Acidente Aéreo
Avião de pequeno porte cai e deixa piloto e pesquisadora alemã mortos em Campo Grande
Acidente Aéreo
Por Thais Libni e Geisy Games* | Mato Grosso do Sul (MS)
Um avião caiu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. O Corpo de Bombeiros confirmou a queda e as mortes do piloto Henrique Martin e da pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff.

Segundo as primeiras informações da corporação, o avião saiu do aeroporto e tentou pousar em uma pista privada. A aeronave tinha como destino o Pantanal de Mato Grosso do Sul. A suspeita inicial é de que o piloto tenha procurado uma alternativa devido à baixa visibilidade provocada pela neblina que atingiu Campo Grande na manhã desta sexta-feira (3).
As circunstâncias da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O acidente ocorreu por volta das 6h30.
Conforme apurado pelo g1, carros de socorro ficaram atolados na estrada de terra que dava acesso ao local do acidente. A aeronave pertence à empresa Amapil Táxi Aéreo. Em nota, o empreendimento lamentou as mortes e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à investigação. (Leia a nota na íntegra mais abaixo).

Pessoas que trabalham em um hangar da pista privada relataram ter ouvido uma explosão pouco antes da confirmação da queda da aeronave.
O avião caiu em uma área próxima ao condomínio Terras do Golfe. Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, além de uma unidade de resgate e uma viatura de combate a incêndio.
Condições da aeronave

O avião que caiu é um EMB-810D, modelo bimotor a pistão de pequeno porte fabricado pela Neiva em 1983. A aeronave é homologada para transportar até seis passageiros, além do piloto, totalizando sete assentos, e tem peso máximo de decolagem de 2.155 quilos.
Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o modelo é certificado na categoria “Normal”, destinada a operações da aviação geral e executiva, e está configurado para operações previstas no RBAC 135, regulamento que disciplina serviços como o táxi-aéreo e outros tipos de transporte aéreo não regular.
O que disse a empresa?
“A AMAPIL Táxi Aéreo Ltda. confirma, com profundo pesar, o acidente ocorrido na manhã desta sexta-feira, 3 de julho de 2026, envolvendo uma de suas aeronaves, que resultou no falecimento do piloto e de uma passageira. Neste momento de imensa tristeza, a empresa manifesta sua solidariedade e as mais sinceras condolências aos familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, colocando-se à disposição para prestar todo o apoio necessário.

Toda a equipe da AMAPIL está profundamente consternada com o ocorrido. Há mais de 52 anos atuando na aviação civil, a empresa sempre conduziu suas operações com absoluto compromisso com a segurança, a manutenção de suas aeronaves e o rigor técnico exigido pela atividade. Desde os primeiros momentos, a AMAPIL vem colaborando integralmente com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) e com as demais autoridades competentes, fornecendo todas as informações e o suporte necessários para a apuração dos fatos.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelos órgãos responsáveis. Em respeito às famílias das vítimas e à investigação em curso, a empresa não se manifestará sobre aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até a conclusão dos trabalhos oficiais. A AMAPIL reafirma seu compromisso com a transparência, com a segurança operacional e com o respeito às vítimas e seus familiares”.
- Informações G1 – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
Acidente Aéreo
Avião de pequeno porte cai em área de mata na Grande BH
Aeronave teria apresentado princípio de incêndio antes da queda; piloto, único ocupante, foi levado para posto de saúde com lesões leves
Por Quéren Hapuque* | Belo Horizonte (NG)
Um avião de pequeno porte caiu em uma área de mata na zona rural de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (25/8). O piloto, de 29 anos, era o único ocupante da aeronave e foi retirado em segurança por populares após o pouso de emergência.
Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a aeronave, um ultraleve monomotor, teria apresentado uma pane durante um voo intermunicipal para uma possível manutenção. Em seguida, houve uma pequena explosão em algum componente, seguida de um princípio de incêndio. O piloto acionou o paraquedas da própria aeronave e realizou um pouso de emergência em uma área de mata.

Gustavo Couto conseguiu acionar paraquedas da aeronave e chegar ao chão, sem ferimentos; acidente foi nesta terça-feira (25)
Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver a aeronave durante a queda e uma densa fumaça saindo do avião. As imagens mostram a fumaça aumentando enquanto a aeronave perde altitude em direção à área de mata. Segundo as informações iniciais, a fumaça registrada durante a descida estaria relacionada ao acionamento do paraquedas da própria aeronave.
A aeronave decolou do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Bom Despacho. De acordo com a Motiva Aeroportos, que administra o terminal, durante a operação não houve comunicação entre o piloto e a Torre de Controle do Aeroporto da Pampulha relatando emergência, pane ou outra ocorrência.
Após a queda, populares teriam retirado o piloto em segurança. O homem estava consciente e orientado, negou ter sofrido forte impacto contra o solo e não apresentava queixas de dores ou escoriações.
Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) de Juatuba, do SAMU CISURG-OESTE, de Divinópolis, foi acionada e conduziu o o piloto para a UPA de Mateus Leme para avaliação médica.
Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender a ocorrência. Segundo a corporação, os militares estão no local e a situação está controlada.
O piloto, de 29 anos, foi levado pelo helicóptero Arcanjo, do Serviço Aéreo de Saúde (SAS) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) também foi acionado para acompanhar a ocorrência e as providências relacionadas à aeronave.
A aeronave de prefixo PR-VMI, um Cirrus Design SR22, consta como regular no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O avião é de uso particular e tinha o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro também não registra restrições para a aeronave.
O modelo é de 2013 e conta com o CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), sistema de paraquedas que cobre toda a aeronave. O equipamento é instalado de série nos modelos SR da Cirrus e foi acionado durante a queda.
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- Matéria do jornal Estado de Minas – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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