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Principais criadouros da dengue estão em residências

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SAÚDE

Vitória / ES

Vasinhos de plantas, calhas, ralos abertos, caixas ou tonéis de água destampados, lixo mal acondicionado…Segundo os últimos estudos, de monitoramento sobre o mosquito Aedes aegypti, esses são os principais criadouros desse inseto, responsável por transmitir os vírus da dengue, da zika e da chikungunya.

Em comum a todos esses criadouros estão as residências das pessoas, indicando que muitos hábitos, aparentemente inofensivos, na verdade são decisivos para a presença ou não de mosquitos em casas e regiões.

Para a gerente de Vigilância em Saúde de Vitória, Geane Sobral, esses dados mostram a importância da população no combate ao mosquito e aos vírus, especialmente na fase em que o inseto ainda não é adulto.

“Toda a população precisa criar o hábito de monitorar os locais que podem acumular água, seja em casa ou no trabalho. Sem os criadouros para se proliferar, conseguimos reduzir muito a incidência de mosquito em nosso meio. Isso porque, enquanto o fumacê atua de forma pontual e passageira, o monitoramento contínuo de possíveis criadouros se torna uma ação mais eficiente”, explica Geane.

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Ações

Para enfrentar o mosquito e diminuir a incidência dessas doenças, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) mantém o serviço de fumacê, permanentemente, em várias regiões da capital, além de realizar diversas visitas domiciliares com os agentes de combate às endemias e monitoramento de bueiros e charcos na cidade.

No primeiro mês deste ano, a Vigilância Epidemiológica de Vitória confirmou 1.465 casos de dengue e 96 de chikungunya. A Semus ressalta que os munícipes podem agendar uma visita do agente em dia e horário predeterminado por meio do Fala Vitória 156.

Agente de Endemia

Prevenção

A principal forma de combater os vírus da dengue, zika e chikungunya é por meio do combate ao mosquito. Desta forma, a eliminação dos focos do Aedes aegypti é a maneira mais eficaz de prevenir o problema. Para ajudar nessa tarefa, a população pode utilizar um checklist para conferir semanalmente se sua residência está livre do mosquito.

• Por Giovana Rebuli Santos / edição de Deyvison Longui / Fotos: André Sobral

 

 

 

 

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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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