Economia
Vitória Stone Fair volta a ser realizada depois de dois anos
Economia
Cerca de 300 expositores e mais de 18 mil visitantes estão previstos para esta edição, que retorna ao calendário de eventos do Espírito Santo com previsão de R$ 1 bilhão em negócios
Considerada a maior feira de rochas ornamentais da América Latina e uma das mais importantes do mundo pela sua diversidade, a Vitória Stone Fair 2023 volta a ser realizada com a expectativa de geração de mais de R$ 1 bilhão em negócios.
Serão 30 mil metros de área de exposição, cerca de 300 marcas expositoras de oito estados brasileiros e quatro países.
Os expositores são, em sua maioria, de pedras (80%), mas há também empresas de máquinas, insumos, equipamentos e serviços. São esperadas 18 mil pessoas de todo o Brasil e de 60 países nos quatro dias de evento, de 7 a 10 de fevereiro.
A feira vai demonstrar a força do setor brasileiro, com a presença de grandes empresas nacionais e internacionais, que apresentarão as novidades e a diversidade das pedras ornamentais, alta tecnologia em equipamentos e novos insumos.
ES é referência na produção de rochas
Maior estado exportador brasileiro, responsável por quase 82% do faturamento do país, o Espírito Santo exportou em 2022, U$ 1,05 bilhão. Referência mundial, o Estado é líder na produção nacional de rochas.
Toda essa potencialidade será exibida na feira, conhecida mundialmente por expor a rica diversidade de granitos clássicos e exóticos brasileiros e estrangeiros, mármores, ardósias e quartzitos e outros materiais. Serão mais de mil variedades de rochas expostas.
Os visitantes poderão também conferir as máquinas de última geração tecnológica utilizadas nas indústrias de extração e também de beneficiamento, uma forma de apresentar novidades às empresas para se tornarem mais competitivas.
Espaços projetados
Uma nova configuração da planta em 360º trará espaços projetados especialmente para facilitar o fechamento de negócios entre as 300 marcas expositoras. São 30 mil metros quadrados divididos em dois pavilhões, interno e externo, segmentados em nicho de mercado.
Os expositores são de todo o Brasil e de países como China, Espanha, Itália e Turquia, além da inclusão de 40 novas empresas, que vão participar pela primeira vez. Com a presença de tantos investidores, toda a economia capixaba será movimentada.
A feira também vai apresentar conteúdos inéditos para os participantes. Uma programação totalmente voltada às inovações, tendências e mercado foi pensada para enriquecer ainda mais a experiência.
Um time de profissionais virá ao Espírito Santo para debater os assuntos mais pertinentes e urgentes para o setor de rochas, como tecnologia, arquitetura, aplicação de materiais, conservação, sustentabilidade.
Alguns nomes de destaque são: Paulo Giafarov, fundador e CEO da DGG Stones, em São Paulo; Samuele Sordi, do escritório italiano Pininfarina, que faz o design de vários carros da Ferrari, e Craig Copeland, integrante da Pelli & Clark, em Nova York.
Ambos virão por meio do Projeto Imagem, uma ação que faz parte do It’s Natural – Brazilian Natural Stone, programa de apoio às exportações brasileiras no mercado internacional desenvolvido pelo Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A ideia é que, além de fechar bons negócios, as pessoas saiam da feira inspiradas em como impulsionar os investimentos no ramo e em como potencializar o uso das rochas em seus projetos.
A Vitoria Stone Fair é uma realização da Milanez & Milaneze, com promoção do Sindirochas e Cetemag e apoio do Centrorochas.
Serviço
Vitoria Stone Fair 2023
Data: de 7 a 10 de fevereiro
Horário: de terça a quinta-feira, das 10h às 18h, e sexta-feira, das 10h às 16h
Credenciamento: no site da Vitória Stone Fair
Obs: evento voltado exclusivamente para profissionais do setor de rochas e da construção, incluindo arquitetos e designers.
- Informações Folha Vitória – Foto: Reprodução
Economia
Emprestar conta bancária ou chave Pix pode dar até 8 anos de prisão
Especialista alerta que receber ou repassar dinheiro de terceiros pode levar a investigação criminal e bloqueio bancário
Por Patrícia Maciel* | Vitória- ES
Emprestar a conta bancária ou a chave Pix para outra pessoa movimentar dinheiro pode levar à prisão, mesmo que o titular não participe diretamente de um golpe. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.397/2026, a chamada “cessão de conta laranja” passou a ser tratada expressamente como crime no Código Penal, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão em casos de fraude eletrônica.

A nova legislação busca atingir pessoas que ajudam a ocultar ou movimentar dinheiro obtido por meio de golpes, fraudes e outros crimes financeiros. Segundo o advogado especialista em Direito Público e Criminal Guilherme Machado, a prática mais comum é quando alguém permite que terceiros usem sua conta bancária, chave Pix ou aplicativo para receber e repassar valores.
“A lei mira justamente quem não aplica o golpe diretamente, mas ajuda na estrutura financeira, recebendo ou repassando valores ilícitos. Porém, a responsabilização exige análise do caso concreto. Não basta apenas aparecer uma transferência; é preciso apurar consciência, contexto e participação”, explicou.
De acordo com o advogado, situações consideradas por muitas pessoas como um simples favor podem gerar investigação. Receber um Pix de desconhecidos e transferir logo em seguida, emprestar a chave Pix para vendas de terceiros ou permitir que outra pessoa utilize o aplicativo bancário são exemplos que podem levantar suspeitas.

Bancos monitoram movimentação
Além da investigação criminal, a movimentação considerada atípica pode resultar em bloqueio de conta, quebra de sigilo bancário e até responsabilização civil para ressarcimento de vítimas. Bancos e autoridades monitoram padrões como saques imediatos, movimentação incompatível com a renda e transferências frequentes entre diferentes pessoas.
“O problema não é o Pix em si, mas a utilização da conta como instrumento para circular dinheiro de golpe, fraude ou outra atividade criminosa. O conselho é simples: não empreste conta, não receba Pix de desconhecido e não movimente dinheiro cuja origem você não consegue justificar”, afirmou Guilherme Machado.
O especialista ressalta que familiares também devem ter cuidado. Embora o compartilhamento de recursos dentro da família não seja crime, há risco quando a conta passa a ser usada para esconder o verdadeiro destinatário do dinheiro ou dificultar o rastreamento das operações.
“O simples compartilhamento familiar não é crime. Mas há risco quando a conta passa a ser usada para esconder o verdadeiro beneficiário, movimentar valores de origem duvidosa ou dificultar rastreamento. O ideal é que cada pessoa use sua própria conta”, disse.
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Segundo o advogado, alegar desconhecimento sobre a origem do dinheiro nem sempre é suficiente para afastar uma investigação. As autoridades avaliam fatores como frequência das transações, valor movimentado, mensagens trocadas e eventual vantagem obtida pela pessoa que cedeu a conta.
- Informações Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Bruno Perez / Agência Brasil
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