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EUA expulsam delegado brasileiro envolvido na detenção de Ramagem

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INTERNACIONAL

Por Raquel Derevecki*

Um delegado brasileiro que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em solo americano terá que deixar os Estados Unidos por supostamente manipular o sistema de imigração do país. De acordo com o governo de Donald Trump, o brasileiro teria tentado “contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas” ao território dos EUA. O delegado esteve envolvido na detenção do ex-deputado federal brasileiro Alexandre Ramagem (PL-RJ).

A medida foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano, e a Embaixada dos EUA no Brasil publicou nota no fim da tarde desta segunda-feira (20) informando sobre a decisão.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”, informou a Embaixada americana no Brasil pela rede social X. “Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”, continuou.

O funcionário expulso é o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ICE em solo americano. A emissora informa que confirmou a identificação com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Outros veículos de imprensa também identificaram o delegado com auxílio de autoridades. Segundo eles, o Itamaraty disse que não comentaria o caso, e a PF informou não ter sido comunicada da expulsão.

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Ramagem foi detido pelo ICE, na Flórida, semana passada

O ex-deputado federal Ramagem passou dois dias em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) nos Estados Unidos. Ele foi detido na última segunda-feira (13) em Orlando, na Flórida, após abordagem por suposta infração de trânsito. Com a checagem da documentação, teria sido verificada a invalidade de seu passaporte diplomático, que foi anulado pela Câmara em dezembro de 2025, logo após cassação de seu mandato.

No entanto, o ex-parlamentar foi liberado dois dias depois e agradeceu, por meio de suas redes sociais, a aliados e membros da “alta cúpula da administração Trump”, que teriam auxiliado no esclarecimento de sua situação perante os órgãos de imigração.

Ramagem também contestou a versão da PF e chamou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, de “vergonha”. Ele negou que a abordagem policial tenha sido motivada por uma infração de trânsito — versão anteriormente divulgada por aliados —, sustentando que o procedimento teria sido estritamente migratório.

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O ex-parlamentar declarou ter entrado nos Estados Unidos em setembro de 2025 de forma regular, com visto e passaporte válidos, e afirmou que aguarda a análise do pedido de asilo político.

Quem é Alexandre Ramagem?

Ramagem é ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e foi condenado à pena de 16 anos pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do suposto plano de golpe de Estado. Antes do encerramento da ação (trânsito em julgado), ele deixou o país pela fronteira entre Roraima e a Guiana.

Desde setembro de 2025, o ex-deputado é considerado oficialmente um foragido da justiça brasileira, o que motivou a inclusão de seu nome na lista da Interpol e um pedido de extradição.

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  • Gazeta do Povo – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Internet
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INTERNACIONAL

Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte; entenda o motivo

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Sarah Khalifa nega as acusações e pretende recorrer; autoridades dizem ter apreendido mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas

Sarah Khalifaapresentadora egípicia de 39 anos, e outras 11 pessoas foram condenadas a morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito, por envolvimento na fabricação e no tráfico de drogas sintéticas. A decisão foi divulgada neste sábado, 5, pela imprensa estatal egípcia.

Conhecida pelo programa de televisão Missão Impossível, sobre segurança e criminalidade, Khalifa foi condenada por formação de uma organização criminosa especializada na aquisição de materiais usados na fabricação de drogas para posterior comercialização. Ela também foi acusada de posse e porte de armas de fogo e munições sem licença.

Segundo o jornal estatal Al-Ahram, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas utilizadas na produção de entorpecentes.

Dois apartamentos que funcionariam como laboratórios também foram encontrados, além de armas e munições sem licença.

De acordo com o Akhbar el-Yom, os materiais usados na fabricação das drogas eram importados do exterior.

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A sentença foi emitida após o tribunal consultar o Grande Mufti do Egito, autoridade responsável por emitir pareceres religiosos em casos de pena de morte. A consulta é exigida pela legislação egípcia antes da confirmação de sentenças capitais.

Khalifa nega as acusações e pode recorrer da decisão. Segundo a imprensa local, seu advogado já anunciou que pretende apresentar uma apelação.

Durante um depoimento ao tribunal, em setembro de 2025, a apresentadora afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com entorpecentes dentro das instalações das autoridades de combate ao narcotráfico.

A acusação teria se baseado em 20 depoimentos de testemunhas e em provas eletrônicas, incluindo conversas gravadas e vídeos.

Além das condenações relacionadas ao tráfico de drogas, Khalifa e outros envolvidos receberam cinco anos de prisão em um processo separado, que trata do sequestro e da agressão de um jovem.

O tribunal absolveu sete dos acusados e condenou outros nove à prisão perpétua, segundo a BBC.

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  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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