Dor Intensa
Tendinite
SAÚDE
A tendinite é a inflamação de um tendão, geralmente causada por esforço repetitivo ou sobrecarga, resultando em dor e limitação de movimento.
Definição
A tendinite é uma condição que ocorre quando um tendão, que é a estrutura que conecta os músculos aos ossos, se inflama. Essa inflamação pode ser resultado de movimentos repetitivos, sobrecarga ou posturas inadequadas durante atividades físicas ou tarefas diárias.
Causas
As principais causas da tendinite incluem:
Esforço repetitivo: Atividades que exigem movimentos contínuos, como digitar, correr ou praticar esportes, podem levar à inflamação dos tendões.
Movimentos inadequados: Realizar atividades em posições incorretas ou sem pausas adequadas pode aumentar o estresse nos tendões.
Lesões súbitas: Traumas ou quedas podem causar inflamação aguda nos tendões.
Doenças autoimunes: Condições como diabetes e artrite reumatóide podem predispor a inflamações nos tendões.
Os sintomas mais comuns da tendinite incluem:
- Dor localizada: Geralmente piora com o movimento e melhora com o
- Inchaço: A área afetada pode apresentar inchaço e sensibilidade ao
- Dificuldade de movimento: A inflamação pode limitar a capacidade de mover a articulação
Tratamento

O tratamento da tendinite foca em reduzir a inflamação e fortalecer o tendão, geralmente envolvendo repouso, gelo, medicamentos anti-inflamatórios (como ibuprofeno) e fisioterapia. O uso de órteses ou talas pode ser necessário para imobilizar a área. A reabilitação busca corrigir a causa, muitas vezes com exercícios excêntricos.
Medidas Imediatas e Caseiras:
- Repouso: Interromper ou reduzir a atividade que causou a lesão (o movimento repetitivo).
- Gelo: Aplicar compressas de gelo na área afetada por 15-20 minutos, várias vezes ao dia, para diminuir a dor e o inchaço.
- Elevação e Compressão:
Manter o membro elevado e usar faixas de compressão, se indicado, para reduzir o inchaço.
- Evitar alimentos inflamatórios: Reduzir o consumo de açúcar, farinha branca, frituras e processados.
Tratamento Profissional e Médico:
- Fisioterapia: Essencial para reabilitação com técnicas como ultrassom, laser e, principalmente, exercícios de fortalecimento excêntrico.
- Medicamentos: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser prescritos para aliviar a dor.
- Imobilização: Uso de talas ou órteses, especialmente em casos de tendinite no punho ou pé.
- Terapia por Ondas de Choque: Utilizada para estimular a cicatrização em casos crônicos.
- Infiltração: Injeção de medicamentos, embora o uso de cortisona seja debatido devido ao risco de ruptura do tendão, sendo preferidas outras substâncias como ácido hialurônico.
- Cirurgia: Raramente indicada, apenas quando o tratamento conservador falha e há lesão grave.
Prevenção de Recidivas:

- Fortalecimento muscular: Exercícios supervisionados para fortalecer os músculos ao redor do tendão, diminuindo a carga sobre ele.
- Correção de movimentos: Ajustar a técnica em esportes ou a postura no trabalho.
- Equipamentos adequados: Uso de calçados apropriados para tendinites no pé/tornozelo.
A recuperação completa pode demorar, com tendinopatias crônicas podendo levar de dois a seis meses. A busca por orientação médica é crucial se a dor persistir.
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- Informações com especialistas
- Foto Destaque: Reprodução / Internet
SAÚDE
Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan
Foram registrados dois óbitos de pessoas que receberam o imunizante
Por Andreia Verdélio* | Brasília (DF)
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.

Foto: Divulgação
“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.
“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.
A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.
Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).
Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.
O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.
A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.
Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.
Casos graves
A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.
Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados.
Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.
Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:
- Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
- Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
- Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.
Observação
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.
A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Reavaliação da estratégia
Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.
“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição.
Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.
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- Agência Brasil – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Instituto Butantan
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