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Insegurança

Clima tenso no Norte capixaba devido a ações criminosas de grupos de invasores de terra

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Invasões de áreas, intimidações e destruições são ingredientes que recheiam as ações de grupos que atuam no Norte capixaba. Os mais prejudicados são as comunidades que pacificamente vivem na região e a empresa de celulose, Suzano, constantemente alvo das ações de vândalos que entram em suas áreas e se instalam, constroem casas, assentam pessoas, numa clara violação de propriedade.

Meses atrás um grupo, tendo à frente um líder vindo supostamente de Linhares, se apossou de uma área da Suzano, no município de Conceição da Barra, derrubou eucaliptos, ofereceu lotes a preços módicos, permitiu a construção de casas, mais parecendo o “Antônio Conselheiro de Canudos”, porém dos tempos modernos. Destacando, evidentemente, o viés religioso e não a invasão de terras, coisa não relevante no contexto histórico de Canudos. E nessa invasão, o cunho religioso foi um dos componentes para motivar famílias, iludirem-nas como se os atos de lideranças dessas ocupações fossem legais. Pura transgressão da lei, característica e tipificação de crime.

Houve, neste caso, ação policial e casas e outras construções foram derrubadas, seus líderes acionados judicialmente e a área desocupada e reintegrada ao proprietário de direito, a empresa Suzano.

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Outras ações, no Sul da Bahia aconteceram. Bloqueio das atividades de transportes de eucaliptos para a fábrica, intimidação a funcionários que trabalhavam nas áreas de corte e até atentado com tiros que alvejaram as viaturas que, com vigilantes, faziam a segurança das áreas. Naquela ocasião, os criminosos retiravam, de maneira clandestina, madeira da área da empresa de celulose.

Recentemente, mais uma ação de vandalismo foi praticada em uma área da comunidade quilombola, em Conceição da Barra. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, intimidaram os moradores e até destruíram um mini-museu, com objetos da história daquela comunidade. Só pouparam uma imagem de Preto Velho…

Nessa última investida, funcionários de uma empresa de segurança que presta serviços para a Suzano foi ao local em que estavam invadindo a área da referida empresa de celulose para tomar conhecimento do episódio. Foram recebidos pelos líderes e um deles tentou atear fogo ao veículo em que estavam os seguranças, o que não aconteceu porque eles deixaram o local para não serem mortos. Um desses líderes da invasão, preso pela Polícia Militar reiterou em seu depoimento, que faria tudo de novo e só não fez porque os seguranças evadiram-se do local.

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A reportagem tentou entrar em contato com lideranças da região do Linharinho, mas não obteve respostas. Ouviu outras fontes que também conhecem a problemática das questões daquela região que confirmaram que existiu invasões e ocupação irregular de áreas.

A situação na região Norte do estado continua tensa e, a impressão que se tem é que as autoridades constituídas ainda não atentaram para a gravidade dessas ações e investidas contra o patrimônio da empresa, que tem contribuído com o desenvolvimento da região e do Estado. Vêm acontecendo ações de intimidação às comunidades que desejam a convivência pacífica com a empresa, que tem sido parceira em muitas atividades sócio educativa no município de Conceição da Barra, como em São Mateus.

 

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Morre Glória Menezes, atriz pioneira com mais de 60 anos de carreira

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A artista faleceu aos 91 anos no Rio de Janeiro

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, de causas naturais. A assessoria de imprensa da artista confirmou a informação ao EXTRA. A artista foi protagonista de dezenas de novelas desde os primórdios da televisão no Brasil. Glória marcou época e era adorada pelo público e pela crítica, seja por seus papéis no teatro, televisão ou cinema. Só na Globo, ela atuou em mais de 40 telenovelas.

Glória Menezes nasceu no dia 19 de outubro de 1934, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Seu nome de registro era Nilcedes Soares de Magalhães, uma junção das letras de Nilo e Mercedes, seus pais.

“Eu tive que trocar. Resolvemos botar Glória, porque Glória é Glória em qualquer idioma. E Menezes, por causa das minhas raízes portuguesas e porque completa treze letras. Dá sorte”, conta.

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos | CNN Brasil

A atriz fez a carreira em São Paulo, cidade para onde se mudou com a família aos 6 anos. Ao concluir seus estudos, a menina apaixonada por teatro ingressou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP). Lá, montou um grupo de teatro amador chamado Jovens Independentes, que tomou todo o seu tempo. Então, largou a faculdade e, logo em seu primeiro espetáculo, em 1959, ganhou o prêmio de Atriz Revelação num festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Depois disso, sua ascensão ao estrelato foi meteórica.

No mesmo ano, estreou na TV, na novela “Um Lugar ao Sol” (1959), com a qual também foi premiada. Logo depois, Antunes a convidou para encenar a peça “Feiticeiras de Salém”, um marco em sua carreira. Além do espetáculo ter lhe rendido outro prêmio de Atriz Revelação, foi nos bastidores dele em que Glória conheceu seu parceiro para toda a vida, Tarcísio Meira.

Impressionado com a atuação de Glória no teatro, o cineasta Anselmo Duarte a convidou para trabalhar em “O Pagador de Promessas”, rodado em 1960. O filme estreou em 1962 no Festival de Cannes e ganhou a Palma de Ouro.

