Saúde
Maio Roxo alerta para as Doenças Inflamatórias Intestinais
SAÚDE
Por Vitor De Vincentis*
Vitória / ES
O Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), 19 de maio, tem o objetivo de alertar a população sobre os riscos e prevenção a essas doenças. Junto com a campanha Maio Roxo, a ação visa aumentar o conhecimento sobre as DIIs, promover o diagnóstico precoce e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ao longo do mês, a campanha envolve diversas instituições de saúde e associações, que promovem ações informativas, palestras, eventos e campanhas de mídia para aumentar o conhecimento sobre as DIIs.
As DIIs são doenças inflamatórias crônicas do trato digestivo, de natureza autoimune, ou seja, o sistema imunológico do corpo ataca as células saudáveis do intestino. Os sintomas podem incluir dor abdominal, diarreia, sangramento retal, perda de peso, fadiga e dores nas articulações.
Os exemplos mais comuns são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Nestes casos, o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento e controle, visto que essas doenças podem causar dor, desconforto, ansiedade e depressão. O tratamento é individualizado e pode incluir medicamentos para controlar a inflamação, imunossupressores e, em alguns casos, cirurgia.
Segundo Arthur Peixoto, cirurgião geral e professor do IDOMED, a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças são importantes para o tratamento. “Antes, esses sintomas intestinais como sangramentos e diarreia eram motivo de vergonha e poderiam até ser negligenciados”, diz. Arthur destaca a necessidade da colonoscopia como exame diagnóstico principal e o acompanhamento médico de rotina para acompanhamento da doença. “Alterações da nossa rotina atual também podem ser gatilhos para as doenças inflamatórias, como o fumo, álcool e nossa dieta desregulada”, lembra.
Dieta adequada
Professora Arissa Felipe
Uma alimentação adequada pode integrar o tratamento de pacientes com doenças inflamatórias crônicas do trato digestivo. O equilíbrio nutricional contribui para prevenir a deficiência de nutrientes e promover alívio dos sintomas. Não há uma dieta específica para o paciente com DIIs. Porém, alguns cuidados são importantes no tratamento nutricional destas doenças, tanto na fase da atividade quanto na fase da remissão.
Professora de Nutrição da Estácio, Arissa Felipe explica que o acompanhamento alimentar é importante para manter um equilíbrio nutricional. “Isso vai contribuir para o bem-estar do paciente, além de melhorar a cicatrização, restaurar as células da mucosa gastrointestinal e prevenir a deficiência de alguns nutrientes”, diz, ao lembrar que muitos pacientes ficam limitados com relação à ingestão de alguns alimentos. “Essas restrições podem trazer algumas deficiências nutricionais, que serão corrigidas com ajuda profissional”, frisa.
Uma alimentação saudável e balanceada, com carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas, minerais e fibras, pode trazer benefícios no trato digestivo. Outras recomendações nutricionais para o paciente com DII incluem: realizar várias refeições ao longo do dia, consumindo volumes menores; comer devagar e mastigar bem os alimentos; e ler o rótulo dos alimentos para escolha adequada de produtos. A higienização adequada de frutas, verduras e legumes ajuda a evitar contaminações.
Política Nacional
Conforme a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), cerca de 5 milhões de pessoas sofrem com as DIIs no mundo. A maior incidência ocorre em adolescentes e adultos entre 15 e 40 anos. No Brasil, a taxa gira em torno de 100 casos para cada 100 mil habitantes no SUS.
Em abril de 2025, o Senado Federal aprovou hoje o PL 5307/2019, que institui a Política Nacional de Assistência, Conscientização e Orientação sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais — Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. O projeto prevê incentivo à realização de campanhas de conscientização, programas para orientação e acolhimento a pacientes e mutirões para execução de colonoscopias em hospitais públicos. Também estabelece o prazo de 30 dias contados a partir da consulta, para a realização de exames laboratoriais e de imagem nos casos de suspeita clínica dessas doenças. A matéria segue para sanção presidencial.
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* Pauta 6 Comunicação – Conteúdo
* Reprodução / P6
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
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- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
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