Política Nacional
Após reunião com Lula, Jaques Wagner deixa liderança no Senado
Política Nacional
Senador anunciou decisão em suas redes sociais. Wagner foi alvo de pressão após operação da PF mostrar ligação entre o parlamentar e operadores do Banco Master
Por Vanilson Oliveira* | Brasília (DF)
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24/6) que se afastou da liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada após o encontro que ele teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), no Palácio da Alvorada.
Por meio de uma publicação no X, o senador disse que, em “conversa entre amigos, decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu.
Ele continuou afirmando que vai focar em sua defesa. Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Policia Federal (PF), que investiga a fraude do Banco Master. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula”, frisou Wagner.
Senador nega irregularidades
Durante as diligências realizadas pela PF, agentes apreenderam valores em espécie, incluindo dólares, e relógios de alto valor, fato que ampliou a repercussão do caso em Brasília.
O senador tem negado irregularidades e sustenta que os valores apreendidos possuem origem legal, que são frutos de diárias pagas em missões internacionais.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: Senador Jaques Wagner / Crédito: Minervino Júnior – D.B. Press
Política Nacional
Defesa de Jaques Wagner diz que recorreu ao STF para anular busca e apreensão contra senador
Senador foi alvo da nona fase de operação da Polícia Federal que investiga o esquema de fraudes envolvendo o Banco Master
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) informou nesta segunda-feira (22), que apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão que autorizou a realização de busca e apreensão na residência do parlamentar.
Segundo os advogados, a medida foi baseada em premissas equivocadas e apresenta “erros graves” que comprometem sua validade.
Na semana passada, Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e a suposta participação do senador no esquema.
A Polícia Federal suspeita que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.
No recurso, a defesa argumenta que o parlamentar nunca atuou no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master. Como prova, cita a única emenda apresentada por Wagner sobre o tema, no âmbito da Medida Provisória 1106/2022, que previa a limitação de juros e a ampliação da proteção aos consumidores, “justamente o contrário dos interesses do Banco”.
Os advogados também destacam que o senador se posicionou contra a chamada “Emenda Master”, apresentada por outro parlamentar durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que trata da autonomia operacional e financeira do Banco Central.
De acordo com a defesa, todas as manifestações e atuações do senador relacionadas ao assunto são públicas e documentadas.
O recurso menciona ainda uma declaração do relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), que afirmou, em nota, jamais ter sido procurado por Jaques Wagner para tratar do tema.
Sobre os valores em espécie encontrados durante a operação, a defesa sustenta que os recursos possuem origem lícita e comprovada.
Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular”
diz a nota da defesa de Jaques Wagner
“Não há nada a ocultar”. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, completa. A nota é assinada pelo advogado Pablo Domingues. Veja a íntegra:
Veja a nota completa da defesa de Jaques Wagner
“A defesa do senador Jaques Wagner apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22), recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência, apontando erros graves que comprometem a medida.
A defesa sustenta que a medida está equivocada pelos seguintes motivos: o senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco.
Além disso, o senador se posicionou contra a “Emenda Master”, apresentada por outro parlamentar, no âmbito da PEC 65/2023. Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto.
Em relação aos valores em espécie encontrados, a defesa aponta que todos têm origem lícita e comprovada: parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens.
A defesa confia que o Supremo Tribunal Federal corrigirá os equívocos e reafirma a tranquilidade do senador quanto à sua conduta.
Pablo Domingues”
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- Matéria reproduzida do Estadão – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Carlos Moura / Agência Senado
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