VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Política Nacional

Governo e Congresso acertam pautas para esforço concentrado de votação

Publicados

Política Nacional

Escala 6×1, PEC da Segurança e terras raras estão entre temas

Por Luciano Nascimento* | Brasília (DF)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pauta de votação para o esforço concentrado do Congresso Nacional marcado para a próxima semana.

O martelo foi batido após um almoço no Palácio da Alvorada, a convite de Lula. Os temas definidos foram:

  • a votação das propostas de emenda à Constituição (PECs) do fim da escala de trabalho 6×1 e da Segurança Pública;
  • o fim da chamada taxa das blusinhas;
  • a votação do projeto de minerais críticos;
  • e a votação do projeto Redata, que facilita a construção de data centers no país.

O presidente comemorou o acordo e disse que o entendimento do esforço concentrado, marcado para a semana de 31 de agosto a 4 de setembro, foca nas pautas prioritárias para a sociedade brasileira.

“O que é importante que a gente tenha a dimensão do que é prioritário, e votar essas coisas que vocês vão colocar na pauta é uma prioridade do povo brasileiro”, ressaltou Lula ao final do almoço. 

Câmara e Senado

Pelo entendimento, a Câmara dos Deputados vai designar o presidente da comissão mista que vai tratar da Medida Provisória (MP) 1357/26, que acaba com a taxa das blusinhas. O texto suspende a cobrança do imposto federal de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. 

“A MP vence no meio de setembro. É uma vitória não apenas das pessoas que compram nessas plataformas. Muitas indústrias brasileiras fornecem por essas plataformas produtos que são vendidos por empresas brasileiras. É uma medida que será importante para nossa economia”, disse Mottta.

Leia Também:  Governo e agro brasileiro buscam saídas contra o tarifaço dos EUA

Já o Senado, além de designar o relator da MP da taxa das blusinhas, também terá que deliberar sobre a PEC 221/19, do fim da escala 6 x 1; a PEC 18/25, da Segurança Pública; o Projeto de Lei (PL) 278/26, que estabelece o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata); e o PL 2780/24, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. 

“Se o Senado votar a PEC da Segurança Pública, eu vou imediatamente criar o Ministério da Segurança e discutir o orçamento, para que a gente possa, definitivamente, pactuar com estados e municípios o tipo de segurança que a gente vai querer nesse país”, adiantou o presidente da República. 

Lula chamou atenção ainda para a votação do Redata e do PL que trata dos minerais críticos, classificando-as como delicadas. 

“Já tem muita gente estrangeira comprando aquilo que ainda nem regulamos. Essa riqueza é do Brasil e temos de garantir que se transforme em uma coisa que faça o povo brasileiro sonhar”, afirmou o presidente, que acrescentou ainda haver, no caso do Redata, a expectativa de que os investimentos cheguem a R$ 500 bilhões. 

O presidente do Senado também comemorou o resultado do almoço e descreveu que foi uma conversa, do ponto de vista institucional, sobre as agendas de país que precisam da deliberação e discussão do Congresso.

“A nossa relação, com o Hugo Mottta, com o senhor, enquanto presidente do Brasil, tem dado muitos frutos positivos ao povo brasileiro. Temos a capacidade, com a compreensão do tamanho das nossas responsabilidades, de darmos as soluções aos problemas que a sociedade espera de nós, sem pensarmos em filiação partidária ou posição ideológica”.

Tramitação acelerada

Alcolumbre prometeu que as PECs do fim da Escala 6×1 e da Segurança Pública terão suas relatorias apresentadas antes do início das votações do esforço. O presidente do Senado prevê ainda que a votação da PEC da Segurança vai esclarecer as atribuições dos municípios, estados e da União sobre o tema. 

Leia Também:  CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade e arquiva proposta

O presidente do Senado prometeu ainda que a MP que trata do fim da taxa das blusinhas, o Redata e o projeto de minerais críticos e terras raras terão sua tramitação acelerada, com previsão de votação na próxima semana.

“Na semana que vem, no tempo curto do esforço concentrado, vamos encaminhar essa matéria (fim da taxa das blusinhas) para que o senhor presidente possa sancionar”. 

Sobre o projeto que trata da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, Alcolumbre disse que, apesar de existir um projeto semelhante tramitando no Senado, ele dará prioridade ao texto encaminhado pelo Executivo e já aprovado na Câmara.

“É o governo brasileiro quem sabe o que está passando hoje, inclusive em alguns estados do Brasil, de outros países estarem vindo comprar as nossas riquezas, já que não temos uma legislação clara para nos proteger”, afirmou.

——————————————————————————–

  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Antônio Cruz / Agência Brasil
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política Nacional

Conselho de Ética avança com processo de cassação contra Erika Hilton

Publicados

em

Parlamentar é alvo por postagem com trocadilho ‘imbeCIS’; saiba o que motivou a denúncia e como o caso pode prosseguir na Câmara dos Deputados

Brasília (DF)

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou a continuidade do processo que pode levar à cassação da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP). A admissibilidade da representação foi aceita por 10 votos a 5 em sessão realizada nesta terça-feira (11/8).

A decisão não representa uma análise do mérito ou a definição de qualquer punição, apenas permite que a análise do caso prossiga no colegiado. A parlamentar não esteve presente na reunião.

A ação foi movida pelo partido Missão em 11 de março, mesmo dia em que Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. A representação tem como base uma publicação da deputada na rede social X.

No texto, a parlamentar fez um trocadilho com os termos “cisgênero”, usado para quem se identifica com o sexo biológico, e “imbecis”. “A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”, escreveu.

Leia Também:  Zema culpa Lula por tarifaço e diz esperar solução "independentemente de quem vier"

O que diz a acusação

Para o partido Missão, a analogia foi um “ato de escárnio” e um ataque discriminatório às mulheres. A representação aponta que o uso do termo “imbeCIS”, com as letras “CIS” em maiúsculo, foi um “ataque direto e intencional às mulheres cisgênero de forma coletiva”.

———————————————————————————————

  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Tony Winston / Câmara dos Deputados
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA