Brasileirão 2025
Fluminense vence Mirassol em confronto direto e segue na briga por vaga na Libertadores
Esportes / Futebol
Tricolor mantém 100% em casa com Zubeldía e conquista sexta vitória seguida como mandante
Rio de Janeiro / RJ
Em um jogo muito amarrado e de pouca técnica, o Fluminense deu um passo importante na briga por vaga na Libertadores em 2026. Com gol de Serna, que deu fim à seca de gols dos atacantes, o Tricolor venceu o Mirassol por 1 a 0, nesta quinta-feira (6), no Maracanã, pela 32ª rodada do Brasileirão, e conquistou a sua sexta vitória seguida como mandante sob o comando de Zubeldía.

Thiago Silva. Fluminense enfrentou o Mirassol, nesta quinta-feira (6), no Maracanã, pela 32ª rodada do Brasileirão – Marcelo Gonçalves/Fluminense FC
Com o resultado, o Fluminense chegou aos 50 pontos na sétima colocação e segue na briga por uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O Mirassol, por sua vez, é o quarto colocado, com 56. O Tricolor volta a campo no próximo domingo (9), às 16h (de Brasília), contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela 33ª rodada do Brasileirão.
Serna encerra jejum dos atacantes do Fluminense e garante vitória
Fluminense e Mirassol protagonizaram um jogo pouco técnico, mas de fortes emoções no primeiro tempo. Logo no primeiro minuto, Serna foi lançado e foi derrubado por Daniel Borges na entrada da área, o que custou um cartão vermelho para o defensor do time do interior paulista. Porém, após revisão no VAR, o árbitro Anderson Daronco (RS) mudou a decisão, anulou a expulsão e puniu apenas com amarelo.

Após o susto logo no primeiro minuto, o Mirassol conseguiu se encontrar e começou melhor. O time paulista era mais incisivo e criou boas oportunidades, mas faltou capricho nas finalizações. No reencontro com o Fluminense, Yago Felipe levou perigo em chute da entrada da área, mas a bola saiu pelo canto. Depois, Negueba criou a melhor chance dos visitantes, mas Fábio fez grande defesa.
Sob pressão da torcida, o Fluminense reagiu. Responsável por construir as jogadas do time tricolor, o meia argentino Acosta comandou a reação. Em belo lançamento, encontrou Serna aberto pela esquerda, aos 30 minutos. O atacante colombiano carregou, chutou da entrada da área e contou com um desvio em Daniel Borges para superar Walter e abrir o placar — além de encerrar a seca de um mês dos atacantes.
O Fluminense cresceu após abrir o placar e criou oportunidades para ampliar. Após boa troca de passes curtos, Canobbio recebeu lançamento de Everaldo e chutou por cima. Depois, Acosta tabelou com Everaldo, invadiu a área e chutou forte, mas Walter defendeu. Já nos acréscimos, Canobbio não conseguiu completar um desvio de Everaldo para o meio da pequena área e perdeu outra chance de ampliar.

Na etapa final, o Fluminense começou intenso e quase marcou no primeiro minuto, mas Acosta parou em boa defesa de Walter. Apesar disso, o jogo ficou mais truncado e com menos oportunidades dos dois lados. O Mirassol assustou aos três minutos com Neto Moura após escanteio e, depois, somente aos 35, quando Alesson e Guilherme Marques se enrolam na entrada da área e não aproveitaram o erro na saída de bola.
Do outro lado, também faltava capricho ao Fluminense. Canobbio tentou desviar chute de Renê de letra, mas errou. Depois, o uruguaio não caprichou na hora de servir John Kennedy, aos 36, após erro do Mirassol na saída de bola. Por fim, Serna, aos 39, não aproveitou contragolpe em superioridade numérica e finalizou fraco, assim como John Kennedy, aos 44, quando abdicou do chute para tentar dá mais um drible.
Outros Resultados do Brasileirão da Série A
Ceará 1 x 1 Fortaleza
Palmeiras 2 x 0 Santos
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* Informações de O Dia – Conteúdo
* Foto/Destaque: Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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