercado Imobiliário
Antigo Hotel Aruan é demolido para construção de condomínio de luxo
Economia
O processo de demolição teve início em julho deste ano e o local agora se tornará um condomínio de alto padrão
Por Guilherme Lage* – Vitória / ES
Antigo Hotel Aruan é demolido para construção de condomínio de luxoAntigo Hotel Aruan é demolido para construção de condomínio de luxoAntigo Hotel Aruan é demolido para construção de condomínio de luxoAntigo Hotel Aruan é demolido para construção de condomínio de luxo

O antigo Hotel Aruan, localizado na Avenida Dante Michelini, em frente à Praia de Camburi, em Vitória, foi totalmente demolido. O processo de demolição teve início em julho deste ano e o local agora se tornará umcondomínio de alto padrão.
Segundo o diretor-executivo da Nazca, Breno Peixoto, havia um desafio técnico significativo, pois a estrutura do antigo hotel passou por inúmeras intervenções, ampliações e reformas durante as décadas, o que deixou a estrutura sem um padrão construtivo uniforme.
Por conta disso, e também pelas próprias leis municipais, o método de demolição convencional foi totalmente descartado.
“Em Vitória, o uso de explosivos é proibido por lei, e o método convencional de demolição por colapso controlado ou uso de equipamentos pesados sobre a própria estrutura não era viável, pois poderia comprometer a segurança do entorno”, disse.
Diante disso, o processo de demolição precisou ser feito de forma manual, com equipamentos leves para evitar ruídos, vibrações e impactos.
“Concluímos a demolição da superestrutura com total controle técnico e sem nenhuma intercorrência — um marco da engenharia cuidadosa que praticamos. Entramos agora na fase de retirada da fundação e da laje do subsolo, o que ainda exigirá alguns meses de trabalho”, afirmou.
Em 2023, Peixoto afirmou que a previsão é de que as obras começassem em 2024 e durassem em torno de três anos. Porém, a demolição só começou de fato em julho.
Também em 2023, o diretor-executivo disse que o condomínio não tinha nome, mas que fariam uma homenagem ao empresário Hélio Perim, proprietário do Aruan e que morreu em 2022, vítima de covid-19.
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* Folha Vitória – Conteúdo
* Foto/Destaque: Crédito – Thiago Soares / FV
Economia
Emprestar conta bancária ou chave Pix pode dar até 8 anos de prisão
Especialista alerta que receber ou repassar dinheiro de terceiros pode levar a investigação criminal e bloqueio bancário
Por Patrícia Maciel* | Vitória- ES
Emprestar a conta bancária ou a chave Pix para outra pessoa movimentar dinheiro pode levar à prisão, mesmo que o titular não participe diretamente de um golpe. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.397/2026, a chamada “cessão de conta laranja” passou a ser tratada expressamente como crime no Código Penal, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão em casos de fraude eletrônica.

A nova legislação busca atingir pessoas que ajudam a ocultar ou movimentar dinheiro obtido por meio de golpes, fraudes e outros crimes financeiros. Segundo o advogado especialista em Direito Público e Criminal Guilherme Machado, a prática mais comum é quando alguém permite que terceiros usem sua conta bancária, chave Pix ou aplicativo para receber e repassar valores.
“A lei mira justamente quem não aplica o golpe diretamente, mas ajuda na estrutura financeira, recebendo ou repassando valores ilícitos. Porém, a responsabilização exige análise do caso concreto. Não basta apenas aparecer uma transferência; é preciso apurar consciência, contexto e participação”, explicou.
De acordo com o advogado, situações consideradas por muitas pessoas como um simples favor podem gerar investigação. Receber um Pix de desconhecidos e transferir logo em seguida, emprestar a chave Pix para vendas de terceiros ou permitir que outra pessoa utilize o aplicativo bancário são exemplos que podem levantar suspeitas.

Bancos monitoram movimentação
Além da investigação criminal, a movimentação considerada atípica pode resultar em bloqueio de conta, quebra de sigilo bancário e até responsabilização civil para ressarcimento de vítimas. Bancos e autoridades monitoram padrões como saques imediatos, movimentação incompatível com a renda e transferências frequentes entre diferentes pessoas.
“O problema não é o Pix em si, mas a utilização da conta como instrumento para circular dinheiro de golpe, fraude ou outra atividade criminosa. O conselho é simples: não empreste conta, não receba Pix de desconhecido e não movimente dinheiro cuja origem você não consegue justificar”, afirmou Guilherme Machado.
O especialista ressalta que familiares também devem ter cuidado. Embora o compartilhamento de recursos dentro da família não seja crime, há risco quando a conta passa a ser usada para esconder o verdadeiro destinatário do dinheiro ou dificultar o rastreamento das operações.
“O simples compartilhamento familiar não é crime. Mas há risco quando a conta passa a ser usada para esconder o verdadeiro beneficiário, movimentar valores de origem duvidosa ou dificultar rastreamento. O ideal é que cada pessoa use sua própria conta”, disse.
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Segundo o advogado, alegar desconhecimento sobre a origem do dinheiro nem sempre é suficiente para afastar uma investigação. As autoridades avaliam fatores como frequência das transações, valor movimentado, mensagens trocadas e eventual vantagem obtida pela pessoa que cedeu a conta.
- Informações Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Bruno Perez / Agência Brasil
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