Brasil / Fiscalização
Ministério da Agricultura divulga alerta sobre marcas de azeite de oliva desclassificadas por fraude
BRASIL
Produtos foram considerados impróprios para o consumo após análises laboratoriais e devem ser recolhidos
Brasília / DF
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), divulgou um alerta de risco ao consumidor relacionado à comercialização de oito marcas de azeite de oliva consideradas desclassificadas por fraude. As ações de fiscalização foram conduzidas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), em parte com o apoio da Polícia Civil do Espírito Santo e da Polícia Civil de São Paulo.
Amostras dos produtos foram coletadas e analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA). Com base nos resultados das análises físico-químicas, os produtos foram considerados impróprios para o consumo, e teve início o processo de recolhimento dos lotes, conforme previsto na legislação vigente.
As análises confirmaram que os produtos não atendem aos requisitos da Instrução Normativa nº 01/2012, que estabelece os padrões de identidade e qualidade do azeite de oliva. Foi detectada a presença de outros óleos vegetais em sua composição, o que caracteriza fraude.
O Mapa destaca que a comercialização desses produtos configura uma infração grave, e os estabelecimentos que mantiverem os itens à venda podem ser responsabilizados.
Aos consumidores que tenham adquirido os produtos listados, o Ministério orienta que interrompam o uso imediatamente e solicitem a substituição, com base nas regras previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Denúncias sobre a comercialização desses produtos podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR, informando o nome e o endereço do local de venda. O Mapa alerta, ainda, para que os consumidores verifiquem cuidadosamente as informações sobre a empresa responsável nos rótulos, já que, por se tratar de fraude, pode haver uso indevido de nomes semelhantes a marcas conhecidas de azeite de oliva.
Essa ação faz parte de uma série de operações conduzidas pela SDA/MAPA para coibir fraudes no mercado de azeites de oliva no país.
Confira, a seguir, a lista das marcas desclassificadas:

Mapa divulga alerta sobre marcas de azeite de oliva desclassificadas por fraude
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* Fonte: Ministério da Agricultura
* Foto/Destaque: Reprodução – MA
BRASIL
Forças Armadas reúnem documentos em processo sobre perda de patente de Bolsonaro
Pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-presidente deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato
Brasília – DF
O Superior Tribunal Militar (STM) autorizou na última quarta-feira (22) a realização de diligências para reunir documentos das Forças Armadas sobre a trajetória militar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-capitão deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, o que significa a perda de sua patente militar de capitão. Bolsonaro foi capitão do Exército.
A Corte Militar intimou o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e também o Ministério da Defesa para que providenciem as informações. Se não houver registros, os órgãos devem apresentar certidão negativa que ateste a ausência.
O processo foi aberto pelo Ministério Público Militar com base na condenação do ex-capitão reformado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso no STM é o ministro Carlos Vuyk de Aquino.
Entre os materiais solicitados às Forças Armadas dentro do direito da defesa de produzir provas documentais estão prontuário funcional, histórico disciplinar, avaliações de desempenho, registros de condecorações e informações sobre sua conduta após a passagem para a reserva.
Militares condenados a penas superiores a dois anos podem ser submetidos à avaliação de indignidade ou incompatibilidade com o oficialato. O processo de Bolsonaro está na fase de coleta de provas e ainda contará com manifestação da defesa antes do julgamento.
Segundo o Ministério Público Militar (MPM), ex-presidente do Brasil violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:
– Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;
– Respeito à dignidade humana;
– Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;
– Zelo pelo preparo moral próprio;
– Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;
– Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;
– Acatamento das autoridades civis;
– Cumprimento de seus deveres de cidadão.
Além do ex-presidente, são requeridas pelo órgão a perda de patente do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
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- Informações do Estadão – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Tânia Rêgo / Agência Brasil
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