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Tragédia Aérea

Helicóptero cai e capitão bombeiro, militar da FAB e instrutor de voo morrem

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Acidente Aéreo

Aeronave caiu em uma área de mata da região neste sábado, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo Bombeiros, local da queda do helicóptero é de ‘difícil acesso’

Por Roberta de Souza e Filipe Bias*

Três pessoas morreram após a queda de um helicóptero numa região de mata, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, na manhã deste sábado (17). As vítimas foram identificadas como Diego Dantas Lima Moraes, de 36 anos, Sérgio Nunes Miranda, 36 anos, e o capitão bombeiro Lucas Silva Souza. Os três eram pilotos e no momento do acidente Diego Dantas estava dando instruções aos outros dois em voo de familiarização com o modelo do helicóptero. As primeiras informações são de que a manutenção da aeronave estava em dia.

Três pessoas morrem em queda de helicóptero em Guaratiba | G1

Diego Moraes, Lucas Souza e Sergio e Sérgio Miranda / Foto: Reprodução

Segundo a polícia, testemunhas contaram que o helicóptero tinha decolado do Helimar, no Recreio. Depois, ele passou no Clube Céu, em Sepetiba, e houve uma troca de piloto. O instrutor Diego deixou o posto e o capitão bombeiro Lucas Silva Souza assumiu a aeronave. Era ele quem pilotava o helicóptero no momento do acidente.

O mecânico Júlio César Rodrigues, de 32 anos, mora na esquina de uma rua próxima à mata onde o helicóptero caiu.

“Antes do estrondo, a gente ouviu uns gritos. Depois, houve um barulho horrível. Chegou a estremecer as telhas da casa”,relatou.

Ele estava no quintal de casa quando ouviu o barulho da aeronave sobrevoando a residência.

“Ouvi o barulho do helicóptero e, de início, não percebi que havia um problema. Achei apenas que estava voando muito baixo”, contou.

Segundo Rodrigues, antes de cair na mata, a aeronave rodou no ar.

“Achei que estava sob controle e que eles fariam um pouso, porque há um heliponto aqui perto. A gente também não quer acreditar que tem algo errado. Mas, de repente, ele deu uma volta, a traseira inclinou e o helicóptero foi para a frente”, disse.

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Rodrigues foi um dos moradores que acionaram o Corpo de Bombeiros e ajudaram a equipe a localizar o local da queda.

As equipes de resgate seguem no local durante a tarde. Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou a aeronave possui a matrícula PS-GJS. Nos registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), consta que se trata de um helicóptero Robinson R-44 II fabricado em 2010 com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até janeiro do ano que vem.

Imagens revelam últimos instantes de voo de helicóptero antes de queda | G1

Imagens revelam últimos instantes de voo de helicóptero antes de queda | Foto: Reprodução – G1

De acordo com a FAB, investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) foram acionados e se dirigiram até o local onde também trabalham equipes do Corpo de Bombeiros.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informa que a aeronave caiu em uma área de mata fechada, na altura da Avenida Levy Neves esquina com Rua Tasso da Silveira. “O Grupamento de Operações Aéreas (GOA), especialistas do Grupo de Operações Especiais (Goesp) e militares do quartel de Guaratiba estão mobilizados na ocorrência, em uma área de difícil acesso”, finaliza a corporação, que foi acionada por volta das 9h55, depois que pessoas chegaram ao local e avisaram.

A corporação também divulgou comunicado lamentando a morte do capitão Lucas classificado como “dedicado piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA)”.

O texto diz ainda que o bombeiro “ao longo de sua trajetória na Corporação (…) destacou-se pelo profissionalismo, pela ética e pelo compromisso com a missão de salvar vidas” e que “sua competência, seu zelo pela profissão e, principalmente, seu amor por voar vão ecoar para sempre na memória de todos que tiveram a honra de conviver com ele”.

Também em nota, a Polícia Civil informou que a 43ª DP (Guaratiba) investiga o caso e a perícia foi solicitada para o local.