Glória Menezes recebe alta após internação com Covid-19 | VEJA

No ano seguinte, a estrela protagonizou, ao lado de Tarcísio Meira, a primeira novela diária da TV brasileira: “25499 Ocupado”, transmitida ao vivo pela Excelsior. Durante a novela, os atores — que já tinham contracenado na radionovela da TV Tupi “Uma Pires Camargo” (1961) — iniciaram um romance e, em seguida, se casaram. Desde então, o casal se tornou um ícone da televisão nacional. Ainda com Tarcísio, nesse período, estrelou na mesma emissora novelas como “A Deusa Vencida” (1965) e “Almas de Pedra” (1966), de Ivani Ribeiro.

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O casal foi para a Globo em 1967, para protagonizar “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair, e estrearam em grande estilo. Em seguida, a atriz esteve em “Passos dos Ventos” (1968), fazendo par romântico com o ator Carlos Alberto, enquanto Tarcísio atuava em “A Gata de Vison” (1968), ao lado de Yoná Magalhães. O espectador exigiu, e Glória voltou a atuar ao lado de Tarcísio em “Rosa Rebelde” (1969), também de Janete Clair.

Em 1970, o casal fez outra novela da autora, “Irmãos Coragem”, um sucesso até então sem precedentes na TV brasileira. Nela, Glória interpretou uma mulher atormentada por três personalidades distintas: a recatada Lara, a extravagante Diana, e Márcia, a mais equilibrada. O sucesso do casal se repetiu em “O Homem que Deve Morrer” (1971), também de Janete Clair; “Cavalo de Aço” (1973), de Walther Negrão; e em “O Semideus” (1974), outra de Janete.

Em 1975, Glória participou da novela “O Grito” (1975), de Jorge Andrade, em que viveu a angustiada mãe de uma criança com problemas mentais. A parceria com Tarcísio Meira foi retomada dois anos depois, em “Espelho Mágico” (1977), de Lauro César Muniz, um marco em termos de experimentação de dramaturgia para televisão: a dupla interpretava um casal de atores que estava gravando outra novela. Ainda na década de 1970, a atriz participou de três episódios do programa “Caso Especial: O Crime do Silêncio” (1971), “Meu Primeiro Baile” (1972) — primeiro programa integralmente exibido em cores na TV brasileira — e “A Dama das Camélias” (1972), estreia do autor Gilberto Braga na TV Globo.

Juntos, Tarcísio e Glória protagonizaram diversos programas, incluindo um seriado dedicado a eles: “Tarcísio & Glória”, com direção de Daniel Filho, uma trama ficcional que narrava o relacionamento entre um empresário corrupto e uma extraterrestre.

Em 1979, Glória interpretou uma heroína popular que marcou uma virada em sua carreira: a Ana Preta, de “Pai Herói”, novela de Janete Clair. Dona de uma casa de samba, Ana Preta vivia um triângulo amoroso com os personagens de Tony Ramos e Elizabeth Savala.

Em seguida, participou das novelas “Jogo da Vida” (1981) e “Guerra dos Sexos” (1983), de Silvio de Abreu. Na última, mesmo contracenando com o personagem Tarcísio Meira, terminava a novela com o motorista Nando, papel de Mário Gomes.

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Depois de “Tarcísio & Glória”, a atriz trabalhou em uma série de novelas de Silvio de Abreu. Em “Rainha da Sucata” (1990), viveu a socialite falida Laurinha Figueroa, casada com Betinho (Paulo Gracindo). A personagem, uma vilã cômica, foi a primeira a aparecer cometendo suicídio em uma novela.

Glória voltou a trabalhar com Tarcísio em “Torre de Babel” (1998). Na trama de Sílvio de Abreu, ela viveu Marta Toledo, uma dona de casa rica que percebe que seu casamento não vai bem e precisa viver uma nova aventura de amor.

Em “Páginas da Vida” (2006), de Manoel Carlos, e “A Favorita” (2008), de João Emanuel Carneiro, voltou a contracenar com o marido. Na primeira, sua personagem Lalinha emocionou a todos. Mãe de seis filhos com o marido Tide (Tarcísio), ela morre logo nos primeiros capítulos com o desejo de criar uma casa de cultura, o que se torna a principal missão da família. Glória se lembra com prazer da participação.

O último trabalho de Glória nas telinhas foi como a socialite Stelinha, em “Totalmente Demais”, que foi reprisada em 2020. No mesmo ano, ela e o marido apareceram no especial inédito “Os Casais que Amamos”, do Viva. O programa revisitou as novelas que fizeram parte da trajetória dos atores.

Em 2020, os atores se afastaram das telas, quando não tiveram o contrato renovado com a TV Globo, deixando a emissora depois de 53 anos de casa. No ano seguinte, Tarcísio morreu aos 85 anos, vítima de Covid-19. Ele estava internado no hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, em tratamento contra a doença.

Em 2025, Glória foi uma das homenageadas pela série “Tributo”, exibida na Globo e no Globoplay. Com imagens de arquivo e depoimentos de artistas como Tony Ramos, Claudia Raia e Sandra Annenberg, o programa mostrou a trajetória da atriz pioneira e um dos nomes mais marcantes da história da televisão brasileira.

Na última quarta (12), a atriz foi homenageada na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio. Na ocasião, o filho da atriz, Tarcisio Filho, representou a mãe no evento.

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  • Matéria do Extra (RJ) – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / TV Globo
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