VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Política Estadual

“Meu candidato à Presidência é o Lula”, diz Casagrande em convenção do PSB em Vitória

Publicados

Política / Eleições

O ex-governador teve a sua candidatura ao senado Federal oficializada pelo PSB e não se esquivou de temas polêmicos que devem nortear as eleições de 2026

Vitória (ES)

O agora candidato ao Senado Renato Casagrande (PSB) apresentou, durante a convenção partidária do PSB, quais devem ser as bandeiras para a sua campanha rumo à Câmara Alta.

O evento ocorreu na manhã deste sábado (25), em Vitória, com a presença do governador Ricardo Ferraço (MDB) e chancelou a candidatura do ex-governador e também das chapas estadual e federal do partido.

Já no final do discurso, o ex-governador passou a abordar os temas que devem nortear a campanha e o mandato de senador, caso seja eleito.

“Nossa representação em Brasília vai ser para colocar o Estado sempre num lugar de destaque, no cenário nacional e trabalhar muito para que o Espírito Santo seja uma referência no cenário nacional. O Espírito Santo achou o seu caminho e o Brasil também pode achar o seu caminho”, disse Casagrande.

Durante o discurso na convenção – e também na coletiva de imprensa, após o evento – Casagrande apresentou três temas: dar protagonismo ao Espírito Santo, mais transparência às emendas parlamentares e defender uma reforma no Judiciário – proposta que, em Brasília, é como mexer em casa de vespeiro.

O ex-governador disse que o Espírito Santo está acima do debate ideológico e que não teria feito as entregas que fez – e nesse momento citou algumas marcas de sua gestão na Segurança Pública e na Educação – se ficasse “brigando em rede social”.

Emendas parlamentares

Outro ponto abordado por Casagrande foi com relação às emendas parlamentares:

“Vou lutar para que o Congresso Nacional tenha transparência na utilização das emendas parlamentares. O Congresso conquistou muitas vitórias, muito volume de recursos nos últimos anos e é importante que tenha total transparência na utilização desses recursos”.

“Você ter uma emenda impositiva de um valor que não atrapalha a execução orçamentária é uma coisa, agora ter 70, 80, 100 milhões de reais de emenda impositiva para cada parlamentar, isso, de fato, interfere nas definições estratégicas do orçamento”, disse Casagrande, avaliando, à época, que manteria a coerência, caso fosse eleito senador.

Mandato para ministros

Foi o terceiro ponto, porém, que chamou mais atenção no discurso de Casagrande:

“Vou trabalhar e debater sobre a Reforma do Judiciário. É importante estabelecermos regras de funcionamento do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça. Regras claras. E é hora da gente aprofundar um debate de reforma do Poder Judiciário”.

Questionado, pelos jornalistas, o que seria essa reforma, Casagrande detalhou:

“Temos que aprofundar o debate sobre o que pode ser decidido monocraticamente por um ministro, quais os assuntos que o ministro pode decidir sozinho, quais os assuntos que tem que levar para o pleno do Supremo Tribunal Federal. Sobre a vida pessoal, se ele pode usar jato de empresários, se pode cobrar por palestras, se pode ter mandato ou não”, explicou Casagrande.

Leia Também:  No próximo dia 25 o Podemos oficializa o nome de Lucas Scaramussa à Prefeitura de Linhares

Perguntado se defendia um tempo determinado para o mandato de ministros da Suprema Corte, Casagrande disse achar que “10 anos é um tempo bom para a função de ministro do Supremo Tribunal Federal”.

“São indicações políticas do presidente da República, então debater um mandato para um ministro do Supremo também pode ser um caminho que dê ao Senado, que dê ao Poder Judiciário um vínculo maior com a sociedade brasileira”.

A menção ao STF parece estar longe de ter sido casual. Dias atrás, Ricardo Ferraço, num evento armamentista e ao lado de lideranças da direita conservadora, chegou a dizer que já tinha passado da hora de “botar limites no Supremo Tribunal Federal”.

Embora a declaração do governador tenha sido muito mais ácida e contundente, as manifestações parecem fazer parte da estratégia do grupo para atrair o eleitorado bolsonarista.

“Meu candidato à Presidência é o Lula”

Logo no início da convenção, o presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, anunciou que nacionalmente, a legenda apresentaria o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para novamente compor a chapa do presidente Lula à reeleição.

Durante a coletiva, Casagrande foi questionado se abraçaria a campanha de Lula no Estado. “Nós temos na nossa coligação diversos partidos que não têm aliança nem com Lula e nem com Flávio. Então, meu partido coordenará sim um trabalho de fortalecimento do presidente Lula”.

