Deu Ruim!!!
Muito salário, pouca bola: Seleção decepciona e deveria voltar no remo dos vikings
OPINIÃO
Com jogadores milionários, técnico mais bem pago da Copa e futebol abaixo da própria marra, Brasil desperdiça chances, decepciona em campo e deixa a competição com gosto de vexame
Por Andrei Lara* | Rio de Janeiro (RJ)
Endrick entrou em campo e esqueceu de levar o futebol. Vini Jr., pelo jeito, anda mais inspirado no romance do que na bola. E o resto da Seleção parecia uma excursão de blogueiros de chuteira: muito nome, muito salário, muita pose e pouca vergonha na cara.
O Brasil perdeu para uma Noruega grande, organizada e com cara de time que sabia exatamente o que queria em campo. Só que, para a Seleção Brasileira, uma derrota dessas pesa como chumbo. Ainda mais com jogadores milionários, técnico mais bem pago da Copa e elenco tratado como constelação jogando menos do que entrega em campanha publicitária. A Noruega foi seleção. O Brasil foi um grupo de celebridades procurando a bola como quem procura câmera em evento.
E ainda tem o técnico com o maior salário entre todos os treinadores da Copa. Ou seja: no banco, luxo. Em campo, grife. Na entrega, promoção de fim de feira. O Brasil teve chance, desperdiçou tudo e saiu derrotado como se estivesse tudo normal.
Quem viu 1994 e 2002 sabe o tamanho do vexame. Antes, a camisa amarela fazia adversário tremer. Agora, parece cenário para ensaio fotográfico. A geração atual sabe postar, sabe posar, sabe namorar, sabe virar notícia. Só falta lembrar que futebol também exige bola no pé e sangue no olho.
Depois dessa, avião de volta é luxo demais. A Noruega, que passou a Copa no clima viking, remando no ar e jogando com alma, ainda deu a aula final: colocou o Brasil para fora. Então, já que o tema era barco, entrega um remo para cada celebridade de chuteira e manda a Seleção voltar no braço. Quem sabe, no caminho, eles fazem pelo Brasil o esforço que faltou com a bola no pé.
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- O autor é colunista de O Dia – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Odd Andersen / AFP
OPINIÃO
Entrelinhas da Política | junho – 2ª edição

Por Paulo Roberto Borges
Exigência às avessas
Nas pautas mais importantes, aquelas que afetam diretamente a vida da população, o brasileiro costuma ser complacente. Menos quando o assunto é futebol. Nesse campo, é exigente, apaixonado e, muitas vezes, arrogante, cobrando que seu time — e, principalmente, a Seleção Brasileira — vença tudo.
O País vive um momento difícil. Suas instituições, em grande parte, estão desacreditadas perante a sociedade. Muitas autoridades não se respeitam entre si e, por consequência, deixam de contar com o respeito da população. No entanto, quando o tema é futebol, milhões de brasileiros se mobilizam e se digladiam em defesa de uma seleção que já não possui a mesma identidade com o País e cujos jogadores, em muitos casos, sequer são conhecidos pela maioria da população.
Nessa época, porém, viva o oba-oba!
Fato e Ficção
O processo eleitoral oficioso já começou. A legislação que regulamenta as campanhas eleitorais pouco tem servido na prática. Sua aplicabilidade é questionável e, diante do que se vê, parece que pode ser encaminhada para a lata do lixo. Os chamados pré-candidatos já estão em campanha aberta, a começar pelo governo, que inaugura obras com a presença de políticos que deixaram seus cargos, mas não abriram mão do filé.
Enquanto isso, aqueles que pretendem disputar as eleições sem contar com a máquina governamental ficam com a carne de pescoço.
Exemplo

