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Prejuízo Histórico

Tesouro de 3 mil anos é roubado de museu na Espanha em apenas quatro minutos

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Coleção incluía 29 braceletes, 11 tigelas e três garrafas além de outras peças; crime foi descrito como “super rápido e super profissional”

O Tesouro de Villena, uma coleção de peças de ouro da Idade do Bronze considerada uma das mais valiosas da Europa, foi quase totalmente roubado, nesta quinta-feira (27), de um museu na cidade de Villena, no sudeste da Espanha, informou a Prefeitura.

“O alarme do Museu de Villena disparou por volta das 5h20 da manhã”, e às 5h24 os ladrões já haviam deixado o prédio, disse um porta-voz da Prefeitura de Villena à AFP, confirmando o roubo “super rápido e super profissional”.

Os ladrões estavam em vários veículos e aparentemente entraram no museu “por uma janela”, explicou o subdelegado do governo espanhol em Alicante, Manuel Pineda.

“Eles levaram grande parte do tesouro, deixando apenas algumas peças”, confirmou o prefeito de Villena, Fulgencio Cerdán, a repórteres.

“Estamos absolutamente devastados, estou até tremendo. Para nós, de Villena, isso é de partir o coração; faz parte da nossa herança, da nossa riqueza”, disse Fulgencio Cerdán, prefeito de Villena

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O Tesouro de Villena, exposto no pequeno museu desta cidade na província de Alicante, na região de Valência, é uma coleção de cerca de 50 peças, principalmente de ouro, mas também de prata e ferro, que datam de cerca do ano 1000 a.C.

A coleção inclui 29 braceletes, 11 tigelas, três garrafas e outras peças diversas. O valor histórico das peças é incalculável, mas só o ouro vale aproximadamente 1,7 milhão de euros (R$ 10,2 milhões), segundo o prefeito.

Em comunicado o museu informou que:

“Segundo pesquisas especializadas, é a mais importante coleção de utensílios de mesa de ouro da Idade do Bronze, junto com os tesouros dos túmulos reais de Micenas, na Grécia”.

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  • Matéria do jornal Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Museu de Villena
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Papa Leão XIV vai ser submetido a cirurgia no pulmão

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Prognóstico do procedimento é “excelente”, segundo especialistas; religioso mantém agenda normal de compromissos

O Papa Leão XIV tem uma cirurgia agendada nesta semana para remover “um nódulo localizado” em seu pulmão que foi “detectado em um estágio muito inicial”. Este é o primeiro evento médico do papado dele de 17 meses. Eis o que se sabe até o momento.

Nódulo pode ser benigno ou maligno

Um nódulo pulmonar é uma pequena área anormal que mede menos de 3 centímetros de diâmetro. Às vezes, é detectado em uma tomografia computadorizada realizada para investigar outro problema, como um trauma ou uma infecção pulmonar, de acordo com a American Cancer Society.

Especialistas afirmam que o nódulo pode ser benigno ou maligno e que uma avaliação rápida é fundamental.

Se o nódulo for canceroso e removido em estágio inicial, o prognóstico é “excelente”, e a cirurgia por si só pode ser um tratamento suficiente, disse o médico Stephen Liu, especialista em câncer de pulmão do Lombardi Comprehensive Cancer Center, da Universidade de Georgetown.

Leão, de 71 anos, é considerado saudável e em boa forma física, ambos fatores positivos para sua recuperação. Ele disse que o nódulo foi descoberto durante “exames médicos recentes”, e o Vaticano informou nesta segunda-feira que nenhum problema de saúde específico motivou o check-up, descrevendo-o como “de rotina”.

Diferentemente de seu antecessor, o Papa Francisco, cujos problemas respiratórios de longa data o faziam falar em tom de sussurro, Leão costuma projetar a voz e frequentemente canta durante as orações.

Cirurgia seguida por uma semana de recuperação

O Vaticano informou que Leão passará pela cirurgia nos primeiros dias desta semana e deve permanecer hospitalizado por cerca de uma semana após o procedimento para se recuperar.

O papa será tratado no Hospital Gemelli, em Roma — formalmente conhecido como Policlinico Agostino Gemelli —, um hospital universitário católico privado e sem fins lucrativos. A estrutura conta com um apartamento especial para os pontífices no 10º andar, que inclui uma capela privativa.

