Investigação
Delegado é investigado após dizer que policial seria “o maior traficante do ES”
POLÌCIA
Declaração teria sido feita em depoimento ligado à Operação Turquia; chefia da Polícia Civil pediu acesso ao conteúdo e determinou investigação interna
Por Raul Rodrigues* / Vitória – ES
Um delegado passou a ser alvo de apuração interna da Polícia Civil após declarar, em depoimento relacionado à Operação Turquia, que um dos policiais investigados seria “o maior traficante de drogas do Estado”. A informação foi mencionada durante entrevista do delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, que será exibida no programa Fantástico, da TV Globo.
Após tomar conhecimento da declaração atribuída ao delegado, a chefia da Polícia Civil determinou a abertura de uma apuração para esclarecer o caso.
A investigação ocorre no contexto da Operação Turquia, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Espírito Santo (GAECO/MPES), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil.
De acordo com a instituição, foi solicitado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) o acesso integral ao depoimento em que a afirmação teria sido feita.
Paralelamente, a Corregedoria Geral da Polícia Civil foi acionada para apurar quais providências teriam sido adotadas pelo delegado após tomar conhecimento da informação envolvendo o policial investigado.
Nas redes socais, Arruda afirmou que mantém compromisso com a legalidade e destacou que denúncias sobre práticas criminosas podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
“A PCES é uma instituição de gente de bem, trabalhadora e que apresenta muitos resultados para a sociedade capixaba. Eu não conheço a investigação que está sendo exposta na mídia, mas tenho certeza absoluta que se trata de um erro pontual. Não revela o caráter dos mais de dois mil policiais que lutam diariamente por um estado seguro e de paz”.
Policial civil foi preso suspeito de ligação com facção criminosa
Mais cinco mandados de prisão temporária foram cumpridos na segunda fase da Operação Turquia, deflagrada no dia 18 de março no Espírito Santo. Um policial civil, que anteriormente havia sido afastado de suas funções, é um dos que teve a prisão temporária decretada.
A suspeita é de que eles tenham envolvimento com uma facção ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao todo, são quatro policiais civis investigados na operação. Todos estão afastados das suas funções e, agora, dois estão presos. O policial alvo da última operação é Erildo Rosa Júnior.
Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, assim como uma medida cautelar de afastamento de função pública.
A ação, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (Ficco/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPES), dá continuidade ao desmantelamento de organização criminosa composta por servidores públicos envolvidos com o tráfico de drogas.
A Justiça do Espírito Santo recebeu a denúncia do Ministério Público, denunciou e tornou oito pessoas rés no processo.
Oito acusados já viraram réus:
- Alessandro Tiago Silva Dutra, policial civil
- Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, policial civil (preso)
- Erildo Rosa Júnior, policial civil (preso)
- Eduardo Aznar Bichara, policial civil
- Yago Saib Bahia da Silva
- Rod Wudson Teixeira dos Santos
- Daniel Goes Maria Cunha
- Wanderson Loureço Pires
Primeira fase
As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na região da Ilha do Príncipe, em Vitória, em fevereiro de 2024.
As investigações apontaram que parte das drogas apreendidas em ações policiais eram desviadas para a própria organização criminosa.
Uma fração dos entorpecentes não era devidamente registrada nos boletins de ocorrência, sendo posteriormente repassada a intermediários ligados ao grupo.
Além do desvio das drogas, os agentes são suspeitos de repassar informações sigilosas e receber propina para favorecer a atuação de integrantes da facção criminosa.
As investigações também apontam que parte dos policiais investigados teria omitido prisões e favorecido integrantes do grupo criminoso.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e três medidas cautelares de afastamento das funções públicas de policiais civis lotados no Departamento Especializado em Narcóticos da Polícia Civil do Espírito Santo (Denarc/PCES).
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / PCES
POLÌCIA
Ex-funcionária é presa após furtar R$ 60 mil de apartamento em Jardim Camburi
Suspeita disse que precisava “ungir” os cômodos da casa, confessou o crime e levou policiais até parte do dinheiro escondido
Vitória (ES)
Uma ex-funcionária de uma família foi presa após furtar R$ 60 mil em dinheiro de um apartamento em Jardim Camburi, em Vitória. O crime aconteceu na quarta-feira (5), e parte do dinheiro foi recuperada pela Polícia Civil no dia seguinte, durante diligências no bairro Bubú, em Cariacica.
Segundo a 5ª Delegacia de Polícia de Jardim Camburi, a mulher aproveitou o momento em que outros moradores entravam no condomínio para acessar o prédio sem autorização. A investigação aponta que, em seguida, ela foi até o apartamento da vítima e furtou o dinheiro em espécie.
Em seguida, ela convenceu a funcionária que estava no apartamento a permitir sua entrada, afirmando que precisava “ungir” os cômodos da residência.
Já dentro do imóvel, a mulher pediu para circular sozinha pelos quartos. De acordo com as investigações, foi nesse momento que ela teve acesso ao local onde os R$ 60 mil estavam guardados e furtou o dinheiro.
A Polícia Civil analisou imagens do sistema de videomonitoramento do condomínio e reuniu outros elementos que permitiram identificar a suspeita. Ela foi localizada e conduzida para a delegacia.
Polícia Civil recuperou R$ 50 mil
Durante o atendimento na delegacia, a mulher entregou espontaneamente R$ 20 mil. No interrogatório, ela confessou o furto e indicou aos policiais onde havia escondido outros R$ 30 mil. Ao todo, R$ 50 mil foram recuperados.
Sobre os R$ 10 mil restantes, a investigada afirmou que já havia utilizado o dinheiro. Ela assumiu o compromisso de ressarcir a vítima de forma parcelada.
Mulher era investigada por outros furtos
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a suspeita já havia sido identificada como autora de outros furtos quando trabalhava como empregada doméstica na casa de familiares da vítima, na Serra.
Ainda segundo a polícia, há registro de outro furto atribuído a ela, ocorrido em março deste ano, quando R$ 10 mil em espécie foram levados.
A mulher foi indiciada por furto qualificado. O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
- Matéria do Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / PCES
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