VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Saúde

ES registra 2 mortes e quase 13 mil casos da doença em 30 dias

Publicados

SAÚDE

Os casos de Dengue no Espírito Santo preocupam. Em pouco mais de 30 dias, o Estado registrou 12.726 casos da doença. Duas mortes também foram confirmadas. As informações foram passadas pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (14).

A incidência chega a 316,67 casos por 100 mil habitantes. Em todo o ano de 2022, casos contabilizados somaram 21 mil. No ano anterior, ou seja, em 2021, foram 15 mil casos.

Ainda segundo Reblin, o vírus em circulação tem provocado uma redução mais brusca no número de plaquetas no sangue, o que pode aumentar o risco da forma hemorrágica da doença.

As plaquetas são células fundamentais para a coagulação no sangue. De maneira geral, uma pessoa saudável tem de 150 mil a 450 mil plaquetas. Em casos de dengue hemorrágica, esse número pode cair para 20 mil, levando ao risco de sangramentos.

“Febre alta, dor atrás dos olhos, dor e manchas no corpo, dor de cabeça, são sinais importantes que devem levar a pessoa a procurar atendimento em uma unidade de saúde. Antes mesmo de buscar ajuda médica, o recomendado é já aumentar a ingestão de água. O que evita o adoecimento da forma grave da dengue é a hidratação”, orienta o subsecretário.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Campanha alerta sobre riscos de acidentes com produtos cáusticos, que atingem principalmente crianças
Propaganda

SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

Publicados

em

Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

Leia Também:  Hospital em São Mateus faz captação múltipla de órgãos para transplante

No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

Leia Também:  Fluminense segura Flamengo em jogo com quase 60 mil no Maracanã

Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

——————————————————-

  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA