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Entrevista

Marquinho Rauta, o político campeão de mandatos eletivos em Santa Leopoldina

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Política

Por Paulo Borges

As eleições acabaram e os que foram eleitos já estão se preparando para traçarem suas estratégias de ação no parlamento a partir da posse, que acontece em janeiro de 2025.

Em Santa Leopoldina existe um político acostumado com essa rotina uma vez que tem na sua história sete mandatos consecutivos, sendo um deles como vice-prefeito do município. Trata-se de Marcos Rauta, mais conhecido por “Marquinho Rauta”. Ele foi eleito pelo Podemos.

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Câmara, um lugar comum para Marquinho Rauta

A sua história na política leopoldinense teve início no ano de 2000, quando se candidatou e conquistou uma cadeira na Câmara de Vereadores. Foram cinco mandatos consecutivos e neste ano estará terminando um mandato de vice-prefeito para dar início ao sétimo mandato eletivo consecutivo, agora como vereador mais uma vez.

É um veterano na política, apesar de ainda jovem o que o faz como protagonista de um recorde histórico em Santa Leopoldina, coisa que nenhum outro político conseguiu.

“Me sinto honrado e feliz por ter um povo que confia, acredita e nos acompanha em toda essa trajetória. Sou um homem simples, fácil de fazer amizades e sempre estive presente no dia a dia da cidade e assim continuarei”, disse ele que obteve 373 votos que o levou a mais um mandato.

Com relação a uma futura presidência da Câmara, diz que não está pleiteando, mas que gostaria de compor a Mesa Diretora assumindo uma secretaria.

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Prefeitura Municipal de Santa Leopoldina - Vice-Prefeito

Confira a entrevista:

Pauta1 – Como foi a sua relação com o prefeito Romero nesses quatro anos?

Marcus Rauta – Honrosa, respeitosa e com muito apoio e parceria de ambos.

P1 – Acredita que sendo vice-prefeito isso o ajudou na sua eleição de vereador?

Sempre existe um grande aprendizado em qualquer cargo que assumimos. Eu pude auxiliar a administração municipal em vários segmentos: a exemplo das duas escolas que estão sendo construídas (uma estadual e uma municipal). Tive uma participação decisiva na conquista do investimento nas novas estruturas físicas na área da educação (uma escola estadual e uma escola de ensino fundamental, ambas modernas, climatizadas e com duas quadras poliesportivas cobertas). Esse é o nosso legado na educação.

P1 – A posse é em janeiro, mas já existe alguma movimentação com relação a eleição para a presidência da Mesa Diretora da Câmara? Você vai disputa-la?

Até o momento não fui indagado a respeito. Da mesma forma não tenho interesse em disputar a presidência. Mas, se eu for procurado, tenho a pré-disposição de assumir o cargo de secretário da mesa… (gosto de leitura)

P1 – Como vereador, a partir de janeiro, quais serão suas bandeiras a serem defendidas?

Tenho vários tópicos, mas inicialmente, penso em defender bandeiras que visam o tratamento de pessoas com pré-disposição a desenvolver a depressão, pois encontrei muitos casos no município inteiro. É uma doença perigosa que precisa de atenção.

Outra pauta é apoiar ações voltadas às várias modalidades esportivas – inclusive esportes radicais.

Também deseja criar programas para incentivar a leitura na escola; nós perdemos o amor pela leitura. Tentar introduzir nas escolas municipais exames de vista periódicos visando a entrega gratuita de óculos aos nossos alunos (de forma facultativa).

Uma de minhas ações é fomentar projetos na Câmara Municipal que visam o apoio à agroindústria como meio de ampliar a economia rural e consequentemente ampliar a movimentação de recursos no município.

Quero criar também projetos que visem a capacitação dos agentes (ligados ao turismo) afim de qualificar e ampliar o turismo local.

Vou apoiar projetos que facilitem o atendimento ao pequeno produtor rural melhorando a infraestrutura dentro da propriedade (ex. Auxiliar na construção de reservatórios de água – pequenas barragens, manutenção de carreadores e pequenas estradas e terreiros para edificações rurais)

E buscar meios para melhorar a qualidade no transporte escolar.

Incentivar a criação de programas nas escolas municipais que visem o conhecimento e participação da CULTURA DO MUNICIPIO.

Outra iniciativa importante e que estaremos propondo são as fossas sépticas no perímetro   rural do município seguindo na onda da universalização do saneamento básico.

 

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Política

Prefeitura nega que Ricardo tenha aberto diálogo e cobra governo por “obras irregulares”

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O que parecia ser um movimento de aproximação entre o governo do ES e a Prefeitura de Vitória, virou ponto de tensão

Por Fabiana Tostes*

Após a coluna De Olho no Poder revelar com exclusividade que o governador Ricardo Ferraço (MDB) telefonou para a prefeita de Vitória, Cris Samorini (PP), num gesto que apontaria para uma possível aproximação, a Prefeitura da Capital encaminhou duas notas à coluna confirmando o telefonema, mas negando que o teor tenha sido de abertura de diálogo.

