Ameaça ao Parlamentar
Vice-Presidente da CPMI do INSS diz ter sido ameaçado para interromper investigações e pede escolta
SEGURANÇA
Deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) registrou boletim de ocorrência contra o colega de partido Edson Araújo, apontado como autor das ameaças
Por Alícia Bernardes* – Brasília / DF
O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), afirmou que foi ameaçado para interromper as investigações conduzidas pelo colegiado. O parlamentar registrou boletim de ocorrência na Polícia Legislativa Federal contra o deputado estadual e correligionário Edson Araújo (PSB-MA).
Segundo Duarte, as ameaças ocorreram por meio de mensagens enviadas por Araújo, que também é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das entidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. A ação apura irregularidades em descontos indevidos de benefícios do INSS entre 2019 e 2024.
“Quando assumi a vice-presidência da CPMI do INSS, sabia que não seria fácil enfrentar criminosos poderosos e de colarinho branco que roubam de pessoas em situação de vulnerabilidade. Nas últimas horas, fui ameaçado e constrangido a interromper as investigações. Já registrei a ocorrência na Polícia Legislativa Federal e estou requerendo proteção imediata para minha família”, escreveu o deputado em publicação no X (antigo Twitter).
De acordo com o boletim de ocorrência, Edson Araújo teria enviado uma mensagem com “ameaça de morte” ao parlamentar federal. Duarte relatou ter visualizado o conteúdo nas dependências da Câmara dos Deputados, o que faz com que o caso fique sob a jurisdição da Polícia Legislativa Federal.
Durante a sessão da CPMI nesta quinta-feira (6/11), Duarte leu o conteúdo das mensagens trocadas com o colega de partido. Segundo ele, em um dos trechos, Araújo afirmou que os dois “ainda iriam se encontrar”. Ao questionar se aquilo seria uma ameaça, afirmou ter recebido a confirmação do próprio deputado estadual, que teria dito: “Você vai saber”.
O parlamentar pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que autorize escolta e proteção à sua família. “Falo como pai, filho e marido. Porque, antes de ser deputado, sou um homem com uma família que merece viver em paz. E é por eles que sigo firme”, escreveu Duarte Jr. nas redes sociais.
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* Correio Braziliense – Conteúdo
* Foto/Destaque: Geraldo Magela / Agência Senado
SEGURANÇA
Polícia do Senado apura suposto plano de atentado de Deolane contra Flávio Bolsonaro
Boletim de ocorrência foi registrado após declarações do funkeiro MC Misa em transmissão no TikTok e YouTube envolvendo a influenciadora
A Polícia Legislativa do Senado Federal abriu apuração preliminar para investigar uma suposta ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso veio à tona após declarações feitas pelo funkeiro MC Misa durante uma transmissão ao vivo exibida nas plataformas TikTok e YouTube.
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o artista afirmou que a influenciadora digital Deolane Bezerra estaria envolvida em um suposto plano de atentado contra o parlamentar. As falas ocorreram durante entrevista ao canal “Frank Clips”, comandado por um influenciador que se apresenta nas redes como “ex-PCC” e que costuma comentar assuntos ligados ao crime organizado.
No trecho anexado ao pedido de investigação, MC Misa faz referência direta ao senador. “Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora pro filho do Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo”, afirmou.
Durante a transmissão, o entrevistador pediu mais detalhes sobre a declaração e ressaltou que a responsabilidade pelas acusações era exclusivamente do entrevistado, não representando a posição do canal.
Na sequência, MC Misa declarou que o suposto atentado teria motivação política relacionada a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro em uma futura disputa presidencial. “O que eu falo é que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É político. Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e ela faz acontecer. Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro”, disse.
O boletim de ocorrência foi registrado na última quarta-feira (27) pela Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado. O documento foi protocolado pelo policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca, com base em informações produzidas pelo setor de inteligência da Polícia do Senado Federal.
No pedido, a corporação solicita uma “verificação preliminar da procedência de informações” divulgadas nos vídeos anexados ao processo. Caso sejam identificados indícios consistentes, poderá ser instaurado um inquérito para aprofundar as investigações.
A repercussão ocorre poucos dias após a prisão de Deolane Bezerra em uma operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A influenciadora, que reúne mais de 21 milhões de seguidores no Instagram, é investigada por suposta ligação com integrantes da facção criminosa PCC, incluindo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da organização criminosa.
Deolane nega envolvimento com atividades ilícitas e contesta as acusações.
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- Informações de Cartas de Notícias – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução
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