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Atenção aos Preços

Black Friday: Procon Vitória dá 12 dicas para consumidores comprarem com segurança

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Economia

Por Deyvison Longui* – Vitória / ES

A Black Friday está chegando e, com ela, uma enxurrada de promoções que prometem grandes descontos. Para ajudar o consumidor a aproveitar esse período com segurança, o Procon Municipal de Vitória elaborou 12 dicas práticas que podem fazer toda a diferença na hora das compras.

Tradicionalmente realizada na última sexta-feira de novembro, a data é marcada por liquidações em lojas físicas e virtuais, com o objetivo de renovar estoques e impulsionar as vendas de fim de ano. Mas, junto com as ofertas, também aumentam os riscos de golpes e armadilhas.

O órgão municipal de proteção ao consumidor orienta que o primeiro passo é planejar as compras, fazendo uma lista do que realmente é necessário, não se deixando levar pela avalanche de anúncios e pelas chamadas de ofertas imperdíveis. Comprar de forma consciente é a melhor maneira de evitar arrependimentos.

Outros cuidados essenciais são comparar preços e modelos apresentados para não ter dificuldades na assistência técnica, conferir se o site é seguro (com endereço que comece por https) e desconfiar de promoções enviadas por redes sociais ou aplicativos de mensagem. Veja abaixo todas as 12 dicas.

“Nosso compromisso é garantir que o cidadão de Vitória possa consumir com segurança e consciência. O Procon Municipal tem um papel fundamental nesse processo, orientando e fortalecendo os direitos dos consumidores. A informação é a melhor ferramenta para evitar prejuízos e garantir que as compras sejam, de fato, um bom negócio”, aponta o secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi.

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Pesquisar sempre

O gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, reforça que pesquisar é sempre a melhor estratégia. “A Black Friday pode ser uma excelente oportunidade para economizar, mas é preciso ter cautela. O ideal é pesquisar os preços com antecedência, desconfiar de promoções exageradas e sempre verificar a reputação das lojas. Por isso, é importante que os consumidores fiquem atentos para aproveitar as oportunidades com consciência, comprando apenas o que realmente precisam e buscando pagar os menores preços”, ressalta.

Panetto reforça que o consumidor bem-informado é o seu maior aliado contra práticas abusivas e que, em caso de reclamação ou dificuldade, o morador pode procurar o Procon Vitória para ter acesso a materiais informativos e atendimento. O órgão municipal de defesa do consumidor funciona na Casa do Cidadão (Avenida Maruípe, 2544), no horário das 8h às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

Confira as 12 dicas do Procon Vitória para a Black Friday

  1. Liste o que você realmente precisa comprar: Evite se deixar levar pela “chuva” de propagandas. Compre apenas o que for necessário e útil.
    2. Pesquise e compare: Verifique se o produto é atual, se há assistência técnica disponível e se o desconto é real.
    3. Compre apenas em sites seguros: Prefira sites com endereço iniciado por “https://” e ícone de cadeado na barra do navegador.
    4. Desconfie de promoções enviadas por redes sociais:
    Não clique em links de origem duvidosa nem pague boletos de compras que você não fez.
    5. Evite compras em redes Wi-Fi públicas: Essas conexões são vulneráveis e podem expor seus dados pessoais.
    6. Avalie a forma de pagamento: Pagar à vista pode render descontos extras. Se for parcelar, verifique se há cobrança de juros.
    7. Atenção ao frete: Compare o valor total do produto com e sem frete. “Frete grátis” pode estar embutido no preço.
    8. Cheque informações da loja: Confira razão social, CNPJ e endereço. A falta desses dados é um sinal de alerta.
    9. Fique atento a mudanças de preço no carrinho: Guarde prints das etapas da compra para garantir o cumprimento da oferta.
    10. Observe o prazo de entrega: A responsabilidade é sempre da loja. Verifique as condições antes de concluir o pagamento.
    11. Guarde todos os comprovantes: Nota fiscal, e-mails e protocolos são essenciais em caso de troca ou reclamação.
    12. Conheça o direito de arrependimento: Para compras feitas fora do estabelecimento (internet, telefone, etc.), o prazo é de sete dias.

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* Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo

* Foto/Destaque: Reprodução / PMV

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Economia

Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES

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Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada

Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.

O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.

Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.

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Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.

De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.

A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.

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Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.

Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.

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  • Matéria reproduzida do JN – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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