Marcelle Rios e Diego Dantas estavam casados há mais de seis anos

Marcelle Rios e Diego Dantas estavam casados há mais de seis anos

“Cuida de mim aí do céu”, desabafa mulher de piloto morto na queda de helicóptero em Guaratiba

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Marcelle Rios e Diego Dantas Lima Morais tinham seis anos de casados. Além do instrutor de voo, outros dois pilotos morreram no acidente

Jornal O Dia*

A empresária Marcelle Rios, mulher do instrutor de voo Diego Dantas Lima Morais, publicou uma homenagem ao marido, na noite deste sábado (17), em suas redes sociais. O piloto de helicóptero morreu na queda de uma aeronave em Guaratiba, na Zona Oeste, ainda pela manhã.

“Para sempre vou te amar, meu piloto lindo! Cuida de mim aí do céu, que é onde você sempre amou estar”, escreveu Marcelle, que estava casada com Diego há mais de seis anos.

Os corpos das vítimas foram encaminhados para o Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Campo Grande e serão liberados para os familiares neste domingo (18).

Sérgio Nunes, que tinha mais de 30 mil seguidores no Instagram, entrou com 14 anos na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar) e, na FAB, se especializou como piloto de helicóptero. Ele também era coordenador do Projeto Semeando o Amanhã, ONG que atende a crianças e famílias da comunidade do Guarda, em Del Castilho, há 14 anos.

Informações iniciais indicam que a manutenção da aeronave estava em dia e que se tratava de um voo de instrução. A Polícia Civil e a Aeronáutica investigam o caso e ainda não há informações sobre as causas do acidentes.

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  • Reportagens do Jornal Extra e O Dia / Colaboração Pauta 1
  • Foto Destacada: Reprodução / RJ

 

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Acidente Aéreo

Piloto morto em queda de helicóptero é sepultado com louvores e homenagens

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Familiares, amigos e colegas da aviação deram o último adeus ao comandante que morreu em acidente na Vista Chinesa

Por Leonardo Brito* | Rio de Janeiro (RJ)

Sob aplausos, louvores e homenagens emocionadas, familiares e amigos se despediram, nesta segunda-feira (10), do piloto Alessandro Rocha, de 40 anos, uma das vítimas da queda do helicóptero que caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no último sábado (8). O sepultamento aconteceu no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda - Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda – Carlos Elias Junior/ Agência O Dia

A cerimônia foi marcada por momentos de emoção. Antes do enterro, o filho de Alessandro, o engenheiro Sven Rocha, de 23 anos, fez um pedido aos presentes ao lembrar o jeito alegre do pai.

“Vamos celebrar a vida, pois meu pai era alegre e não queria ver ninguém triste”, disse.

Após a fala, familiares e amigos entoaram louvores em homenagem ao piloto. O caixão foi levado até o local do sepultamento coberto por uma bandeira do Fluminense, clube pelo qual Alessandro era torcedor.

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Conhecido entre colegas pela paixão pela aviação, Alessandro acumulava mais de duas décadas de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Nas redes sociais, costumava compartilhar registros de voos, além de momentos ao lado da esposa e dos três filhos.

A morte do piloto provocou grande comoção no meio aeronáutico. Integrantes da Esquadrilha Céu, grupo de demonstrações aéreas do qual era próximo, prestaram homenagens e destacaram sua trajetória profissional e o amor que tinha pela profissão.

Acidente matou quatro pessoas

O helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu na manhã de sábado em uma área de mata de difícil acesso na Floresta da Tijuca, próximo à Vista Chinesa. Além de Alessandro, morreram três turistas colombianas da mesma família: Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17 anos.

A aeronave realizava um voo panorâmico quando caiu e pegou fogo. O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e equipes especializadas em salvamento em áreas de mata, operações aéreas e combate a incêndios florestais. As chamas foram controladas por volta das 13h.

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A Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), abriu investigação para apurar as causas da tragédia. A Polícia Civil também acompanha o caso e aguarda os laudos periciais.

Segundo a empresa responsável pelo passeio, a aeronave estava com a documentação regular e manutenção em dia. A companhia também destacou a experiência de Alessandro na condução de helicópteros.

O acidente ocorreu justamente no fim de semana em que o piloto celebrava uma nova fase profissional. Amigos relataram que ele estava feliz com o trabalho e animado com os projetos que vinha desenvolvendo na área da aviação. A tragédia interrompeu uma trajetória marcada por mais de 20 anos dedicados aos céus.

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  • Matéria reproduzida de O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Carlos Elias Júnior /Agência O Dia
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