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Mitos ou Verdades?

O que a água com gás faz no intestino e no nosso corpo

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SAÚDE

Vídeos que circulam nas redes geram dúvidas sobre os efeitos da bebida; especialistas explicam mitos e verdades sobre o consumo de água com gás

Por Anna Júlia Castro* / Brasília – DF

Água com gás com limão ou chá gelado são duas opcões que cada vez mais brasileiros recorrem na tentativa de substituir o refrigerante por algo mais saudável ou até mesmo aliviar aquela sensação de estufamento. No entanto, será que a água com gás é realmente a melhor escolha?

Um vídeo que circula nas redes sociais colocou o hábito em dúvida. Nele, um homem afirma que a água com gás aumenta a pressão arterial, principalmente se estiver gelada, e que seria “perigosa” para idosos e hipertensos, podendo causar vasoconstrição cerebral e aumento da frequência cardíaca.

Para esclarecer o que é mito e o que é verdade, ouvimos duas especialistas: a gastroenterologista Dra. Pâmela Oliveira e a nutricionista Carla de Castro.

Água com gás aumenta a pressão?

Segundo a gastroenterologista: não. “O gás carbônico é inerte no que diz respeito ao controle da pressão arterial. Ele atua no trato gastrointestinal e é eliminado pela eructação (arroto) ou absorvido no intestino, sem interferir na resistência dos vasos ou no volume de sangue”, explica.

Ela destaca que para os pacientes hipertensos, o ponto de atenção deve ser o teor de sódio descrito no rótulo, mas que na maioria das águas com gás comercializadas, essa quantidade é irrelevante e não impacta a pressão.

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A nutricionista Carla de Castro reforça que não há evidências científicas de que a água com gás eleve a pressão de forma significativa em indivíduos saudáveis.

“Em algumas pessoas pode ocorrer um aumento leve e transitório, de até 10 mmHg logo após o consumo, devido à distensão gástrica ou sensação de plenitude. Mas esse aumento não é sustentado nem clinicamente relevante para a maioria da população”, afirma.

Pode ser usada em caso de desmaio?

Alguns internautas comentaram no vídeo que usam a água em caso de desmaio, Pâmela alerta sobre a prática. “Não há fundamento médico e é perigoso. Nunca se deve oferecer líquidos a uma pessoa com nível de consciência reduzido pelo risco de broncoaspiração”. Segundo ela, o protocolo correto em caso de síncope é deitar a pessoa e elevar as pernas.

Existe risco no consumo diário?

Para a população geral, não, a água com gás hidrata da mesma forma que a água natural. A única ressalva médica é para pessoas com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), gastrite ou distensão abdominal severa.

“O principal limite costuma ser o desconforto abdominal, e não a pressão arterial”, explica Carla, ao comentar as alegações do vídeo sobre o impacto da água com gás na pressão. Do ponto de vista nutricional, a especialista Carla de Castro afirma que não há evidências de associação entre o consumo frequente de água com gás pura e o aumento do risco de doenças arteriais.

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É “veneno”?

As duas especialistas são categóricas ao afirmar que não.

“Chamar água com gás de ‘veneno’ é um desserviço e puro terrorismo nutricional”, afirma Dra. Pâmela. Ela destaca que a bebida pode, inclusive, ajudar pessoas a abandonarem o consumo de refrigerantes, oferecendo a mesma experiência sensorial sem açúcar e aditivos químicos.

Carla complementa que a confusão muitas vezes ocorre porque refrigerantes de cola contêm ácido fosfórico, substância associada à redução da densidade óssea. “A água com gás é apenas água e dióxido de carbono (CO2). Não há base científica para classificá-la como veneno.”

Quanto posso consumir?

Não existe uma recomendação específica apenas para água com gás, a orientação é considerar a ingestão hídrica total do dia, que varia conforme peso, clima e nível de atividade física. 

Para quem tem hipertensão, a recomendação não é proibir, mas moderar e observar a tolerância individual, sempre checando o teor de sódio no rótulo. No fim das contas, o verdadeiro risco continua sendo o excesso de sódio na alimentação e um padrão alimentar desequilibrado.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / redes Sociais
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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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