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Preocupação no Planalto

Presidente Lula é operado às pressas em São Paulo após sentir dores de cabeça

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BRASIL

Presidente está estável e sob cuidados na UTI, segundo boletim médico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por uma cirurgia na noite de segunda-feira (9), em São Paulo, após apresentar dores de cabeça. Ele permanece estável e internado no Hospital Sírio-Libanês.

Conforme o primeiro boletim médico divulgado às 3h20 desta terça-feira (10), Lula passou mal ainda em Brasília. O presidente realizou um exame de imagem no Hospital Sírio-Libanês da capital federal após sentir dores de cabeça. A ressonância apontou uma hemorragia intracraniana causada por uma queda sofrida em 19 de outubro.

Após o diagnóstico, o presidente foi transferido para a unidade do hospital em São Paulo, onde foi submetido a uma craniotomia para drenagem do hematoma. O procedimento ocorreu sem complicações e o presidente Lula segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital sendo acompanhado pela equipe médica comandada por dr Roberto Kalil Filho e dra Ana Helena Germoglio. 

Acidente Doméstico de Lula 

Um ferimento é retratado na cabeça do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante a assinatura de um novo acordo para reparar os danos causados ??pela tragédia do rompimento da barragem de Fundão em Mariana, Minas Gerais, em uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em 25 de outubro de 2024

Foto: Evaristo Sá / AFP

Em 19 de outubro o presidente Lula sofreu uma queda em casa e bateu a cabeça. Ele sofreu um ferimento leve na nuca e teve que cancelar viagens de longa distância, mas manteve as demais atividades, despachando por um período no Palácio da Alvorada. 

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Quando voltou às atividades no Palácio do Planalto, fotógrafos flagraram a cicatriz de Lula na nunca. 

Depois do acidente, Lula passou por acompanhamento médico e realizou exames periodicamente para verificar o progresso do estado de saúde. No dia 6 de novembro, o presidente detalhou como foi o acidente e chegou a dizer que achou que tinha rachado o cérebro. “Foi muito forte, saiu muito sangue, eu achei que tinha rachado o cérebro, fui direto para o [Hospital] Sírio Libanês. Achei que era muito mais grave. A batida mexeu com o cérebro, estou fazendo ressonância magnética a cada três dias, agora, vou fazer uma no domingo para ver se estou 100% curado. Os médicos me aconselharam a não viajar em voo prolongado, então suspendi todas as viagens de avião. E também estou tomando alguns remédios de prevenção”.

Na semana passada, Lula esteve no Uruguai, onde condecorou Pepe Mujica e participou da reunião da cúpula do Mercosul para assinar o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.  

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* Informações Correio Braziliense / Colaborou Terra Thais 

* Fotos/Destaque: Dante Fernandez / AFP

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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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