A Câmara Municipal de Vitória tem se destacado no cenário legislativo. Há debates, proposições relevantes e vereadores comprometidos com as demandas da comunidade. O vereador, por ser o agente político mais próximo da população, reafirma a importância do Poder Legislativo municipal. Isso é fato, não conjectura.
Enquanto isso, a Assembleia Legislativa… Bem, essa dispensa comentários.
Panorama Legislativo
Quem acompanha as sessões e a atuação dos parlamentares percebe que a base de apoio do governo municipal de Vitória na Câmara parece desmotivada na defesa da administração. Muitos oposicionistas afirmavam que o então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) tinha pouco diálogo com os vereadores. Agora, com a vice-prefeita, Cris Samorini (PP), que deixou a reserva para assumir a chefia do Executivo, surgem sinais de que a postura segue a mesma linha. Supostamente.
Até mesmo aliados começam a reconhecer que a abertura para o diálogo na nova gestão ainda está distante. Nos bastidores, há quem cobre que a prefeita deixe sua marca na administração. Afinal, muitos ainda se perguntam: as digitais de Pazolini continuam presentes nas ações do governo municipal?
É fato, não fake.
O vereador Bruno Malias (PSB), no exercício de suas atribuições parlamentares, tem desempenhado com eficiência uma das principais prerrogativas do Legislativo: fiscalizar. Atendendo a uma demanda de moradores, esteve na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jardim Camburi, em Vitória, para verificar a veracidade das denúncias que lhe foram repassadas.

No local, constatou que a UBS, inaugurada após o suposto término das obras de reforma e ampliação, está longe de ter os serviços concluídos.
As obras continuam, enquanto o atendimento à população ocorre em meio à poeira, ao barulho de marretas, à circulação de funcionários da empresa responsável pela execução da reforma e com o elevador parado, sem previsão de funcionamento. A situação também gera transtornos para os servidores que trabalham na unidade.
Anunciaram a conclusão de uma obra que, na prática, ainda não terminou. É uma situação que lembra o velho ditado popular: “a ida dos que não foram e a volta dos que ficaram”.
Mistério
As Bocas de Matiiiiiiildes que circulam pelos corredores da Câmara de Vitória dão conta de que muita coisa estranha aconteceu após o adiamento da eleição para a Mesa Diretora. Dizem, mas não afirmam, que aqueles que já estavam com tudo pronto para a disputa encontraram as portas fechadas e seguem à espera de uma decisão do ministro Gilmar Mendes sobre o caso. Por enquanto, resta apenas resiliência.
Pode isso, Arnaldo?!
O ex-prefeito de São Mateus, Daniel Santana, conhecido pela alcunha de Daniel do Açaí, é pré-candidato a deputado estadual. Acredita-se que disputará a eleição pelo PP. Até aí, nenhuma novidade.

O que chama a atenção é que, após permanecer oito anos à frente da administração municipal sem realizar nenhuma obra de grande impacto ou de relevante benefício para a comunidade, acabou sendo alvo de uma operação da Polícia Federal. Preso juntamente com alguns de seus colaboradores, em um caso que, segundo as investigações, reuniu provas robustas de desvios de recursos públicos, acabou sendo reconduzido ao cargo por decisão da Justiça.
Concluiu os dois mandatos como se fosse um cidadão de reputação ilibada, honesto e quase angelical, sempre com suas longas e desalinhadas madeixas.
Há quem diga que ele realmente disputará as eleições deste ano. E os entendidos — ou desentendidos — da política mateense afirmam que Daniel poderá ocupar uma das 30 cadeiras da Assembleia Legislativa no próximo ano.
Vitimização

Vereadora Valdirene, do PT de São Mateus
A vereadora Professora Valdirene (PT) afirmou, da tribuna da Câmara Municipal de São Mateus, que vem sendo alvo de ataques nas redes sociais por integrar um partido envolvido em diversos escândalos de repercussão nacional. Ela também insinuou que, por ser mulher e preta, foi vítima de preconceito por parte do vereador Branco da Penal (PL), a quem atribuiu a frase “cala a boca” durante uma sessão anterior. Em vídeo divulgado posteriormente, o vereador contestou a versão apresentada pela parlamentar, afirmando que ela não relatou os fatos como ocorreram.
Verdade ou Mentira?
Há situações que só Deus explica, tamanha a insensatez. Um empresário deseja investir em uma cidade e, além do próprio investimento, ainda é obrigado a pagar à municipalidade um valor altíssimo para conseguir se instalar. Trata-se de uma prática absurda, que vai na contramão dos municípios que buscam facilitar a instalação de empresas, gerar empregos, renda e desenvolvimento. Em vez de abrir as portas para o progresso, há lugares em que seus governantes preferem sobretaxar ou até mesmo tirar proveito de quem deseja empreender. Em alguns locais, infelizmente, essa prática já se tornou rotina.
Hipocrisia

