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Esclarecimento

Governo nega que o presidente Lula tenha feito proposta de assistência financeira aos familiares de mortos em operação policial no Rio de Janeiro

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BRASIL

Brasília / DF

O governo federal afirmou que, em relação a uma suposta declaração do presidente Lula, que seria apresentada uma proposta para que o governo desse assistência financeira as famílias dos mortos na operação policial no Rio de Janeiro, é uma informação falsa. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) informa que não procede a informação divulgada em alguns sites de notícias e redes sociais. O MDHC não foi consultado sobre o assunto e esclarece que as informações veiculadas são inverídicas.

A presença da equipe federal no território atendeu à necessidade de dialogar diretamente com as comunidades e contribuir para a retomada do funcionamento regular de serviços e a garantia de direitos. O MDHC reitera que não fez nenhum anúncio de ajuda financeira às famílias.

A visita da ministra Macaé Evaristo ao Rio de Janeiro teve como principal objetivo o acolhimento às comunidades afetadas e a discussão sobre a retomada imediata dos serviços públicos de educação, saúde e assistência social nas áreas impactadas.

Entre as principais ações realizadas pela missão do MDHC estão:

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* Articulação com órgãos públicos para garantia do funcionamento de escolas, hospitais e equipamentos essenciais;

* Mapeamento das necessidades locais e coordenação de apoio técnico e institucional, com base em protocolos humanitários internacionais;

* O órgão também abriu um canal específico no Disque 100 para receber relatos das comunidades impactadas pelas operações.

“O MDHC reitera o compromisso do Governo do Brasil com o combate ao crime organizado, desmantelando suas estruturas de organização e fontes de financiamento”.

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* Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

* Foto/Destaque: Reprodução / Internet

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BRASIL

Forças Armadas reúnem documentos em processo sobre perda de patente de Bolsonaro

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Pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-presidente deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato

Brasília – DF

O Superior Tribunal Militar (STM) autorizou na última quarta-feira (22) a realização de diligências para reunir documentos das Forças Armadas sobre a trajetória militar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-capitão deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, o que significa a perda de sua patente militar de capitão. Bolsonaro foi capitão do Exército.

A Corte Militar intimou o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e também o Ministério da Defesa para que providenciem as informações. Se não houver registros, os órgãos devem apresentar certidão negativa que ateste a ausência.

O processo foi aberto pelo Ministério Público Militar com base na condenação do ex-capitão reformado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso no STM é o ministro Carlos Vuyk de Aquino.

Entre os materiais solicitados às Forças Armadas dentro do direito da defesa de produzir provas documentais estão prontuário funcional, histórico disciplinar, avaliações de desempenho, registros de condecorações e informações sobre sua conduta após a passagem para a reserva.

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Militares condenados a penas superiores a dois anos podem ser submetidos à avaliação de indignidade ou incompatibilidade com o oficialato. O processo de Bolsonaro está na fase de coleta de provas e ainda contará com manifestação da defesa antes do julgamento.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), ex-presidente do Brasil violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:

– Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;

– Respeito à dignidade humana;

– Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;

– Zelo pelo preparo moral próprio;

– Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;

– Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;

– Acatamento das autoridades civis;

– Cumprimento de seus deveres de cidadão.

Além do ex-presidente, são requeridas pelo órgão a perda de patente do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

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  • Informações do Estadão – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Tânia Rêgo / Agência Brasil
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