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Susto em Washington

EUA investigam se autoridades do governo eram alvos de ataque

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INTERNACIONAL

Segundo procurador-geral interino, Todd Blanche, ainda não está claro se o presidente Donald Trump era um alvo específico do suspeito. “Acreditamos que o alvo eram funcionários do governo”, afirmou

Washington DC| Estados Unidos

Forças de Segurança norte-americanas investigam o ataque a tiros ocorrido durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca como uma possível ação direcionada a funcionários do governo. De acordo com o procurador-geral interino, Todd Blanche, as investigações ainda estão em estágio inicial.

Veja fotos do momento de ataque a tiros contra Trump em Washington | CNN  Brasil

Segundo Blanche, ainda não está claro se o presidente Donald Trump era um alvo específico do suspeito. “Acreditamos que o alvo eram funcionários do governo”, afirmou em entrevista ao programa Meet the Press, ressaltando que novas evidências seguem sendo analisadas.

O suspeito, segundo a emissora, foi identificado como Cole Tomas Allen, de 34 anos, natural de Torrance, na Califórnia. Conforme as autoridades, ele adquiriu legalmente as armas utilizadas — uma espingarda, uma pistola e várias facas — e não tem colaborado com os investigadores até o As autoridades ainda informaram que Allen viajou de trem de Los Angeles para Chicago e, posteriormente, para Washington, onde se hospedou no hotel do evento poucos dias antes do ataque.

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Documentos policiais indicam que as armas foram compradas ao longo dos últimos dois anos.

Durante a entrevista, Blanche evitou fornecer detalhes sobre escritos atribuídos ao suspeito, alegando que a investigação tem apenas cerca de 12 horas e ainda está em fase preliminar. Ele também afirmou que, até o momento, não há indícios de participação de outros envolvidos.

Veja imagens da tentativa de invasão em evento com Trump

Autor do atentado

Apesar da gravidade do episódio, o procurador-geral interino destacou que o sistema de segurança funcionou. Segundo ele, o suspeito conseguiu ultrapassar o perímetro apenas por alguns metros antes de ser contido. “O presidente estava seguro. Todos estávamos seguros”, disse.

Questionado sobre a segurança de reunir o presidente, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades no mesmo local, Blanche foi enfático: “Claro que é seguro. Não vamos parar de viver”.

De acordo com a NBC News, a expectativa é de que o suspeito seja formalmente acusado em tribunal federal ainda nesta segunda-feira (27/4). Entre as possíveis acusações estão agressão contra agente federal e tentativa de homicídio com uso de arma de fogo. Outras acusações podem ser adicionadas conforme o avanço das investigações e a análise das motivações do crime.

Trump é retirado às pressas de jantar após atirador abrir fogo contra  segurança; o que se sabe até agora - BBC News Brasil

Trump é retirado às pressas de jantar após atirador abrir fogo contra segurança | Foto: AFP

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  • Informações de agências internacionais
  • Foto Destaque: Crédito – AFP

 

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Chanceler iraniano culpa os EUA por colapso das negociações no Paquistão: ‘Exigências excessivas’

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Abbas Araghchi viajou à Rússia para encontro com Vladimir Putin enquanto o Irã mantém pressão sobre o Estreito de Ormuz e tensão regional persiste

Por AFP* / São Petersburgo | Rússia

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, desembarcou nesta segunda-feira em São Petersburgo para uma reunião com o presidente da RússiaVladimir Putin, em um momento de forte tensão diplomática no Oriente Médio. O encontro ocorre após Teerã responsabilizar os Estados Unidos pelo fracasso da última rodada de negociações, realizada entre Omã e o Paquistão.

A quase três semanas do cessar-fogo firmado após 40 dias de combates entre Irã e Israel, aliado estratégico de Washington, Moscou segue como um dos principais fiadores internacionais da república islâmica. O movimento reforça o eixo de apoio ao governo iraniano em meio ao impasse sobre segurança marítima, sanções e o programa nuclear.

Ao comentar o colapso das conversas, Araghchi afirmou que “a postura dos Estados Unidos fez com que a rodada anterior de negociações, apesar dos avanços, não conseguisse alcançar seus objetivos”. Segundo ele, a delegação americana apresentou “exigências excessivas”.

O chanceler iraniano também elevou o tom sobre a crise no Golfo ao afirmar que “a passagem segura pelo Estreito de Ormuz é uma questão global importante”. O Irã mantém fechado o estreito — rota estratégica para o comércio global de petróleo — e promete sustentar a medida enquanto perdurar o bloqueio americano aos portos iranianos.

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Frente diplomática

Antes de viajar à Rússia, Araghchi esteve em Omã e em Islamabad, capital do Paquistão, onde estavam previstas conversas com representantes dos Estados Unidos. Ele também falou por telefone com o chanceler da Turquia, Hakan Fidan, ampliando a articulação regional em busca de uma saída diplomática.

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou o envio de seus emissários Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, afirmando que “isso terminará em breve e sairemos muito vitoriosos”. Apesar disso, a agência iraniana Fars informou que Teerã enviou “mensagens escritas” aos americanos por meio do Paquistão para delimitar suas linhas vermelhas, incluindo a questão nuclear e a situação no Estreito de Ormuz.

O portal americano Axios informou no domingo, citando uma fonte oficial dos Estados Unidos, que o Irã apresentou uma nova proposta para reabrir Ormuz e encerrar a guerra, deixando as negociações nucleares para uma etapa posterior. A agência estatal iraniana IRNA mencionou a reportagem sem contestá-la, sinalizando que canais de diálogo seguem abertos, ainda que de forma indireta.

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Enquanto isso, a trégua envolvendo o Irã resiste, mas seus efeitos continuam a pressionar a economia global, sobretudo pelo impacto sobre cadeias de abastecimento e mercados de energia.

Israel e Hezbollah trocam acusações no Líbano

Em outra frente de instabilidade, Israel e o Hezbollah voltaram a se acusar mutuamente de violar a frágil trégua no Líbano. Ataques israelenses contra o sul libanês deixaram 14 mortos no domingo, incluindo duas crianças, segundo autoridades locais. O Exército israelense informou, por sua vez, a morte de um soldado e ferimentos em outros seis militares.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu Exército combate “vigorosamente” a milícia xiita e defendeu o direito de Israel de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”. “Isso significa liberdade de ação não apenas em resposta a ataques (…) mas também diante de ameaças imediatas e até mesmo ameaças emergentes”, sustentou Netanyahu.

Do outro lado, o Hezbollah acusou Israel de manter uma “contínua ocupação” do território libanês e afirmou que responderá às violações. O confronto ameaça desestabilizar ainda mais uma região onde o cessar-fogo permanece frágil, as negociações travam e o risco de escalada militar continua no horizonte.

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  • Informações de O Globo e agência AFP
  • Foto destaque: Crédito – AFP
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