Eleições 2026
Saiba quem são os candidatos a vice-governador nas eleições 2026 no ES
Política / Eleições
Vereador, policial, professora quilombola, comunicadora aposentada e professor universitário integram as cinco chapas que disputam o governo
Por Patrícia Maciel* | Vitória (ES)
Cinco chapas estão na disputa pelo governo do Espírito Santo nas Eleições 2026. Ao lado dos candidatos ao Palácio Anchieta, estão nomes com trajetórias distintas na política, no serviço público, no esporte, na educação, na segurança e nos movimentos sociais.
Os candidatos a vice-governador são Camillo Neves (PP), na chapa de Ricardo Ferraço (MDB); Dionary Sarmento (UP), companheira de chapa de Rafael Demuner (UP); Eliane Leal (PL), vice de Lorenzo Pazolini (Republicanos); Professora Valdirene (PT), que disputa ao lado de Helder Salomão (PT); e Victor Oliveira (Missão), que concorre com Breno Barcelos (Missão).
Confira quem são os candidatos
Camillo Neves
Camillo Augusto Marchezi de Oliveira Neves tem 35 anos e nasceu em Vitória. Formado em Educação Física, construiu parte de sua trajetória profissional no esporte. Ex-atleta, teve passagem por clubes como Fluminense, Benfica, Udinese e Espanyol e foi bicampeão mundial de futebol de sete (society) pela seleção brasileira.




Política / Eleições
Renan Santos chama decisão de Toffoli de “absurda” e diz que vai recorrer
Candidato defendeu que problemas no cadastro de redes sociais ocorreram após mudanças no sistema do TSE e também afetaram outras candidaturas. Ele afirmou ainda que a alegação de que suas redes continuaram sendo recomendadas não se sustenta
Por Nathallie Lopes* | Brasília (DF)
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) fez uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (31/8), após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a candidatura de Santos. Renan classificou a decisão como uma “inflexão autoritária” e afirmou que não há justificativa jurídica ou política para a medida. “Não dá pra justificar, de maneira racional e razoável, nem do ponto de vista jurídico, nem do ponto de vista político, a decisão do ministro Dias Toffoli”, declarou.
Ele defendeu que problemas no cadastro de redes sociais ocorreram após mudanças no sistema do TSE e também afetaram outras candidaturas. Ele afirmou ainda que a alegação de que suas redes continuaram sendo recomendadas não se sustenta. Durante a coletiva, Renan apresentou imagens e registros impressos de publicações e manifestações contra Tofolli que, segundo ele, podem ter relação com a decisão. “Estou apenas trazendo fatos, não estou juntando pontos aqui”, disse.
O candidato também criticou a decisão por considerar que ela impede sua participação na campanha. “Nós estamos sendo retirados à força da tal da festa da democracia”, afirmou. Renan destacou que sua campanha não conta com grandes recursos e disse: “Eu não recebo grandes doações, eu não tenho grandes parceiros”. Ele afirmou ainda que sua candidatura chegou a cerca de 8% das intenções de voto em uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, sem detalhar o levantamento.
Renan disse ainda que pretende recorrer imediatamente da decisão, mas admitiu não saber qual será o futuro da candidatura. “Nós vamos recorrer de imediato. […] mas eu não sei qual o destino da minha campanha”, afirmou. Caso não possa disputar a eleição, disse que continuará atuando politicamente. “Se minha candidatura for derrubada, eu vou voltar pro outro lado que eu estava, que era o lado do militante, que eu sempre fui”, declarou. Ao encerrar a sua fala coletiva, reforçou: “Participando ou não participando das eleições, nós somos um grupo destinado à glória”.
Defesa diz que decisão configura censura à campanha
O advogado eleitoral Arthur Rolo afirmou durante a coletiva de imprensa que a defesa vai apresentar ainda nesta segunda (31) um mandado de segurança para tentar derrubar as três decisões que restringiram a campanha de Renan Santos. Segundo ele, a medida é ilegal porque impede atos de propaganda eleitoral, como participação em debates e sabatinas, sem que a candidatura tenha sido julgada. “Isso configura censura”, afirmou. Rolo também citou o artigo 16-A da Lei das Eleições, segundo o qual candidatos com registro ainda pendente de julgamento podem realizar os atos de campanha.
Para o advogado, a suspensão pode causar um prejuízo irreversível à candidatura. “Dois, três dias sem campanha eleitoral, no caso de um candidato que não tem dinheiro e não tem tempo de televisão, é absolutamente irreversível”, disse. Rolo afirmou que espera conseguir uma liminar para suspender as decisões e classificou o caso como “um absurdo completo”. “Nós vamos entrar com o mandado de segurança hoje, pode ser que saia uma liminar cassando essas decisões ilegais ainda hoje”, declarou
- Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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