Eleições em Vitória
Pazolini mantém liderança em pesquisa para Prefeitura de Vitória
Política / Eleições
O atual prefeito da Capital aparece na frente em todos os cenários
Vitória / ES

O atual prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), aparece na frente na corrida eleitoral para o Executivo da Capital em todos os cenários propostos na pesquisa pré-eleitoral realizada pela Futura no projeto 100% Cidades. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (19).
Cerca de 44,3% dos 600 eleitores ouvidos em 5 de agosto de 2024 disseram espontaneamente que, se a eleição para a Prefeitura de Vitória fosse hoje, votariam em Pazolini. João Coser (PT) aparece em segundo lugar, com 15,3% das intenções de voto.
Em seguida, aparece Camila Valadão (Psol), com 4,2%. Capitão Assumção (PL), com 1,7%, Luiz Paulo (PSDB), com 1,6%, e Du Kawasaki (Avante), com 0,2%, aparecem empatados na margem de erro, de 4,9 pontos percentuais.
Cerca de 0,6% dos eleitores entrevistados citaram outros candidatos que não somam 1% e não foram elencados nos cenários estimulados.
Ninguém, branco e nulo totalizam 3,1%. Não sabe, não respondeu ou está indeciso somam 29,0%.
1º turno: pesquisa estimulada para prefeito de Vitória
Foram propostos dois cenários na pesquisa estimulada para 1º turno, quando são apresentadas listas com os nomes dos candidatos aos entrevistados. No primeiro cenário, com os sete nomes de possíveis candidatos, Pazolini aparece com 50,2% da intenção de voto.
O ex-prefeito João Coser foi citado por 21,8% dos eleitores ouvidos. Camila Valadão aparece com 7,9% e está tecnicamente empatada com o ex-prefeito Luiz Paulo, com 5,4%, o deputado estadual Capitão Assumção, com 4,0%, Coronel Wagner (PRTB) tem 1,4% e Du Kawasaki, 0,2%.
Ninguém, branco e nulo somam 3,5%. Cerca de 5,5% dos entrevistados não responderam, se disseram estar indecisos ou não sabem em quem votar.
No segundo cenário, sem Coronel Wagner, o atual prefeito tem 43,5% da intenção de voto. Coser aparece com 23,2%, seguido por Camila Valadão, com 9,9%, Capitão Assumção, com 7,5%, Luiz Paulo, com 6,0%, e Du Kawasaki, com 0,3%.
Ninguém, branco e nulo somam 3,3%. Não sabe, não respondeu ou indeciso totaliza 6,3%.
2º turno: pesquisas estimuladas para prefeito de Vitória
Durante o levantamento, também foram apresentados quatro possíveis cenários para o 2º turno das eleições deste ano na Capital.
No cenário contra Coser, Pazolini foi citado por 60,3% dos entrevistados, enquanto Coser foi mencionado por 31,9% dos entrevistados. Ninguém, branco e nulo somam 4,5% e não sabem, não responderam ou indecisos totalizam 3,3%.
No segundo cenário, contra Luiz Paulo, Pazolini foi citado por 65,8%, enquanto o tucano obteve 22,2% das intenções de voto. Ninguém, branco e nulo somam 7,8% e não sabem, não responderam ou indecisos totalizam 4,1%.
No cenário seguinte, contra Capitão Assumção, Lorenzo Pazolini foi citado por 70,1% dos entrevistados, enquanto o deputado foi citado por 10,9%. Ninguém, branco e nulo somam 15,1% e não sabem, não responderam ou indecisos totalizam 3,9%.
No quarto e último cenário, contra Camila Valadão, o atual prefeito foi citado por 66,7% dos entrevistados, enquanto a vereadora foi citada por 22,4%. Ninguém, branco e nulo somam 8,3% e não sabem, não responderam ou indecisos totalizam 2,6%.
Rejeição: candidato que não votaria
Quando apresentada a mesma lista com os sete possíveis candidatos do primeiro cenário da pesquisa estimulada em 1º turno e questionados em qual deles não votariam, 40,3% apontaram o deputado estadual Capitão Assumção e 38,0% disseram o ex-prefeito João Coser.
Camila Valadão foi citada por 23,7%, seguida por Coronel Wagner, com 19,4%, Pazolini, com 15,7%, e Luiz Paulo, com 15,5%. O empresário Du Kawasaki foi mencionado por 9,3% dos eleitores entrevistados.
Dos eleitores ouvidos na pesquisa, 1,5% disseram que rejeitam todos os candidatos e 5,3% afirmaram que não rejeitam nenhum deles. Cerca de 4,8% não souberam ou não responderam à questão.
Avaliação de governo
Durante a pesquisa, os eleitores entrevistados também avaliaram as gestões dos governos federal e estadual, da prefeitura e a figura dos gestores.
