Brasileirão 2025
Flamengo e Vasco empatam em 1 a 1 no Maracanã
Esportes / Futebol
Rubro-Negro viu vantagem na liderança do Brasileirão diminuir ao fim da rodada, enquanto o Cruz-Maltino perdeu chance de se distanciar da zona de rebaixamento
Rio de Janeiro / RJ
Flamengo e Vasco protagonizaram um clássico agitado e marcado pelo equilíbrio na tarde deste domingo (21), no Maracanã, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo de muita trocação, as equipes alternaram bons momentos na partida e empataram em 1 a 1. Os dois gols saíram no primeiro tempo: Carrascal fez para o clube da Gávea, enquanto Rayan empatou para o time de Fernando Diniz.

Foto: Crédito – Gilvan de Souza / Flamengo
Apesar de seguir na ponta com o resultado, o Flamengo viu sua vantagem na liderança diminuir em relação ao vice-líder Palmeiras ao fim da rodada. O Rubro-Negro chegou a 51 pontos, dois a mais do que o Verdão. Já o Vasco deixou escapar a chance de se distanciar da zona de rebaixamento e ocupa a 15ª posição, com 24 pontos.
A equipe de Filipe Luís volta a campo na próxima quinta-feira (25), quando precisará pelo menos de um empate com o Estudiantes, na Argentina, para avançar às semifinais da Libertadores. Já o Cruz-Maltino cumprirá um jogo atrasado da 16ª rodada do Brasileirão contra o Bahia, na quarta-feira (24), às 19h30 (de Brasília), em São Januário.
Clássico agitado
O primeiro tempo do Clássico dos Milhões foi bastante agitado e marcado pelo equilíbrio. O Flamengo, apesar de ter entrado com o time muito modificado, foi quem começou tomando a iniciativa e não demorou a achar o gol. Aos 10 minutos, Cebolinha chutou de fora da área e acertou o travessão. Na sequência do lance, Emerson Royal cruzou para Bruno Henrique desviar na pequena área e obrigar Léo Jardim a fazer grande defesa, que resultou em rebote para Carrascal marcar o primeiro gol dele com a camisa do Flamengo.
Após ser dominado pelo Flamengo nos primeiros 20 minutos e sequer finalizar, o Vasco resolveu acordar para o jogo e passou a ter as melhores oportunidades na reta final do primeiro tempo com um forte jogo aéreo. Começou com a cabeçada de Puma em cobrança de escanteio, que parou em um milagre de Rossi e na trave. Pouco depois, em nova batida de escanteio de Coutinho, Rayan subiu mais do que a zaga rubro-negra para estufar as redes e deixar tudo igual no Maracanã.
Depois do gol de empate, a sequência da primeira etapa foi sem grandes lances. O jogo esfriou após a parada de quase cinco minutos para atendimento de Robert Renan, que foi substituído após choque de cabeça com o companheiro Cauan Barros, e as duas equipes pouco produziram. No fim, o placar de 1 a 1 foi justo na ida dos times para o intervalo.
No segundo tempo, Filipe Luís conseguiu colocar o Flamengo de volta no jogo com algumas mexidas. O Rubro-Negro passou a encurralar a saída de bola do Vasco e ocupar mais o campo de ataque, mas o clássico ainda seguiu muito amarrado no início. As primeiras grandes chances do time da Gávea vieram após os 20 minutos, quando Saúl acertou o travessão em chute de fora da área e Pedro ganhou dividida após bate e rebate na área do Vasco, obrigando Léo Jardim a operar um milagre.
Apesar de sufocado em vários momentos do segundo tempo, o Vasco se segurou como pôde e conseguiu respirar com as peças que vieram do banco. Matheus França e David deram outra sintonia para o time, que voltou a ameaçar o Flamengo. O ex-rubro-negro obrigou Rossi a fazer boa defesa em chute colocado no cantinho, enquanto o camisa 7 também acertou um chute perigoso.
O Fla ainda voltou a ameaçar com Pedro, mas não conseguiu marcar. O 1 a 1 se manteve no placar e traduziu o equilíbrio no Clássico dos Milhões.
Outros Resultados do Brasileirão da Série A
Sábado:
Vitória 0 x 1 Fluminense
Palmeiras 4 x 1 Fortaleza
Mirassol 2 x 0 Juventude
Botafogo 1 x 0 Alético-MG
Domingo:
Internacional 2 x 3 Grêmio
Sport Recife 1 x 0 Corinthians
Cruzeiro 2 x 1 Bragantino
Santos 1 x 0 São Paulo
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* Informações de O Dia – Conteúdo
* Foto/Destaque: Crédito – Matheus Lima / Vasco
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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