Perguntado, especificamente, se o seu candidato à Presidência seria o presidente Lula, Casagrande confirmou:

“Meu candidato à Presidência é o Lula, porque o meu partido está com ele”.

O ex-governador disse, porém, que ele e Ricardo não vão priorizar a eleição presidencial. Na última segunda-feira, durante convenção do Podemos, Ricardo já tinha dito que não cabe ao governador fazer oposição ao presidente da República e repetiu hoje.

“Nós temos que respeitar. Por isso que minha postura é sempre muito equilibrada com relação à política nacional, porque o MDB, do Ricardo Ferraço, vai liberar, não vai ter um candidato à Presidência. Então, o nosso trabalho, no nosso movimento eleitoral, meu e do Ricardo, não vai priorizar a eleição presidencial”.

Rose tratou de marcar território

A ex-senadora Rose de Freitas (MDB) esteve na convenção e defendeu o projeto liderado por Casagrande e Ricardo, enfatizando também a participação feminina na disputa, incluindo seu próprio nome na segunda cadeira ao Senado.

“Não estamos divididos, estamos unidos. As mulheres estão unidas, estão na luta. Nada de discriminar mulher e achar que já deu o que tinha que dar. Eu não quero saber de perder novamente a esperança do Senado Federal, que está vazio, está abandonado e não escreve a palavra do Espírito Santo em nenhuma pauta do Orçamento federal. Portanto vou dizer: esse é o meu caminho”.

A convenção do MDB está marcada para o dia 5 de agosto e até lá a legenda irá definir se Rose ficará com a segunda vaga.

Leia Também:  PF indicia ex-candidato a vereador em Vitória por falsidade ideológica

Casagrande disse, porém, que há um bom entendimento no grupo político para que Rose concorra.

Ausências notadas

Embora os partidos aliados tenham enviado representantes, algumas ausências foram notadas, como o presidente do PP e da federação União Progressista, deputado federal Josias da Vitória; o presidente da Assembleia e presidente do União Brasil, Marcelo Santos; e o presidente do Podemos, deputado federal Gilson Daniel – que lideram os maiores partidos da aliança com Ricardo e Casagrande.

Indireta endereçada

Ao discursar, os prefeitos da Serra, Weverson Meireles (PDT), e de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), trataram de mandar algumas indiretas endereçadas ao principal adversário de Ricardo Ferraço nas eleições: o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Não citaram nomes, mas nem precisava. Fizeram referência a uma expressão que Pazolini tem usado como lema “mãos limpas”.

“Não vamos deixar esse Estado nas mãos de quem não entende nada de gestão”, disse Weverson. Euclério, que falou logo em seguida, fez coro: “Não podemos permitir que o Espírito Santo caia em mãos erradas. Serão 78 municípios indo de ladeira abaixo”.

A política, muitas vezes por conveniência crítica adversários colocando defeito que não os tem. Pazolini é considerado pela maioria dos moradores de Vitória como o melhor prefeito, junto com Luiz Paulo Veloso Lucas.

Jingle do ‘carbonara’

O evento também apresentou o jingle que será usado na campanha de Casagrande. O refrão, que foi tocado à exaustão, dizia: “Tá pensando que acabou? Acabou nada”.

Como o evento se estendeu até a hora do almoço, em determinado momento alguns já estavam trocando o último verso por “carbonara” – uma receita tradicional de macarrão.

Tá pensando que acabou? Acabou nada, seguem os candidatos:

O PSB falou um a um, o nome de 12 candidatos à Câmara Federal e de 32 candidatos a deputado estadual. O número ainda será reduzido a 11 e 31, até a data de registro na Justiça Eleitoral. Mas, por ora, são esses que formam a chapa federal do partido:

  • Felipe Rigoni
  • Jadir Pela
  • Freitas
  • Rafael Pacheco
  • Tyago Hoffmann
  • Victor Linhalis
  • Vitor de Ângelo
  • Crislayne Zeferino
  • Dilcéa Marvilha
  • Lorena Vasques
  • Emanuela Pedroso
  • Sandra Gomes

Os candidatos apresentados para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa são:

