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Acidente Aéreo

Avião de pequeno porte cai em área de mata na Grande BH

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Acidente Aéreo

Aeronave teria apresentado princípio de incêndio antes da queda; piloto, único ocupante, foi levado para posto de saúde com lesões leves

Por Quéren Hapuque* | Belo Horizonte (NG)

Um avião de pequeno porte caiu em uma área de mata na zona rural de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (25/8). O piloto, de 29 anos, era o único ocupante da aeronave e foi retirado em segurança por populares após o pouso de emergência.

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a aeronave, um ultraleve monomotor, teria apresentado uma pane durante um voo intermunicipal para uma possível manutenção. Em seguida, houve uma pequena explosão em algum componente, seguida de um princípio de incêndio. O piloto acionou o paraquedas da própria aeronave e realizou um pouso de emergência em uma área de mata. 

Gustavo Couto conseguiu acionar paraquedas da aeronave e chegar ao chão, sem ferimentos; acidente foi nesta terça-feira (25)

Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver a aeronave durante a queda e uma densa fumaça saindo do avião. As imagens mostram a fumaça aumentando enquanto a aeronave perde altitude em direção à área de mata. Segundo as informações iniciais, a fumaça registrada durante a descida estaria relacionada ao acionamento do paraquedas da própria aeronave.

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A aeronave decolou do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Bom Despacho. De acordo com a Motiva Aeroportos, que administra o terminal, durante a operação não houve comunicação entre o piloto e a Torre de Controle do Aeroporto da Pampulha relatando emergência, pane ou outra ocorrência.

Após a queda, populares teriam retirado o piloto em segurança. O homem estava consciente e orientado, negou ter sofrido forte impacto contra o solo e não apresentava queixas de dores ou escoriações.

Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) de Juatuba, do SAMU CISURG-OESTE, de Divinópolis, foi acionada e conduziu o o piloto para a UPA de Mateus Leme para avaliação médica.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender a ocorrência. Segundo a corporação, os militares estão no local e a situação está controlada.

O piloto, de 29 anos, foi levado pelo helicóptero Arcanjo, do Serviço Aéreo de Saúde (SAS) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) também foi acionado para acompanhar a ocorrência e as providências relacionadas à aeronave.

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A aeronave de prefixo PR-VMI, um Cirrus Design SR22, consta como regular no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O avião é de uso particular e tinha o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro também não registra restrições para a aeronave.

O modelo é de 2013 e conta com o CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), sistema de paraquedas que cobre toda a aeronave. O equipamento é instalado de série nos modelos SR da Cirrus e foi acionado durante a queda.

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  • Matéria do jornal Estado de Minas – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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Acidente Aéreo

Piloto morto em queda de helicóptero é sepultado com louvores e homenagens

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Familiares, amigos e colegas da aviação deram o último adeus ao comandante que morreu em acidente na Vista Chinesa

Por Leonardo Brito* | Rio de Janeiro (RJ)

Sob aplausos, louvores e homenagens emocionadas, familiares e amigos se despediram, nesta segunda-feira (10), do piloto Alessandro Rocha, de 40 anos, uma das vítimas da queda do helicóptero que caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no último sábado (8). O sepultamento aconteceu no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda - Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda – Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

A cerimônia foi marcada por momentos de emoção. Antes do enterro, o filho de Alessandro, o engenheiro Sven Rocha, de 23 anos, fez um pedido aos presentes ao lembrar o jeito alegre do pai.

“Vamos celebrar a vida, pois meu pai era alegre e não queria ver ninguém triste”, disse.

Após a fala, familiares e amigos entoaram louvores em homenagem ao piloto. O caixão foi levado até o local do sepultamento coberto por uma bandeira do Fluminense, clube pelo qual Alessandro era torcedor.

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Conhecido entre colegas pela paixão pela aviação, Alessandro acumulava mais de duas décadas de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Nas redes sociais, costumava compartilhar registros de voos, além de momentos ao lado da esposa e dos três filhos.

A morte do piloto provocou grande comoção no meio aeronáutico. Integrantes da Esquadrilha Céu, grupo de demonstrações aéreas do qual era próximo, prestaram homenagens e destacaram sua trajetória profissional e o amor que tinha pela profissão.

Acidente matou quatro pessoas

O helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu na manhã de sábado em uma área de mata de difícil acesso na Floresta da Tijuca, próximo à Vista Chinesa. Além de Alessandro, morreram três turistas colombianas da mesma família: Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17 anos.

A aeronave realizava um voo panorâmico quando caiu e pegou fogo. O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e equipes especializadas em salvamento em áreas de mata, operações aéreas e combate a incêndios florestais. As chamas foram controladas por volta das 13h.

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A Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), abriu investigação para apurar as causas da tragédia. A Polícia Civil também acompanha o caso e aguarda os laudos periciais.

Segundo a empresa responsável pelo passeio, a aeronave estava com a documentação regular e manutenção em dia. A companhia também destacou a experiência de Alessandro na condução de helicópteros.

O acidente ocorreu justamente no fim de semana em que o piloto celebrava uma nova fase profissional. Amigos relataram que ele estava feliz com o trabalho e animado com os projetos que vinha desenvolvendo na área da aviação. A tragédia interrompeu uma trajetória marcada por mais de 20 anos dedicados aos céus.

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  • Matéria reproduzida de O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Carlos Elias Júnior /Agência O Dia
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