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Descaso Municipal

Central de Ambulâncias de São Mateus virou ficção

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SAÚDE

Para quem necessita de uma ambulância para transportar um enfermo para atendimento hospitalar, não pode contar com a Central de Ambulâncias do município. Uma ligação para esse setor solicitando um atendimento, pode demorar uma eternidade, como foi o caso de um jovem que passando mal, não conseguiu ser transportado para o Hospital Roberto Silvares, até porque a ambulância do município estava num atendimento no interior e só estaria disponível no final da tarde. O paciente estava passando mal desde a madrugada. “Contou com a ajuda de um vereador do seu bairro para conseguir ser levado ao hospital. “O vereador Lailson da Aroeira foi quem intercedeu por nós”, disse um parente do rapaz.

Como o prefeito Daniel Santana vendeu todas as ambulâncias ficando apenas com uma ou duas, o setor tem dificuldade no atendimento. Tudo isso somado a exoneração dos motoristas. A solução tem sido pedir ajuda ao Samu, que não consegue dar conta da sobrecarga de atendimento.

A situação de terra arrasada se faz presente em todos os setores da municipalidade, pois o caos foi instalado no município nesses anos da atual administração. “A única coisa que tem funcionado muito bem em São Mateus são as festas grandiosas que faz em Guriri, com investimento de milhões dos cofres públicos”, disse um morador de Guriri.

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Para o vereador Lailson da Aroeira (SD), “a situação é caótica e quem tem sido a grande vítima é a população mateense, principalmente os mais pobres”.

  • Foto: Censura Zero
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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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