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Destruição

Tornado causa destruição e mortes em cidade do Paraná

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BRASIL

A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, cidade do Centro-Sul do Paraná, foi atingida na última sexta-feira (7) por um tornado com ventos que passaram de 250 km, provocando mortes e destruição. Foram rajadas das mais fortes já registradas no Brasil. O cenário é desolador: casas destruídas, prédios, e uma cidade inteira devastada. Em Rio Bonito do Iguaçu, o tornado provocou a morte de seis pessoas e deixou ao menos 430 feridos, além de desaparecidos.

Foto: Portal Olho Vivo

O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve neste sábado (8) em Rio Bonito do Iguaçu e anunciou que o Governo do Paraná vai levantar todos os prejuízos causados e ajudará a reconstruir a cidade, principalmente as casas. Cerca de 90% do município foi afetado, com danos a residências e prédios públicos, e seis mortes foram confirmadas até o momento (sendo cinco na cidade).

Ratinho Junior já decretou Estado de Calamidade Pública no município, medida que permite que o governo estadual adote procedimentos emergenciais, como a dispensa de licitações, a mobilização imediata de recursos e o pedido de apoio federal. Com o decreto, o município também pode solicitar recursos da União e do Fundo Estadual de Calamidade Pública, além de firmar convênios emergenciais para reconstrução.

Governador Ratinho Júnior visitou a cidade e tomou as primeiras ações para atender a população / Foto: Jonathan Campos-AEN

“Organizamos para o Centro de Convivência do Idoso dar atendimento alimentar e o Ginásio do Campo do Bugre vai ser referência da equipe de assistência social para triagem das famílias. Temos equipes vindas de Francisco Beltrão e de Cascavel da Cohapar para auxiliar a entender o tamanho dos estragos e planejar a reconstrução”, disse Ratinho Junior. Ele também anunciou uma parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), que vai fazer análise das casas pra ver quais poderão ser reformadas ou necessitam ser reconstruídas.

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“Já decretei estado de calamidade para região, o que facilita e agiliza os atendimentos. Também já estamos com equipes da Fundepar fazendo levantamento das escolas destruídas. Nós faremos alojamentos provisórios para famílias que não têm onde se acomodar”, afirmou. Ele também disse que recebeu desde a noite de sexta-feira ligações de governadores do Brasil inteiro prestando solidariedade e indicando ajuda.

A Defesa Civil enviou para a cidade 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kit higiene, 204 kit limpeza, 150 kit dormitório e 54 bobinas de lona. A cidade vizinha de Laranjeiras do Sul vai ajudar a acomodar boa parte dos desabrigados.

Desde a noite de sexta-feira, equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sanepar, Copel e Secretaria de Estado da Saúde trabalham em conjunto para restabelecer os serviços essenciais e atender a população. O Governo do Estado também enviou ambulâncias, maquinários, caminhões e tropas de apoio de várias regiões do Paraná.

O prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, Cezar Augusto Bovino, disse que os três maiores mercados da cidade estão completamente destruídos. “Agora vamos realizar esse levantamento para que possamos ajudá-las de alguma forma, seja com linhas de crédito, seja com apoio para reconstrução ou para cobrir prejuízos em diversos setores. A cidade está praticamente destruída, o que torna impossível fazer um levantamento detalhado neste momento. A partir de domingo, com a ajuda dos órgãos técnicos, teremos um panorama mais preciso desses danos”, disse.

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* Da Redação / Com informações de jornais do Paraná

* Fotos: Divulgação

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André Mendonça acusa Alexandre de Moraes de distorcer relatório da PF

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Ministro afirmou que Moraes tenta descredibilizar equipes polícias que atuam na Operação Compliance Zero

Por Renato Souza* | Brasília (DF)
Em ofício enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro André Mendonça acusa Alexandre de Moraes de apresentar alegações falsas e de distorcer o relatório da Polícia Federal. O envio do documento representa mais um capítulo na crise envolvendo a Corte.

No documento, Mendonça acusa Moraes de descredibilizar o trabalho da equipe de investigação da Operação Compliance Zero e diz que as acusações contra ele têm como origem um relatório de inteligência da PF que não pode ser utilizado como prova. Moraes acusa Mendonça de improbidade administrativa, crime de responsabilidade, privilégio a determinado grupo político, entre outros.

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A situação se torna ainda mais constrangedora quando se verifica que, “na tentativa de agudizar a gravidade dos relatos ali contidos, o ministro Alexandre de Moraes distorce o teor do ‘documento’, para imputar falsamente a este ministro a prática de comportamentos que os próprios ‘relatórios’ atribuem às equipes policiais envolvidas”, escreve Mendonça, em um trecho do documento.

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O Supremo discute se vai julgar em conjunto ou separados os pedidos para investigar Moraes e André Mendonça. A análise do caso pelo plenário foi interrompida por um pedido de vista, ou seja, de mais tempo para analisar o caso, pelo ministro Flávio Dino.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Rosinei Coutinho – STF / AFP

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