Ação Criminosa
Incêndios criminosos no norte do estado têm causado insegurança e prejuízo para empresa e produtores rurais
POLÌCIA
O tempo seco e os ventos contribuem para propagar o fogo, mas a mão criminosa do homem também
O pequeno produtor rural e a empresa de celulose Suzano, têm sido vítimas da ação de criminosos que, além de ocuparem áreas da empresa, promovem queimadas que prejudicam também os agricultores da região Norte do Espírito Santo. Os prejuízos contabilizados vão do meio ambiente, a saúde das pessoas e também na economia.
Os dados levantados pelo Corpo de Bombeiros apontam o município de São Mateus como o de maior ocorrência de janeiro a outubro. Outro que se destaca nessa estatística é o município de Conceição da Barra. Em comparação com as ocorrências do ano passado, neste ano houve (até novembro) um aumento de 694 incidência de incêndios em vegetações. A seca é um dos fatores que “supostamente” pode ser a causadora da maioria dos incêndios – inclusive com queimada feita pelo produtor para limpar a sua área -, mas para quem conhece as áreas e costumam visitar a região, o que existem são grupos de vândalos que promovem a maioria desses incêndios. A maior vítima tem sido a Suzano, que tem ótima parceria com as associações de produtores, que também são vítimas desses “lideres” que “tocam terror com essas ações”.
Alguns procedimentos que podem evitar novos incêndios, foram dados pelo Corpo de Bombeiros. “Primeiramente, as pessoas não devem colocar fogo em hipótese alguma. Nem mesmo para limpar o terreno e tentar fazer uma ‘queima controlada’. Com a ventania que está, dificilmente essa pessoa que não tem conhecimento vai conseguir controlar esse incêndio. Segundo, aquele que quer proteger sua propriedade, sua área rural, sua casa, deve fazer uso do aceiro. Ou seja, criar uma faixa limpa entre a mata e a lavoura de uma vez e meia a altura da plantação”, recomenda o tenente Davi Pedroza ao portal Folha Vitória.
O produtor Afonso Félix é morador da comunidade quilombola na região norte e tem sofrido com danos causados pelo fogo. Segundo ele, a fauna e a flora estão ameaçadas. Ele observa que as aves têm ido embora porque seu habitat está sofrendo com a destruição. Os animais perdem seus alimentos porque não conseguem consumir as frutas que foram danificadas. O morador aponta o medo de perder as espécies de aves como vem perdendo os tucanos, aracuãs e araçaris, que já estão sendo considerados ameaçados na região, já que estão ficando com menos comida. “Nossos alimentos também têm sido atingidos. A minha plantação de pimenta foi queimada, assim como o coqueiro que tinha aqui”, diz.
Em recente reunião, da qual participaram os deputados Alcântaro Filho e Lucas Polese, vários presidentes de associações quilombolas enalteceram a parceria com a Suzano e denunciaram ações criminosas na região e que os vândalos “por covardia”, colocam a culpa em quilombolas. “Temos uma boa relação com a Suzano e se essa empresa for embora daqui, vamos ter muita dificuldade”, foi o que mais se ouviu nessa reunião.
As deputadas Iriny Lopes (PT) e Camila Valadão (Psol) estiveram antes na região para ouvirem e denunciarem uma suposta agressão da polícia a uma liderança local. Esse fato foi desmentido e acabou sendo esclarecido, pois não houve nenhuma tortura ou agressão. “Foi tudo simulado para incriminar a Polícia Militar e as pessoas de bem que querem a penas trabalhar em suas terras para levar o sustento para suas famílias”, disse um dos líderes à reportagem do JN e Pauta1. Os deputados estaduais Alcântaro Filho e Lucas Polese foram convidados para uma reunião no Norte do Estado com a finalidade de tomar conhecimento da real situação e esclarecimento da falsa tortura.
A Associação Agricultura Forte, juntamente com outras instituições, manifestou sua indignação por meio de nota abordando essas ações que têm trazido danos ao ecossistema local, à economia e à sociedade.
“Registramos que apenas no final de semana de 10 a 12 de novembro de 2023, aproximadamente 150 focos de incêndio foram provocados intencionalmente, consumindo cerca de 350 hectares de florestas plantadas e nativas, das quais aproximadamente 80 hectares em áreas de preservação permanente foram seriamente danificados, comprometendo a biodiversidade e o equilíbrio ambiental regional”, informa a nota.
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* Com informações do FV / Jornal do Norte e Pauta1
* Fotos: Divulgação – Suzano
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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