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Prevenção ao câncer de pele será tema de palestra para agentes de saúde

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SAÚDE

Por Márcia Almeida* – Vila Velha / ES

A campanha Dezembro Laranja, dedicada à prevenção do câncer de pele, será tema de uma palestra para Agentes de Combate às Endemias e Agentes de Saúde nesta quarta-feira (17), às 14 horas, no auditório da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Vila Velha. O encontro será conduzido pela supervisora de Saúde Ocupacional do Grupo Innovar, Sara Ferreira.

Foto: Agência Brasil

Com objetivo conscientizar sobre os riscos da exposição ao sol, o encontro, realizado pela Vigilância em Saúde do Trabalhador, visa incentivar medidas de prevenção e o diagnóstico precoce da doença. Os profissionais foram escolhidos como público-alvo por estarem entre os mais expostos ao sol durante a rotina de trabalho e por terem papel estratégico na orientação da comunidade. Assim, ao receberem informações atualizadas, tornam-se multiplicadores de conhecimento nas visitas domiciliares.
 
Durante a palestra, serão abordados temas como riscos da exposição solar no trabalho, medidas de proteção diárias, sinais de alerta na pele, cuidados no campo e a importância do diagnóstico precoce, além de orientações sobre quando e como realizar o encaminhamento adequado.
 
Cuidados

Para reforçar a proteção, a Prefeitura de Vila Velha distribui protetor solar de alto fator e EPIs para equipes do Programa de Saúde da Família e Agentes de Combate às Endemias.

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  • Prefeitura de Vitória / Saúde – Comunicação – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Reprodução / Internet
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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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