Corrida Eleitoral
Sergio Moro: “Brasil cometeu grande erro ao colocar Lula de volta no poder”
Política Nacional
Declaração do senador ocorreu nesta sexta-feira (4/4) durante o lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à presidência da República, na Bahia
Por Jaqueline Fonseca*
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, lançou pré-candidatura nesta sexta-feira (4/4) em Salvador. Ao lado de Caiado, políticos de direita participaram do evento e endossaram o nome do governador para a corrida eleitoral de 2026.
Um dos presentes foi o senador Sérgio Moro (União-PR) que defendeu Caiado como político experiente no combate à criminalidade e potencial líder na condução do país.
Moro também criticou a política econômica e a segurança pública sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que os eleitores erraram ao permitir que Partido dos Trabalhadores retornasse à presidência.
“O Brasil cometeu um grande erro de colocar o PT o Lula de volta no poder. O que era picanha virou abóbora, depois virou ovo, depois virou nada”, declarou durante discurso ao lado de Caiado.
Moro citou casos de latrocínio por roubos de celulares e disse que o “o crime se sente a vontade na gestão do PT”.
“A segurança pública foi completamente abandonada. A gente está vendo o aumento da criminalidade em todos os lugares do país. No governo Lula o crime se sente a vontade. O criminoso se sente premiado, o criminoso se sente liberado. E aqui na Bahia a gente tem o exemplo. O governo do PT ocupa o estado e não por coincidência, a Bahia é hoje o estado mais violento do país”, criticou Moro.
Moro também defendeu anistia e penas mais brandas para os acusados do oito de janeiro, ao mencionar o caso de Débora, que foi presa por pichar a estátua da Justiça e agora responde em prisão domiciliar, após decisão do STF. “Enquanto se liberam criminosos perigosos, tem gente sendo punida desproporcionalmente. Os manifestantes lá do 8 de janeiro. Não se justifica botar uma mulher que passou batom em uma estátua 14 anos na cadeia. Não se justifica pegar senhoras que erraram, se excederam, cidadãos brasileiros e colocar 17 anos de prisão na cadeia. Nós precisamos também defender essa causa”.
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* Correio Braziliense – Conteúdo
* Foto: Reprodução / Youtube
Política Nacional
Messias é rejeitado para o STF
Primeira rejeição em 132 anos marca indicações ao STF; Lula já nomeou Zanin e Dino para a Suprema Corte, desta vez fracassou na sua indicação
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada pelo plenário do Senado, por 34 a 42 votos, marcando a primeira vez em 132 anos que um nomeado para a Corte é barrado. Apesar de ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias não alcançou os votos necessários na votação final, em um revés histórico para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
A última rejeição havia ocorrido em 1894. Messias havia sido indicado para a vaga que será aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Com o resultado negativo, o foco se volta para os outros dois ministros efetivamente nomeados por Lula em seu atual mandato: Cristiano Zanin e Flávio Dino.
As indicações bem-sucedidas de Lula
Cristiano Zanin, o primeiro nomeado
Antes da tentativa frustrada com Messias, o primeiro nomeado por Lula em seu terceiro mandato foi Cristiano Zanin. Ele atuou como advogado pessoal do presidente nos processos da Lava Jato, obtendo as vitórias judiciais que anularam as condenações e restauraram os direitos políticos do petista. Zanin assumiu a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril de 2023.
Flávio Dino, da política para a Corte
O segundo indicado a tomar posse foi Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública. Com uma longa carreira política como governador do Maranhão, deputado federal e senador, Dino preencheu a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Rosa Weber. Sua nomeação levou para o STF uma figura com forte articulação política e experiência no Executivo e Legislativo.
Pesa sobre Flávio Dinho a acusação pela oposição, de ter supostamente dado sumiço às câmeras que tinham gravado a movimentação das tropas estacionadas no pátio do Ministério da Justiça sem intervir para impedir as ações que vandalizaram as sedes dos três poderes.
O perfil do indicado rejeitado
Jorge Messias, o nome barrado pelo Senado, é procurador da Fazenda Nacional de carreira e ganhou notoriedade em 2016. Na época, uma conversa sua com a então presidente Dilma Rousseff foi divulgada, na qual ela se referia a ele como “Bessias”, apelido que o acompanha nos bastidores do poder. Considerado um nome técnico e leal ao presidente, Messias ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do governo. Protagonizou ações que influenciaram – de certa forma – na sua rejeição. “Seria mais um aliado do governo Lula e não um ministro imparcial, gerando desconfiança”, disse uma liderança política.
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- Da Redação | Com informações da mídia nacional
- Foto Destaque: crédito – Ed Alves /CB/ D.A Press
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