A gestão do governo federal é avaliada como ótima ou boa por 37,9% dos moradores da Capital capixaba, enquanto 29,0% disseram considerar a administração regular e outros 29,3% avaliam como ruim ou péssima.
Ao avaliar o governo do Estado, 56,5% apontaram a administração como ótima ou boa, 31,4% dos entrevistados disseram ser regular e 11,0% ruim ou péssima.
Já a prefeitura foi avaliada com uma ótima ou boa gestão por 62,6% dos entrevistados. Outros 23,7% disseram ser regular e 13,2% ruim ou péssima.
Lula foi apontado como um ótimo ou bom presidente por 34,2% dos entrevistados. 22,5% o avaliaram como regular e 40,8% como ruim ou péssimo.
O governador Renato Casagrande foi avaliado como ótimo ou bom por 57,4% dos entrevistados. Outros 30,1% apontaram como um gestor regular e 11,6% como ruim ou péssimo.
Lorenzo Pazolini é apontado como um ótimo ou bom prefeito por 63,0% dos moradores de Vitória entrevistados. 21,5% o consideraram um prefeito regular e 14,7% ruim ou péssimo.
Metodologia da pesquisa
Foram realizadas 600 entrevistas por telefone assistido por computador, em 5 de agosto de 2024, com eleitores de 16 anos ou mais. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiabilidade de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número ES-08522/2024.
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* Fonte: Folha Vitória – Futura / Gabriel Barros
* Foto: Reprodução / Folha Vitória
Política / Eleições
Marcos do Val, após ser excluído de sabatinas da Rede Gazeta, aciona a Justiça Eleitoral
O senador Marcos Do Val (Avante-ES), candidato à reeleição ao Senado Federal, ingressou nesta segunda-feira (14) com representação e pedido de tutela de urgência no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo contra a Rede Gazeta (TV Gazeta e Rádio CBN Vitória), após ser excluído da rodada de entrevistas com candidatos ao Senado que a emissora promove entre os dias 14 e 18 de setembro.
Segundo a campanha, a Rede Gazeta havia comunicado previamente aos candidatos, em reunião realizada em 20 de agosto, que participariam das sabatinas aqueles que atingissem 5% ou mais na última pesquisa estimulada de intenção de voto do instituto Quaest, contratada pela própria emissora. Marcos Do Val cumpriu esse critério: na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto, o senador obteve exatamente 5% no cenário estimulado para a primeira vaga ao Senado.
Apesar disso, a emissora o excluiu da lista de sabatinados alegando que ele não teria atingido o percentual — usando, para isso, um recorte “consolidado” da pesquisa, não divulgado nem explicado aos candidatos como critério de corte, e conhecido apenas depois de apurado o resultado. Trata-se, segundo a campanha, de parâmetro que não constava das regras originalmente apresentadas e que teria sido aplicado para produzir a exclusão do senador.
Na representação protocolada no TRE-ES, a defesa do senador pede a inclusão imediata de Marcos Do Val na rodada de entrevistas ou, subsidiariamente, a realização de sabatina em condições equivalentes às oferecidas aos demais candidatos, antes do dia 4 de outubro, data da eleição.
“A Rede Gazeta criou uma regra, eu cumpri a regra, e ainda assim fui excluído por um critério inventado depois que o resultado já era conhecido. Isso não é jornalismo imparcial, é seleção arbitrária de quem pode ou não falar com o eleitor capixaba”, afirma o senador.
Marcos Do Val reforça que não se opõe à existência de um critério objetivo de corte para as sabatinas — pelo contrário, defende que esse critério exista e seja aplicado de forma igual a todos. O que contesta é o uso de uma pesquisa realizada num momento ainda inicial da campanha, antes de os candidatos terem tido oportunidade plena de se apresentar ao eleitor e expor suas propostas, como parâmetro definitivo e insuscetível de revisão — sobretudo quando aplicado de forma seletiva, prejudicando apenas um dos candidatos que o atingiu.
Para o senador, o episódio expõe um padrão mais amplo: candidaturas como a sua, que historicamente fazem oposição frontal ao sistema político, ideológico e econômico que governa o país há décadas, enfrentam resistência crescente de parte da grande mídia em 2026 — resistência que, no entender do senador, se manifesta também na forma como esses veículos moldam o acesso dos candidatos a seu público. Marcos Do Val lembra ainda que sua exclusão priva do contato direto com a cobertura da Rede Gazeta não apenas um candidato, mas um senador eleito e em pleno exercício do mandato.
A campanha espera pronta resposta da Justiça Eleitoral e reafirma confiança de que a decisão da emissora será revista, assegurando a Marcos Do Val o mesmo espaço concedido aos demais candidatos que atingiram o critério anunciado.
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Sobre Marcos do Val:
Marcos Ribeiro do Val é senador da República pelo Espírito Santo, eleito em 2018, e candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026.
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- Matéria veiculada na mídia capixaba
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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