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Religião e Política

Pastor Silas Malafaia se manifesta sobre a caminhada de Nikolas

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Política Nacional

O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo, nesta quinta-feira (22), parabenizando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) pela iniciativa de realizar a Caminhada Pela Justiça e Liberdade, também conhecida como Acorda, Brasil! O líder cristão afirma que o ato defende “os injustiçados” e protesta contra os “criminosos”.

“Essa caminhada, e eu concordo, tem dois objetivos principais: a favor das pessoas injustiçadas, covardemente condenadas em uma farsa de pseudogolpe, de pura perseguição política do ditador da toga, Alexandre de Moraes. Persegue Bolsonaro, a direita, donas de casa, avós, aposentados, mães de crianças, com penas altíssimas e sem nenhuma prova de golpe” – declarou.

O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) disse não ter “medo de ditadores” e frisou que não se calará.

“Faça o que você tiver que fazer, eu não vou me calar, e vou continuar a denunciar os seus crimes” – assinalou.

Malafaia ainda citou as suspeitas de fraude financeira do Banco Master, o contrato milionário da instituição com a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e criticou a condução do caso por parte do magistrado Dias Toffoli, também do STF.

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“Botou tudo em sigilo absoluto porque está até o pescoço envolvido na lama do Banco Master. E o PT e seus puxadinhos não assinam a CPI do Banco Master. Eu pergunto: que moral Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm para permanecer no STF julgando pessoas?” – indagou.

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Política Nacional

TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições

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Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu

Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.

De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.

A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.

Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.

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O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.

Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.

A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.

Ataques às urnas

O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.

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A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.

Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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