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O antecessor direto de Leão, o Papa Francisco, foi tratado lá antes de sua morte, em maio de 2025, durante uma longa enfermidade desencadeada por uma crise respiratória.

São João Paulo II passou tanto tempo no Gemelli que costumava chamá-lo de “Vaticano III”, em referência ao próprio Vaticano e à residência de verão papal em Castel Gandolfo.

Atividades previstas e viagem em aberto

Leão tem vários compromissos agendados para esta semana.

O dia no Vaticano seguiu o ritmo normal nesta segunda-feira, 12, com Leão presidindo seis audiências privadas, incluindo uma com o chefe dos capelães militares dos EUA, o arcebispo Timothy Broglio, além de um encontro com o Circolo San Pietro.

Ele também fez três nomeações, e o Vaticano publicou uma carta redigida por ele e assinada no domingo ao decano de saída do Colégio dos Cardeais, agradecendo-lhe pelos serviços prestados.

À tarde, estava previsto que ele retornasse a uma conferência de uma semana sobre a pastoral familiar promovida por ele mesmo.

Além de suas reuniões regulares, ele deve celebrar uma missa pública na quarta-feira para encerrar uma conferência de uma semana sobre o ministério da família. Autoridades do Vaticano sugeriram no domingo que ele poderá se ausentar do evento.

Leão também tem uma grande viagem planejada para o período de 6 a 17 de novembro ao Uruguai, Argentina e Peru. Não está claro se a cirurgia e a recuperação afetarão o ambicioso itinerário, que inclui uma dúzia de voos, dois trajetos de helicóptero e variações significativas de altitude no Peru. Em declarações anteriores no domingo, Leão disse que ainda planejava fazer a viagem.

Papa permanece no comando, mesmo sob anestesia

O Vaticano não possui regras específicas que determinem quem assume o controle caso o papa fique totalmente incapacitado. Mesmo inconsciente durante a cirurgia, Leão continua sendo papa e mantém sua autoridade.

Foto: Vatican News

O Papa Francisco permaneceu no comando durante suas longas internações hospitalares, assim como São João Paulo II antes dele. Ambos assinaram nomeações e emitiram leis e comunicados a partir do hospital. Uma equipe de autoridades já cuida das operações diárias do Vaticano.

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No entanto, os avanços médicos e a maior longevidade dos papas têm destacado essa lacuna no direito canônico, motivando apelos para que o Vaticano se prepare caso um pontífice fique gravemente doente ou incapacitado de governar.

Dois dias antes de revelar a cirurgia planejada, Leão confirmou uma nomeação significativa. Na sexta-feira, ele aprovou o cardeal filipino Luis Antonio Tagle como o novo decano do Colégio dos Cardeais. Tagle, de 69 anos, substitui o cardeal Giovanni Battista Re, de 92 anos, cujo mandato havia sido estendido por Francisco nas semanas anteriores à sua morte.

O decano desempenha um papel de grande relevância na transição papal. Ele preside o funeral do papa falecido e ajuda a conduzir as reuniões à porta fechada dos cardeais antes do conclave para discutir as necessidades futuras da Igreja. Se tiver menos de 80 anos quando o conclave começar, ele também preside a eleição secreta do novo papa na Capela Sistina.

Transparência sobre a saúde

A cirurgia de Leão marca o primeiro grande evento de saúde dos seus 17 meses de pontificado. A notícia foi marcante porque o próprio papa a revelou, da forma mais pública possível: ao final de sua bênção dominical, diante de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

Por séculos, o Vaticano guardou a saúde dos papas com extremo sigilo, frequentemente emitindo informações confusas ou nenhuma informação sobre suas doenças. O Papa Francisco tentou mudar isso, sendo transparente sobre suas fragilidades e falando abertamente sobre sua própria morte. No entanto, mesmo durante seu pontificado, as informações continuavam sendo rigidamente controladas.

A decisão e a revelação de Leão demonstraram um nível incomum de transparência por parte do papa americano.

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  • Estadão / Pauta1 / Com informações da Associated Press (AP)
  • Foto Destaque: Crédito – Agência EFE
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