Política Nacional
Lula assina decreto e eleva salário mínimo para R$ 1.518 em 2025
Brasil / Economia
O aumento será no valor de R$ 106 em relação ao salário mínimo atual
Brasília / DF
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho durante assinatura do decreto que reajusta valor do salário mínimo para 2025 – (crédito: Claudio Kbene / PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que eleva o salário mínimo para R$ 1.518. A medida vale a partir de 1º de janeiro de 2025.
O aumento será no valor de R$ 106 em relação ao salário em 2024. Neste ano, Lula sancionou uma lei que limita o reajuste do salário mínimo a 2,5% acima da inflação de 2025 a 2030.
O cálculo para o novo salário mínimo considerou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 4,84% nos últimos 12 meses até novembro mais os 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o representa ganho real acima da inflação.
“É importante lembrar, e o presidente Lula destacou hoje, durante a assinatura do decreto, que em seu governo o salário mínimo terá reajuste acima da inflação em todos os anos, ou seja, ganho real. Um compromisso com o processo de distribuição de renda, que é o papel do salário mínimo”, ressaltou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, segundo divulgou a pasta.
Para o ministro, seria uma “tragédia” se não houvesse a política de valorização do salário mínimo que foi aprovada em 2023. A expectativa de Marinho é que em 2025 o país continue com o seu ciclo de crescimento.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 59 milhões de pessoas no Brasil têm rendimento ligado ao salário mínimo. Cerca de 19 milhões de aposentados e pensionistas recebem o valor do salário mínimo.
Novo presidente do Banco Central
Além do novo salário mínimo, o presidente Lula também assinou, nesta segunda-feira, decretos que nomeiam Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central (BC) e outros três indicados como diretores da autoridade monetária.
A assinatura ocorreu nesta tarde no Palácio da Alvorada, com a presença de Galípolo e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Tanto Galípolo como os três novos diretores tomam posse em 1º de janeiro, após publicação dos decretos no Diário Oficial da União (DOU).
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* Com informações da Agência Brasil
* Foto/Destaque: Lula e Luís Marinho – Ministro do Trabalho / Divulgação: Claudio Kbene / Presidência da República
Brasil / Economia
Brasil reage e tenta derrubar veto da União Europeia à carne nacional
Governo diz ter recebido decisão do bloco europeu com surpresa e marcará reunião com autoridades europeias
Por Nathallie Lopes* | Brasília – DF
O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12/5) que vai tentar reverter a decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu. A medida europeia deve entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.
Em nota conjunta, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disseram ter recebido a decisão “com surpresa” e afirmaram que o país adotará “todas as medidas necessárias” para assegurar a continuidade das exportações brasileiras ao mercado europeu.
Segundo o comunicado, o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco europeu. O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.
Apesar da decisão, o governo ressaltou que as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente e que as restrições só passam a valer a partir de setembro.
Na nota oficial, o governo também defendeu o sistema sanitário nacional e destacou o histórico das exportações agropecuárias brasileiras. Segundo o comunicado, o Brasil possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida” e fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: crédito: Freepik
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