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Caso de Justiça

Médico é condenado a 8 anos de prisão por estuprar paciente em Vila Velha

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Justiça

O caso ocorreu em abril de 2022, quando a vítima foi ao Hospital Municipal de Cobilândia. O nome do ginecologista não foi divulgado

Vila Velha / ES

Um médico ginecologista acusado de violentar sexualmente uma paciente em um hospital de Vila Velha foi condenado pela Justiça a oito de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A decisão foi divulgada pela 3ª Vara Criminal do município nesta segunda-feira (14). O nome do profissional não foi divulgado. 

O caso ocorreu em abril de 2022, quando a vítima foi ao Hospital Municipal de Cobilândia, após sentir dores no colo do útero e perceber um corrimento. Antes, ela havia passado por um processo de curetagem, por conta de um aborto espontâneo. 

A vítima foi encaminhada ao ginecologista e relatou o motivo de ter procurado o hospital e foi submetida a um exame de toque. 

Naquele momento, o acusado fez perguntas íntimas e de cunho sexual à mulher, que relatou ter ficado constrangida. 

A mulher teria se levantado da maca e ido até o banheiro do consultório para se vestir. Nesse momento, o médico a teria seguido e violentado sexualmente dentro do cômodo. 

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A vítima relatou ter ficado assustada e coagida. O acusado teria dito ainda que o caso não “daria em nada”, uma vez que ele tinha anos de profissão. 

Após pegar a receita, ela saiu do consultório e ligou para o namorado chorando para relatar o crime. Logo depois, informou a polícia.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e aceita pela Justiça. Com o resultado do julgamento, o médico cumprirá a pena de 8 anos em regime fechado, por se tratar de um crime hediondo. O caso cabe recurso.

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* Fonte: Folha Vitória

* Foto / Ilustração: Reprodução / Rede Social

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Justiça

Mendonça autoriza PF a abrir inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha no governo

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Ministro do STF havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula (leia mais no fim do texto).

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

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O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo “Careca do INSS” para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao “Careca do INSS”. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Como revelou o Estadão, a PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

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O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”. “Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou.

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  • Matéria reproduzida do Estadão
  • Foto destaque: Crédito – Gustavo Moreno / STF
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