Acidente Aéreo
Empresários mortos em acidente no Litoral gaúcho viajavam para feira em São Paulo
Acidente Aéreo
Reportagem O Sul / Capão da Canoa – RS

Identificadas as quatro vítimas do acidente de Capão da Canoa (RS) / fFoto: Tribuna Ribeirão
Débora Belanda Ortolani e Luiz Ortolani, casal de empresários morto em um acidente aéreo nesta sexta-feira (3), em Capão da Canoa, no Litoral do Rio Grande do Sul era proprietário de uma empresa responsável por promover eventos de vendas do setor de vestuário — entre eles, uma feira que leva o mesmo nome do empreendimento. Um gerente comercial da entidade afirmou que o casal viajaria a São Paulo para um compromisso de negócios. Além do casal, também foram vítimas os pilotos Nélio Maria Batista Pessanha e Renan Saes.
De acordo com o gerente comercial, a aeronave havia saído de Criciúma, em Santa Catarina, para buscar os empresários em Capão da Canoa. De lá, o destino seria o Estado paulista. O acidente ocorreu por volta das 10h40, no bairro Parque Antártica. Débora e Luiz eram moradores do município. A aeronave, um monomotor de prefixo PS-RBK, caiu sobre um restaurante logo após a decolagem.
O casal Ortolani era sócio da Feira do Bordado de Ibitinga, em São Paulo, destino da viagem desta sexta. A Feira do Bordado de Ibitinga é um dos principais eventos do setor têxtil do país, realizada anualmente na cidade paulista conhecida como a “capital nacional do bordado”. O evento é organizado com participação da prefeitura e de entidades do comércio local. Os Ortolani eram sócios e administradores da feira, que também tem edições em Porto Alegre.
Já Renan Saes era sócio da Peluzzi Aviation, que trabalha com compra e venda de aeronaves, além de consultoria no setor. O avião do acidente seria da empresa. Saes fez uma publicação (stories) na sua página do Instagram, pouco antes da hora do acidente – 10h40 – que mostra a vista de um voo, provavelmente o do acidente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião colidiu com um poste próximo ao fim da pista de decolagem e, em seguida, caiu sobre o estabelecimento comercial. O impacto provocou uma explosão, e as chamas também atingiram casas vizinhas.
Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento da queda. De acordo com comunicado do Corpo de Bombeiros, “Conforme informações preliminares, a aeronave estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair”.
No momento do acidente, o restaurante estava fechado e os funcionários não foram atingidos. Moradores de residências próximas também saíram ilesos. O fogo foi controlado pelas equipes de resgate e a área permanece isolada para o trabalho de rescaldo. Equipes da Brigada Militar, Defesa Civil, prefeitura e da concessionária CEEE Equatorial prestam apoio no local.
Henri Bigatti, engenheiro e ex-gerente da ANAC de Aeronavegabilidade Continuada, explicou que acidentes que acontecem logo após a decolagem têm tendência estatística de serem causados por problemas no motor do avião, e que isso deve ser o foco inicial da investigação. O avião, um monomotor, saiu do Aeródromo de Capão da Canoa, onde a pista é pequena, diz o especialista, mas que isso não deveria ser um problema.
“Na decolagem o avião usa muito o motor e qualquer falha pode ser crítica. Era uma aeronave que, nas condições normais, decola nessa pista sem problema algum, por isso é preciso investigar bem o que falhou”, afirmou Bigatti, que acrescenta a hipótese de colisões com aves.
De acordo com informações iniciais, o acidente envolveu uma aeronave monomotor, modelo Piper JetPROP DLX, de prefixo PS-RBK. Um avião “moderno”, segundo Bigatti.
O fornecimento de energia foi suspenso pela concessionária por conta da presença de postes quebrados e fios caídos no entorno do local do acidente.
A Prefeitura de Capão da Canoa declara luto oficial de três dias em decorrência do acidente aéreo registrado na manhã desta sexta-feira, 3 de abril, que vitimou quatro pessoas e comoveu profundamente o município.
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- Portal de Notícias O Sul – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
Acidente Aéreo
Governo da Colômbia lamenta perda de família em queda de helicóptero
Diana Paez, cônsul-geral do país no Rio, informou que está apoiando os parentes das vítimas para que possam ‘superar esse momento‘
Por Rômulo Cunha* | Rio de Janeiro (RJ)
O Governo da Colômbia emitiu uma nota, neste sábado (8), nas redes sociais, lamentando a morte de três colombianas da mesma família, ocorrida na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, Zona Norte do Rio.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado da Colômbia no Rio está em coordenação com as autoridades locais para realizar as diligências cabíveis. Além disso, o órgão também afirmou que entrou em contato com familiares das vítimas para a orientação necessária.
“Estamos em contato permanente com as autoridades, que são as pessoas encarregadas das operações de resgate e atenção às vítimas. Também estamos em contato com os familiares, tanto os que estão no Brasil quanto os que estão na Colômbia. Do consulado, continuamos fazendo o apoio e a orientação necessária, tanto à família quanto às autoridades locais, com objetivo de que possam retornar à Colômbia e superar esse momento”, disse a cônsul-geral do país no Rio, Diana Paez.
O governo colombiano expressou condolências e solidariedade às famílias e aos entes queridos das vítimas. Também ressaltou que continuará prestando a assistência consular necessária.

Viagem de aniversário
As três colombianas eram passageiras da aeronave e estavam no Rio como turistas. As vítimas formavam três gerações da mesma família. As mulheres foram identificadas como Rocio Cubillos, de 59 anos; Wendy Manrique, de 37, filha de Rocio; e Sofia Murillo, 17, filha de Wendy e neta de Rocio.
A família havia vindo ao Brasil para comemorar os 15 anos de Laura Manrique, neta de Rocio e sobrinha de Wendy, que aguardava para embarcar em um segundo voo quando o acidente aconteceu.
As colombianas chegou ao Rio no início da semana e pretendia permanecer no país até a próxima terça-feira (11). Durante a estadia, visitou pontos turísticos da capital fluminense e também passou por Búzios, na Região dos Lagos.
Neste sábado (8), o grupo contratou um passeio panorâmico de helicóptero. Como eram seis passageiros, foi necessária a divisão em dois voos: Rocio, Wendy e Sofia embarcaram no primeiro; no segundo, aguardavam Victor Manrique, filho de Rocio e irmão de Wendy; a mulher Daniela Castañeda; e a filha Laura.
Em publicação realizada nas redes sociais, Victor falou sobre a dor da perda e agradeceu pelo período que as familiares passaram no Brasil. “Minha irmãzinha, minha mãe e minha sobrinha! Vou amá-las para sempre nesta vida e na outra”, declarou.
A queda também vitimou o piloto Alessandro Rocha. Ele deixou três filhos e a mulher.
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Piloto do helicóptero Alessandro Rocha
Investigação
A Força Aérea Brasileira (FAB), através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que os investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), com sede no Rio, foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-MFS.
Durante a Ação Inicial, realizada logo depois do evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.
Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes para a queda, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências.
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Empresa diz que helicóptero que caiu no Rio estava regular / Foto: G1
A investigação está em andamento. Além da FAB, a 19ª DP (Tijuca) também apura o caso.
De acordo com a empresa Voo Rio Panorâmico, responsável pelo helicóptero, a aeronave estava com a manutenção e a documentação em dia. Além disso, a companhia destacou que o piloto possuía as habilitações exigidas para operar a aeronave.
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- Matéria reproduzida de O Dia – Conteúdo / Colaboração Pauta1
- Foto destaque: Divulgação / CBRJ
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