Tragédia em Goiás
Secretário de Governo mata os dois filhos e tira a própria vida
BRASIL
O secretário de Governo da cidade de Itumbiara, em Goiás, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou nos filhos após descobrir suposta traição da mulher.
A tragédia aconteceu nesta quarta (11). Ele atirou nos dois herdeiros e em seguida tirou a própria vida. Informações da Polícia Militar à TV Anhanguera. Ele é genro do prefeito do município, Dione Araújo, pai de sua esposa.
![]()
O filho mais velho de 12 anos chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos no hospital. O menino mais novo, de 8 anos, passou por cirurgia e faleceu na manhã de quarta, após ficar internado em estado gravíssimo na UTI, como informou a Secretaria de Comunicação da prefeitura.
O secretário publicou uma carta no Instagram antes do crime bárbaro e detalhou o estado em que se encontrava. Ele disse que a mulher saiu de Itumbiara para São Paulo para encontrar outro homem.
“Difícil começar a escrever…. Mas tudo tem um fim… e hoje chegou o nosso… infelizmente… tentei sempre nesses 15 anos de minha família manter a melhor harmonia e respeito possível… mas hoje chegou a um limite do improvável… minha esposa sai de Itumbiara para SP para encontrar uma pessoa… dia aqui difíceis… nunca imaginava que ela iria fazer isso”, disse o secretário.
“Partimos eu e meus meninos que agora são anjos que infelizmente vieram comigo. Vou estar em algum lugar que não sei onde. Sarah, só queria o respeito e a verdade que você não teve, ainda mais com um desqualificado e malandro que existe em nossa cidade. Perdão a Deus, Jesus Cristo”, declarou o criminoso.
O filho mais velho de 12 anos chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos no hospital. O menino mais novo, de 8 anos, passou por cirurgia e faleceu na manhã de quarta, após ficar internado em estado gravíssimo na UTI, como informou a Secretaria de Comunicação da prefeitura.
Investigação
- Miguel Araújo Machado, de 12 anos de idade, é velado na casa do avô, o prefeito de Itumbiara, Dione Famóveis. Ele foi morto com um tiro na cabeça, disparado pelo próprio pai, que depois tirou a vida.
- A perícia que esteve no apartamento de Thales Machado, que também era secretário municipal, encontrou indícios de que, além dos disparos contra os filhos, ele teria planejado incendiar o imóvel. O forte cheiro de gasolina e dois galões vazios reforçam essa linha inicial de apuração.
Cena do crime
- Vizinhos relataram que, ao entrarem no imóvel no Condomínio Paraíso após ouvirem tiros, perceberam combustível espalhado em vários cômodos. No local, foram encontrados dois recipientes com capacidade aproximada de cinco litros cada, já vazios.
- O corpo de Thales Machado estava em um dos quartos, deitado sobre a cama, com uma arma de fogo posicionada sobre o peito. As duas crianças também estavam sobre a cama, feridas por disparos na região da cabeça.
- A arma apreendida foi uma pistola Glock G25, calibre .380, recolhida para análise pela perícia técnico-científica.
Socorro e desfecho
- Moradores afirmaram que decidiram ir até o apartamento após verem uma publicação feita pelo secretário em rede social, na qual ele indicava intenção de tirar a vida dos filhos e a própria.
- Os dois meninos, de 12 e 8 anos, foram socorridos ainda com vida ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho. O mais novo chegou a ser transferido para o Hospital Estadual São Marcos, mas ambos não resistiram aos ferimentos.
- Equipes do Samu constataram a morte do secretário ainda no local. O apartamento foi isolado até a conclusão dos trabalhos periciais.
——————————————————————————————
- Informações de portais de notícias de Goiás e jornal Goiás 24 horas
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
BRASIL
Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República
Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)
A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.
A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.
“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.
A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.
Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.
“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.
Relatório da Policia Federal
– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF
– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.
– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.
– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.
– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.
– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.
– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.
– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.
A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.
A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.
“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.
——————————————————————-
- Matéria do Metrópoles – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis
-
OPINIÃO12 horas atrásProdutividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
-
Evento Esportivo7 dias atrásMaratona de Vitória reúne mais de 9 mil corredores e movimenta a cidade com esporte e turismo
-
Esportes / Futebol7 dias atrásCom dois gols de Samuel Lino, Flamengo derrota o Botafogo no Brasileirão
-
Política / Eleições6 dias atrásSaiba quem são os candidatos a vice-governador nas eleições 2026 no ES
-
Política Nacional4 dias atrásGilmar procura Lula para cobrar apoio do governo à cúpula da PF em embate entre Moraes e Mendonça
-
Política / Eleições6 dias atrásRenan Santos chama decisão de Toffoli de “absurda” e diz que vai recorrer
-
Brasil / Economia4 dias atrásEuropa veta entrada de carne do Brasil a partir desta quinta-feira
-
Política Nacional4 dias atrásCCJ aprova relatório da PEC pelo fim da escala 6×1