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Medicina & Saúde

Crianças internadas em hospital de Niterói recebem visita de cachorros terapeutas

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SAÚDE

Segundo a equipe médica, o contato entre os minis pacientes e os animais alivia o estresse comum à rotina hospitalar e promove a aproximação com a família e a equipe assistencial

Por Altair Alves*

A tarde da última terça-feira (26/11) foi marcada por visitas muito especiais na Pediatria do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense. As crianças internadas receberam quatro cachorros do Projeto ‘Pelo Próximo’: o Bento e a Luna, que são Golders Retrievers; a Nutella, da raça Cavalier Spaniel; e o Tyrion, da raça Corgi. A diversão ao interagir com os amiguinhos de quatro patas tornou o dia mais feliz e leve para os pequenos.

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Foto: Universidade Federal Fluminense (UFF) / Divulgação

A presença desses cachorros corresponde a uma ocasião de “Terapia Assistida por Animais” (TAA), esclareceu o presidente da Comissão de Humanização do Huap-UFF e assistente social, Thiago Machado, promovida dentro da programação da Semana de Humanização do Hospital. O contato com eles alivia o estresse comum à rotina hospitalar e promove a aproximação entre paciente, família e equipe assistencial.

Este momento proporciona aos pacientes que enfrentam as consequências do isolamento de uma internação prolongada e aos familiares e acompanhantes uma experiência de acolhimento e alegria. O animal tem a capacidade de ser um facilitador desse processo, de acolhimento a essa criança para falar e para interagir”, explicou.

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E foi assim, interagindo com os cachorros que Priscila Vidale sua filha, Sarah Vidal, passaram a tarde. A menina está há cerca de um mês internada e aproveitou a oportunidade para se divertir.

 “Foi uma experiência única a que nós tivemos. Minha filha curtiu muito e foi muito importante, tanto para nós quanto para as outras crianças”, concluiu.

Humanização

A coordenadora do Projeto ‘Pelo Próximo’, Roberta Araújo, contou que a iniciativa voluntária existe desde 2013. “Levamos os animais para, junto com os profissionais dos hospitais, proporcionar entretenimento aliado à saúde”.

Ela informou, ainda, que esse processo de interação terapêutica aumenta a sensação de bem-estar e ajuda na cooperação da criança com as equipes, especialmente durante a aplicação de medicamentos ou curativos.

A ida do animal em ambiente hospitalar é para estimular o bem-estar e a socialização dos pacientes com a equipe”, ressaltou. A coordenadora ainda afirmou que esse foi um passo de contato inicial entre os cães e as crianças no Huap-UFF, com o objetivo futuro de que a terapia com esses animais seja recorrente no Hospital.

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* Diário do Rio / Conteúdo

* Foto / Destaque: Unnamed

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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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