No caso da Cazé TV, cujo fundador declarou publicamente ter votado em Lula, chama a atenção o que muitos classificam como uma perseguição promovida pelo governo, pela Globo e por instituições alinhadas. O mesmo governo que autorizou e regulamentou a atuação das bets no Brasil, arrecadando bilhões com o setor, agora vê a Cazé TV ser questionada por manter associação com essas empresas e divulgar suas marcas, enquanto outros veículos continuam fazendo o mesmo. A pergunta que fica é: para uns pode, e para outros não?
Fato ou Conjectura?
Bastou que alguns parlamentares do PL posassem para fotos ao lado do ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Estado, Lorenzo Pazolini (Republicanos), durante as festividades de aniversário de Cariacica, para que os paparazzi da política passassem a especular que PL e Republicanos já estariam alinhados para a disputa do próximo pleito.
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Bloco de Notas
Sinceridade – O que de relevante aconteceu no Brasil nesses quase quatro anos do governo Lula? Na avaliação de muitos críticos, muito pouco.
Filósofo – O presidente da Câmara Municipal de Vitória, vereador Anderson Goggi (Republicanos), filosofou ao afirmar: “O lugar das pessoas boas é na política, porque é nela que se promove a transformação da sociedade.”
Pérola do Chefe – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em mais um episódio de seu conhecido “sincericídio”, afirmou, durante um encontro com estudantes universitários, a seguinte pérola: “O político honesto está dentro de vocês, não está dentro de mim”.
Legal! – A iniciativa da Unidade Básica de Saúde de Jardim Camburi, em Vitória, ao promover ações de prevenção e orientação voltadas aos cuidados com a saúde. O evento, intitulado “Arraiá da Saúde”, aconteceu no dia 20, na quadra da Praça Mário Elias da Silva.
Bola Murcha – Aconteça o que acontecer, foi a pior seleção de futebol que o Brasil já enviou para uma Copa do Mundo. Só ganhamos no sufoco.
Sem Noção – O presidente Lula desdenhou de Neymar, considerado o maior craque do futebol brasileiro da atualidade. No entanto, protagonizou mais uma declaração polêmica ao dizer: “Nossos criminosos são terroristas apenas para o brasileiro, querem apenas ganhar dinheiro…”, quando não queria transformar as organizações criminosas em terroristas. O restante da frase e das bravatas o Brasil já conhece.
Reciclagem – A Associação de Catadores de Jaguaré tornou-se referência no Espírito Santo pelo excelente trabalho desenvolvido no município. Atualmente, dez colaboradores integram a entidade, contribuindo diariamente para a coleta seletiva, a preservação ambiental e a geração de renda.
Criatividade – O governo implantou o “Ócio Produtivo”. É mole?!
Vitimismo – Durante recente conferência sobre os direitos da criança e do adolescente, promovida pela Prefeitura da Serra, a representante da Secretaria Municipal de Educação, Rosângela Pereira dos Santos, reclamou, ao iniciar sua fala, que “na mesa falta gente preta”. O detalhe é que ela própria é preta.
Esperando – Quando Jacques Wagner e Rui Costa serão presos? E o Lulinha, será repatriado? Em tempo: A Conafer, do Frei Chico, voltou a cena do crime.
Aposta – As bets são jogos de azar? Pelo que diz a lei confrontada com a atividade delas é. Portanto, é contravenção.
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Bola Dentro
A atitude do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, ao retirar a Polícia Federal do cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do líder do governo Lula no Senado, Jacques Wagner (PT), conhecido como “Galego”, apelido pelo qual o presidente Lula costuma chamá-lo.
Bola Fora
A 11ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada nos dias 25 e 26, na Serra. O evento ocorreu praticamente sem divulgação à imprensa. Segundo críticas feitas ao encontro, houve predominância de debates relacionados às pautas de gênero, com enfoque alinhado à esquerda. Diversas entidades participaram, mas os pais estiveram ausentes. Muitas crianças assistiram a palestras consideradas por críticos inadequadas para sua faixa etária. Já o tema oficial da conferência, “Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) e a Democracia Participativa”, segundo essas críticas, acabou ficando em segundo plano.
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Reflexão
“A vida é curta demais para se preocupar com coisas insignificantes ou com pessoas que não te acrescentam”.
Autor desconhecido, porém, sábio.
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