Política & Reconhecimento
Tiago Martins ficou na suplência de vereador de Vitória, mas diz que não vai parar
Política
Perder uma eleição faz parte da política, até porque na história de grandes lideranças, todos tiveram vitórias e derrotas.
No caso de Tiago Martins, que foi candidato a vereador de Vitória pelo PL, e não foi eleito, porém, bem votado (1.495 votos), vem sendo sondado por partidos, amigos e simpatizantes, a colocar o seu nome em futura pré-candidatura a deputado estadual ou federal em 2026. Porém, ainda está analisando.
Sua resposta a isso foi afirmar, para seus apoiadores, que não vai parar. “Vou continuar fazendo o que sempre fiz mesmo sem mandato em benefício das pessoas que mais precisam”, disse. “Fiz uma campanha propositiva, limpa, respeitando todos os candidatos a vereador e a prefeito. Sem padrinhos políticos e fazendo muito com pouco”.
Na sua trajetória político-eleitoral vale destacar que trabalhou muito, “posso dizer que entreguei tudo. Fiz tudo o que pude para ser seu vereador de Vitória. Andei cada cantinho da cidade de Vitória. Ouvi, dialoguei com todos os seguimentos. Fui o único candidato a vereador no estado que criou um app “Qual Cidade Queremos” para facilitar ainda mais o acesso”.
Tiago enfatiza que “apesar de não ter alcançado o número de votos suficientes para ser eleito, estou muito feliz, porque quase 1500 pessoas entenderam e acreditaram que eu, Tiago Martins estou preparado para representá-las. Não irei parar. Continuarei trabalhando, servindo, ajudando pessoas de todos os lugares, independentemente de qualquer coisa, como sempre fiz”.

Ele chama a atenção de se construir um grupo político. “Chegou a hora de construir grupo político, porque ninguém chega em lugar algum sozinho. Por fim, mais uma vez registro meu agradecimento a todos os meus eleitores. Muito obrigado!”, Finalizou Tiago Martins, um dos mais propositivos e promissores
- Da Redação / Com informações
- Fotos: Reprodução / Instagram
Política
Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula
Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes
A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.
O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”
El País
A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.
Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.
O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”
Associated Press
Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.
Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.
Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.
O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.
Bloomberg
A Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”
Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.
De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.
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- Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
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