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HIMABA é o único hospital pediátrico do Espírito Santo a receber o Selo Hospital Amigo da Criança

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SAÚDE

O Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha, acaba de conquistar o Selo Hospital Amigo da Criança, um dos reconhecimentos mais importantes da saúde pública brasileira. A certificação, promovida pelo Ministério da Saúde, foi publicada no Diário Oficial da União, no último dia 23 e coloca o Himaba, gerenciado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria da Saúde (Sesa) entre os 300 hospitais de todo o país que alcançaram esse padrão internacional de qualidade e humanização.

A certificação vem acompanhada de um repasse de R$ 246 mil do Fundo Nacional de Saúde (FNS), destinado a fortalecer ações e serviços de média e alta complexidade no hospital. Vale lembrar que ao longo de 2024, o hospital passou por diversas auditorias e avaliações que comprovaram a adoção integral de práticas humanizadas, como o acompanhamento familiar 24 horas, o respeito à mulher durante o pré-parto, parto e pós-parto e o cumprimento rigoroso da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL).

A diretora assistencial, Dra. Vanuza Guasti, celebra a conquista lembrando que a maternidade é uma porta importante do Himaba. “O selo IHAC é a tradução de um trabalho que une técnica, ciência e humanização na proteção do aleitamento materno”, destaca.

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O diretor-geral, Cláudio Amorim, e o diretor técnico, Dr. Emílio Mameri, reforçam que o selo representa mais do que um reconhecimento institucional — é um símbolo de compromisso coletivo. “Após quase um ano de espera pela homologação, receber o Selo IHAC confirma o que vivemos todos os dias: o HIMABA é um hospital que cuida com o coração. É um marco na história da saúde pública capixaba”, afirma Amorim.

A fisioterapeuta Priscila Dutra, referência em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica, lembra o empenho da equipe para consolidar a cultura do aleitamento e do contato pele a pele. “Organizamos uma verdadeira força-tarefa para fortalecer a cultura de promoção do aleitamento materno e o contato pele a pele, por meio do Método Canguru. Para manter e ampliar essa cultura de proteção e incentivo ao aleitamento, temos investido no treinamento das equipes e na orientação das famílias, o que é essencial para garantir o sucesso do aleitamento materno”, relata.

Para a pediatra Racire Sampaio Silva, pediatra, membra da Comissão de Aleitamento Materno do Himaba e presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Espiritossantense de Pediatria (SOESPE), essa vitória coroa duas décadas de construção. “Foi preciso muito esforço, luta, reflexão e anos de tentativas para formar uma cultura voltada para o aleitamento materno, para que mais mães e mais crianças pudessem se beneficiar. É importante dizer que não é uma conquista individual, é de todos nós, de todas as equipes envolvidas, que veem nesse reconhecimento o reflexo de um trabalho construído com muito carinho e empenho”, celebra.

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* Fonte: Sesa / Himaba – Comunicação

* Foto/Destaque: Reprodução / Sesa

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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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