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Política Nacional

Zema culpa Lula por tarifaço e diz esperar solução “independentemente de quem vier”

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Política Nacional

Pré-candidato à presidência pelo Novo criticou relação do governo Lula com os Estados Unidos durante evento com lideranças femininas

São Paulo (SP)

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) culpou a política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, mas afirmou esperar que a crise seja resolvida “independentemente de quem vier a solucionar isso”.

A declaração foi dada nesta terça-feira (7), ao ser questionado sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto, em uma audiência realizada em Washington sobre a proposta de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Zema afirmou que Lula e o Itamaraty têm demonstrado “falta de habilidade” na relação com os Estados Unidos e atribuiu parte do desgaste à aproximação do governo petista com países como Cuba, Venezuela e Irã.

“Eu espero que o Brasil resolva essa questão independentemente de quem vier a solucionar isso. O que eu posso adiantar é que o governo Lula e o Itamaraty têm faltado com habilidade com relação à política externa, porque o governo Lula, o PT, são notoriamente próximos de países antiamericanos”, Romeu Zema (Novo), em evento em São Paulo diante de lideranças femininas dos setores financeiro e de negócios

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A fala foi dada no dia em que o governo americano realizou a segunda etapa da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para discutir uma proposta de resposta comercial contra o Brasil, que inclui tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

A audiência ocorreu em Washington nos dias 6 e 7 de julho e integra a investigação aberta sob a Seção 301 da legislação comercial americana.

O senador Flávio Bolsonaro também participou da agenda em Washington nesta terça-feira. Ele havia se registrado para defender a suspensão da tarifa e afastar de si o desgaste de uma eventual nova medida contra o Brasil, em um momento em que o tema passou a integrar a disputa eleitoral com Lula.

Zema participou de evento com lideranças femininas

No evento em São Paulo, Zema também defendeu maior participação feminina na política e associou a presença de mulheres em espaços de poder ao combate à corrupção. Ao sustentar o argumento, citou o escândalo envolvendo o Banco Master.

“Eu não vi nenhuma mulher, pelo que eu me recordo, envolvida no caso do Banco Master. Pelo que eu me recordo, só homens envolvidos”, afirmou.

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Na sequência, o pré-candidato disse que a menor participação feminina na população carcerária demonstraria que mulheres cometem menos crimes e voltou a defender uma presença maior delas na política.

“No que depender de mim, como o Partido Novo tem feito, nós queremos que as mulheres avancem a sua participação na política e isso também vai ajudar no combate à corrupção”, Romeu Zema (Novo)

O aceno ocorre em um momento em que o eleitorado feminino voltou ao centro das estratégias para a eleição presidencial, por representar a maioria das pessoas aptas a votar no País e ter tido peso relevante na disputa de 2022.

Questionado sobre a composição de sua chapa, Zema disse que o Novo conversa com partidos que não têm candidato próprio à Presidência, mas afirmou que ainda não há definição sobre o nome do vice nem preferência fechada por uma mulher.

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  • Informações de O Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Partido Novo e Marcelo Camargo / Agência Brasil
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Política Nacional

Após reunião com Lula, Jaques Wagner deixa liderança no Senado

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Senador anunciou decisão em suas redes sociais. Wagner foi alvo de pressão após operação da PF mostrar ligação entre o parlamentar e operadores do Banco Master

Por Vanilson Oliveira* | Brasília (DF)

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24/6) que se afastou da liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada após o encontro que ele teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), no Palácio da Alvorada. 

Por meio de uma publicação no X, o senador disse que, em “conversa entre amigos, decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu. 

Ele continuou afirmando que vai focar em sua defesa. Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Policia Federal (PF), que investiga a fraude do Banco Master. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula”, frisou Wagner.

Senador nega irregularidades

Durante as diligências realizadas pela PF, agentes apreenderam valores em espécie, incluindo dólares, e relógios de alto valor, fato que ampliou a repercussão do caso em Brasília.

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O senador tem negado irregularidades e sustenta que os valores apreendidos possuem origem legal, que são frutos de diárias pagas em missões internacionais.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Senador Jaques Wagner / Crédito: Minervino Júnior – D.B. Press
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