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STF volta a julgar revisão da vida toda do INSS

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Os ministros vão julgar recurso para esclarecer a decisão, que, em março do ano passado, derrubou a tese favorável à revisão dos benefícios

Brasília / DF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (14) o julgamento que trata da revisão da vida toda de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A análise do caso será iniciada às 11h, no plenário virtual da Corte.

Os ministros vão julgar recurso para esclarecer a decisão, que, em março do ano passado, derrubou a tese favorável à revisão dos benefícios.

Na ocasião, o Supremo reviu seu próprio entendimento que autorizou a revisão da vida toda de aposentadorias. Por 7 votos a 4, os ministros decidiram que os aposentados não têm direito de optar pela regra mais favorável para recálculo do benefício.

Na sessão virtual de hoje, os ministros vão julgar um recurso apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), uma das entidades que fazem parte do processo.

A entidade alega que a Corte mudou seu próprio entendimento sobre a questão e pede a exclusão da proibição dos aposentados que entraram com ações revisionais na Justiça até 21 de março de 2024, data na qual o Supremo fixou que a revisão da vida toda não tem validade.

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A mudança de entendimento ocorreu porque os ministros julgaram as duas ações de inconstitucionalidade, e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão.

Ao julgarem constitucionais as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados conforme o cálculo mais benéfico.

A deliberação virtual vai até o dia 21 deste mês.

AGU defende rejeição do recurso

Em parecer enviado ao STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a rejeição do recurso por entender que não há ilegalidade na decisão.

Para o órgão, o recurso busca reverter a decisão da Corte que impede a revisão dos benefícios, medida que não pode ser realizada por meio dos embargos de declaração, tipo de recurso utilizado.

Vale rememorar que os dados contábeis apresentados registram informações prestadas por órgãos técnicos do governo federal, em especial pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e por secretarias especiais dos ministérios da Fazenda e da Previdência Social acerca do expressivo impacto financeiro nos cofres públicos e, ainda, do impacto administrativo-operacional que decorreriam do eventual acolhimento da pretensão da embargante, justificou o órgão.

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Entenda o caso

Em 2022, quando o Supremo estava com outra composição plenária, foi reconhecida a revisão da vida toda e permitido que aposentados que entraram na Justiça pudessem pedir o recálculo do benefício com base em todas as contribuições feitas ao longo da vida.

O STF reconheceu que o beneficiário pode optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida pode aumentar ou não o benefício.

Segundo o entendimento, a regra de transição feita pela Reforma da Previdência de 1999, que excluía as contribuições antecedentes a julho de 1994, quando o Plano Real foi implementado, pode ser afastada caso seja desvantajosa ao segurado.

Os aposentados pediram que as contribuições previdenciárias realizadas antes de julho de 1994 sejam consideradas no cálculo dos benefícios.

Essas contribuições pararam de ser consideradas em decorrência da reforma da previdência de 1999, cujas regras de transição excluíam da conta os pagamentos antes do Plano Real.

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* Informações Agência Brasil

* Foto/Destaque: Estátua do STF / Crédito: Marcello Casal Júnior / Agência Brasil

 

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Lula elogia Moraes, mas diz que quem “comete delito tem que pagar”

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Presidente destacou, ainda, que o ministro Edson Fachin tem a responsabilidade de não permitir que a crise na Corte “atrapalhe o processo eleitoral”. Presidente não avaliou as menagens trocadas do ministro Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quarta-feira (16/9), o julgamento do Supremo Tribunal Federal que decidiria sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por envolvido com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para Lula, a crise no Judiciário “não é uma coisa boa, pois significa que o mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”.

O presidente e candidato à reeleição também elogiou Moraes, afirmando que ele fez um “trabalho extraordinário para garantir a democracia, prendendo o Bolsonaro e os golpistas”. Em seguida, Lula defendeu que quem comete delito tem que pagar” e apurar o caso com “bastante seriedade”.

“Todo mundo que cometeu erro em qualquer área tem que ser julgado. O que defendo é um julgamento justo, com o direito de defesa. Mas a pessoa que cometer delito tem que pagar o preço. Isso vale pra mim, para o Alexandre de Moraes, para o Fachin”, disse Lula em entrevista ao canal do YouTube e podcast Desce a Letra Show.

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O presidente também defendeu reforma no Judiciário, acompanhada de uma reforma na política, descrita por ele como “apodrecida”. “Não tem como mais não discutir isso. A imagem não está boa”, citou.

“A opinião do presidente defender Alexandre de Moraes não poderia ser diferente, até porque existe uma proximidade entre Lula, Moraes, Dino e Zanin”, ouvido de um promotor.

Julgamento no STF

Um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu, na terça-feira (16/9), a análise da Petição (Pet) 16662, referente a relatório produzido pela Polícia Federal, no âmbito do caso Master. A petição tem origem em relatório elaborado pela PF a partir de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que aponta supostos diálogos que teriam relação com o ministro Alexandre de Moraes.

O pedido de vistas, para alguns juristas, apesar de ser legal, foi uma maneira de prorrogar para a frente que será após ás eleições. “No caso do Dino, chamamos isso de chicaneiro”, disse um desses juristas ouvidos pela reportagem.

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Já a Pet 16704 se baseia em relatório de inteligência da PF que sugere irregularidades na condução do caso Master pelo relator, ministro André Mendonça. O ministro Gilmar Mendes sugeriu tramitação conjunta dos casos. O placar no STF ficou 4 x 3 a favor da análise conjunta. Além disso, Gilmar propôs o sorteio de novo relator para as Pets, hoje sob a relatoria do ministro Edson Fachin, presidente da Corte.

O decano da Corte também pediu a identificação e a certificação, nos autos, de todos os magistrados mencionados nas investigações relacionadas ao caso Master que apresentem indícios de recebimento indevido de valores do banco e a abertura de prazo para manifestação do procurador-geral da República e dos juízes citados.

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  • Com informações da mídia nacional.
  • Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / Presidência da República
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