  • Thiago Rodrigues
  • Victor Coelho
  • Luciano do PSB
  • Paulo Foletto
  • Professor Rurdiney
  • Tiago Jr.
  • Júlio Mosquito
  • Professor Nicholas Trancho
  • Pablo Lira
  • Jocelino Tupinikim
  • Júlio César Ty’oyá
  • Júlio Andreão
  • Dary Pagung
  • Toquinho
  • Itamar Filho
  • Bruno Lamas
  • Martins da Farmácia
  • Aloísio Varejão
  • Anderson Pedreiro
  • Professor Antônio
  • Marcha Águia
  • Karla Regina
  • Joana Ribeiro
  • Enfermeira Lívia Laranja
  • Liviane Pimenta
  • Graciele Sonegheti
  • Jacqueline Moraes
  • Janete de Sá
  • Eliane Turini
  • Flávia Cysne
  • Geiza da Saúde

————————————————————–

  • Da Redação / Com informações ES Hoje
  • Foto destaque: Reprodução / ESH

 

Propaganda

Política / Eleições

Marcos do Val, após ser excluído de sabatinas da Rede Gazeta, aciona a Justiça Eleitoral

Publicados

em

O senador Marcos Do Val (Avante-ES), candidato à reeleição ao Senado Federal, ingressou nesta segunda-feira (14) com representação e pedido de tutela de urgência no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo contra a Rede Gazeta (TV Gazeta e Rádio CBN Vitória), após ser excluído da rodada de entrevistas com candidatos ao Senado que a emissora promove entre os dias 14 e 18 de setembro.

Segundo a campanha, a Rede Gazeta havia comunicado previamente aos candidatos, em reunião realizada em 20 de agosto, que participariam das sabatinas aqueles que atingissem 5% ou mais na última pesquisa estimulada de intenção de voto do instituto Quaest, contratada pela própria emissora. Marcos Do Val cumpriu esse critério: na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto, o senador obteve exatamente 5% no cenário estimulado para a primeira vaga ao Senado.

Apesar disso, a emissora o excluiu da lista de sabatinados alegando que ele não teria atingido o percentual — usando, para isso, um recorte “consolidado” da pesquisa, não divulgado nem explicado aos candidatos como critério de corte, e conhecido apenas depois de apurado o resultado. Trata-se, segundo a campanha, de parâmetro que não constava das regras originalmente apresentadas e que teria sido aplicado para produzir a exclusão do senador.

Leia Também:  Isamara quer defender as pautas da região Norte, principalmente de São Mateus

Na representação protocolada no TRE-ES, a defesa do senador pede a inclusão imediata de Marcos Do Val na rodada de entrevistas ou, subsidiariamente, a realização de sabatina em condições equivalentes às oferecidas aos demais candidatos, antes do dia 4 de outubro, data da eleição.

“A Rede Gazeta criou uma regra, eu cumpri a regra, e ainda assim fui excluído por um critério inventado depois que o resultado já era conhecido. Isso não é jornalismo imparcial, é seleção arbitrária de quem pode ou não falar com o eleitor capixaba”, afirma o senador.

Marcos Do Val reforça que não se opõe à existência de um critério objetivo de corte para as sabatinas — pelo contrário, defende que esse critério exista e seja aplicado de forma igual a todos. O que contesta é o uso de uma pesquisa realizada num momento ainda inicial da campanha, antes de os candidatos terem tido oportunidade plena de se apresentar ao eleitor e expor suas propostas, como parâmetro definitivo e insuscetível de revisão — sobretudo quando aplicado de forma seletiva, prejudicando apenas um dos candidatos que o atingiu.

Leia Também:  Pazolini oficializa candidatura a reeleição, mas vice só em 15 de agosto

Para o senador, o episódio expõe um padrão mais amplo: candidaturas como a sua, que historicamente fazem oposição frontal ao sistema político, ideológico e econômico que governa o país há décadas, enfrentam resistência crescente de parte da grande mídia em 2026 — resistência que, no entender do senador, se manifesta também na forma como esses veículos moldam o acesso dos candidatos a seu público. Marcos Do Val lembra ainda que sua exclusão priva do contato direto com a cobertura da Rede Gazeta não apenas um candidato, mas um senador eleito e em pleno exercício do mandato.

A campanha espera pronta resposta da Justiça Eleitoral e reafirma confiança de que a decisão da emissora será revista, assegurando a Marcos Do Val o mesmo espaço concedido aos demais candidatos que atingiram o critério anunciado.

______________

Sobre Marcos do Val:
Marcos Ribeiro do Val é senador da República pelo Espírito Santo, eleito em 2018, e candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026.

———————————————————–

  • Matéria veiculada na mídia capixaba
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais

 

Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA