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Investigações em Curso

Ministério Público investiga contratação milionária de laboratório de robótica em Pedro Canário

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Justiça

Procedimento foi instaurado após denúncia apontar possíveis irregularidades na contratação direta de empresa para prestação de serviços educacionais

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa MRJ Tecnologia e Soluções Educacionais Ltda. pelo Município de Pedro Canário para a execução de serviços de laboratório itinerante de robótica educacional.

A apuração ocorre por meio da Notícia de Fato nº 2025.0026.9296-01, que tramita na Promotoria de Justiça de Pedro Canário sob a condução do promotor de Justiça Felipe Pacífico de Oliveira Martins.

Segundo consta nos autos, o procedimento busca verificar a legalidade da contratação realizada por inexigibilidade de licitação, modalidade utilizada quando a administração pública entende não haver possibilidade de competição entre fornecedores. O contrato em análise está vinculado ao Processo Administrativo nº 002202/2025 e ao Contrato Administrativo nº 110/2025.

A denúncia que motivou a atuação do Ministério Público foi apresentada pelo cidadão Valdicelio de Jesus Santos. Entre os pontos que serão analisados estão possíveis violações aos princípios da administração pública, eventual dano ao erário e a ocorrência de atos de improbidade administrativa.

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A abertura da investigação coloca sob análise toda a documentação relacionada ao processo de contratação, incluindo justificativas técnicas, pareceres e critérios adotados pelo poder público para dispensar a realização de licitação.

Embora a instauração da Notícia de Fato não represente comprovação de irregularidades, a medida demonstra que os fatos apresentados foram considerados relevantes o suficiente para justificar uma apuração formal por parte do órgão ministerial.

Caso sejam encontrados indícios consistentes de ilegalidade, o procedimento poderá evoluir para etapas mais aprofundadas de investigação, podendo resultar em recomendações, ações judiciais e medidas para ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos.

Atualmente, o processo encontra-se no gabinete da Promotoria de Justiça de Pedro Canário para análise dos documentos e diligências iniciais.

A investigação segue em andamento e poderá trazer novos desdobramentos nos próximos meses.

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  • Reprodução de matéria do JN
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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Justiça

Justiça francesa condena Airbus e Air France por acidente de 2009

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Empresas terão que pagar multa por homicídio culposo por negligência

Por Alex Rodrigues* | Brasília – DF

A Justiça francesa reconheceu, nesta quinta-feira (21), a total responsabilidade das empresas Air France e Airbus pelo acidente com o voo AF447, que matou 228 pessoas, incluindo 58 brasileiros, em 1ª de junho de 2009.

Em abril de 2023, a Justiça absolveu as duas companhias, em primeira instância, das acusações criminais, mas admitiu a responsabilidade civil da Air France e da Airbus pela queda do avião Airbus A330-203 em meio ao Oceano Atlântico, durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris.

Parentes das vítimas recorreram da sentença de 2023 e, em 2025, o Ministério Público (MP) francês passou a atuar pela condenação das duas companhias, por imprudência e negligência.

Hoje, ao acatar a recomendação do MP e reverter a decisão de 2023 de um tribunal inferior, a Corte de Apelações de Paris condenou a Air France e a Airbus a pagarem multa por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) por negligência. O teto da multa é de 225 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão, para cada empresa.

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Vice-presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo Air France 447, o consultor Maarten Van Sluys disse à Agência Brasil que a decisão desta quinta-feira representa um “alívio” para os parentes e amigos dos 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades que morreram a bordo da aeronave. Ele perdeu a irmã, a assessora de imprensa Adriana Van Sluys, no acidente.

“O resultado é o que esperávamos: uma condenação por homicídio culposo. Entendemos que isto é uma vitória moral incomensurável, pois muito mais do que valores monetários, que acabam sendo irrisórios em se tratando de empresas deste porte, agora temos um certificado da culpa da Air France e da AirBus”, disse Sluys.

Sluys, que acompanhou remotamente o julgamento desta quinta-feira, afirmou que tão logo a decisão judicial foi anunciada, as empresas manifestaram intenção de recorrer da sentença.

“É uma decisão reparatória dos danos morais causados a tantas famílias e estamos muito aliviados. Temos a sensação de que a justiça foi feita e que posso dizer a minha irmã que nossa luta [para fazer justiça às vítimas] não foi em vão”, acrescentou Sluys.

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  • Matéria reproduzida da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Etienne Laurent
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