Na manifestação da Prefeitura diz que a ligação tratou de “embargos de obras irregulares na Capital”, citando o Ginásio do DED e o Cais das Artes, e que houve uma cobrança para que o poder público dê o exemplo no cumprimento das leis.

A Prefeitura também negou que Ricardo tenha dado as boas-vindas à nova prefeita, afirmando que ele não respondeu ao convite para participar da solenidade de posse de Cris Samorini:

“Ferraço não compareceu à solenidade, não respondeu ao convite e sequer enviou representante, tampouco manifestou qualquer sinal de diálogo institucional ou de boas-vindas à nova chefe do Executivo municipal”, diz trecho da nota enviada à coluna.

Entenda

Na manhã desta quarta-feira (08), a coluna publicou que o governador telefonou para a prefeita de Vitória, ontem (07), e que, na ligação, teria parabenizado Cris pelo cargo e colocado a administração estadual à disposição da Prefeitura.

O telefonema seria um gesto de aproximação e de “bandeira branca”, após quase cinco anos de conflitos e divergências entre o Estado e a Capital.

O grupo do ex-governador Renato Casagrande (PSB) e do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) são adversários e devem se enfrentar nas urnas, em outubro. Já Ricardo e Cris tinham uma boa relação – ao menos até 2024 – por terem em comum o bom trânsito na área empresarial. Cris foi presidente da Findes.

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Antes da publicação da coluna, foi tentado contato com a prefeita para tratar do assunto, mas sem sucesso. Após a publicação, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Vitória enviou a seguinte nota à coluna:

“A prefeita de Vitória, Cris Samorini, recebeu contato telefônico do governador do Estado, Ricardo Ferraço, nesta terça-feira (7), cujo assunto foram embargos de obras irregulares na Capital, a exemplo do ginásio do DED e do Cais das Artes”.

Durante a ligação, a prefeita reiterou ao governador que o cumprimento das normas legais é princípio inegociável da administração pública e que, ao exigir dos cidadãos a obediência às leis, o poder público deve dar o exemplo.

Cris Samorini destacou e frisou que todas as obras no município são e continuarão sendo fiscalizadas conforme dispõe a lei, sem exceções, com aplicação das medidas cabíveis sempre que constatadas não conformidades e/ou irregularidades. Acrescentou que as equipes responsáveis pelas fiscalizações têm total autonomia para atuar com isenção, de modo a assegurar que a atuação ocorra de forma estritamente legal, imparcial e transparente.

A prefeita afirmou ainda que o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Espírito Santo (CREA-ES) tem atuado de forma integrada junto às equipes municipais, contribuindo com o acompanhamento das intervenções e reforçando as ações voltadas à segurança de trabalhadores e dos capixabas.

Cris Samorini finalizou a ligação reafirmando seu compromisso com a legalidade, a ordem urbana e a proteção da coletividade, conduzindo suas ações com base em critérios técnicos e baseados no interesse público.

A nota encaminhada não confirmou e nem negou se houve, por parte do governo do Estado, a iniciativa de reabrir o diálogo com o município. Por esse motivo, foi feito um novo contato da coluna com a Prefeitura, que enviou à colunista Fabi Tostes uma segunda manifestação.

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Na segunda nota – já num tom acima que a primeira – a Prefeitura nega que tenha ocorrido qualquer abertura para o diálogo entre os entes e cita a ausência de Ricardo na posse.

Segue, na íntegra, a segunda nota:

“O atual governador do Estado, Ricardo Ferraço, foi formalmente convidado pelo então prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, para participar da solenidade de transmissão de cargo da vice-prefeita, Cris Samorini, por ocasião de sua assunção ao cargo de prefeita da capital.

Registra-se que Ferraço não compareceu à solenidade, não respondeu ao convite e sequer enviou representante, tampouco manifestou qualquer sinal de diálogo institucional ou de boas-vindas à nova chefe do Executivo municipal.

O esclarecimento enviado pela prefeita reforça o compromisso da atual gestão com a transparência e a clareza na condução das relações institucionais, pautadas pelo respeito entre os entes públicos e pelo interesse coletivo”.

A Prefeitura também encaminhou um ofício, que seria o convite ao governador para a posse de Cris. O documento é datado do último dia 2, quando Ricardo tomou posse como governador.

Outro lado

O governador Ricardo Ferraço foi procurado para se manifestar a respeito das notas da Prefeitura de Vitória, mas até o momento, não se pronunciou.

Em tempo

Se a mudança dos gestores alimentava, no mercado político, a expectativa de pacificação entre o governo do Estado e a Prefeitura de Vitória, os últimos movimentos trataram de dissipar qualquer sinal de trégua.

Ao contrário, inauguram um novo foco de tensão e aprofundam a já esgarçada relação entre o Estado e a Capital.

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  • Reprodução da Coluna De Olho no Poder / Folha Vitória
  • Foto Destaque: Reprodução
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